Intervalo

Fazendo uma pausa no que já está lento (a publicação dos contos), para relaxar no início do final de semana:

A ONU enviou uma carta para cada país com a questão:
Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião sobre
a escassezde alimentos no resto do mundo.

A pesquisa foi um fracasso.
Os Europeus não entenderam o que era escassez.
Os africanos não sabiam o que era alimento.
Os cubanos não entenderam o que era opinião e os argentinos,
o significado de por favor.
Os norte-americanos nem imaginam o que seja resto do mundo.
Enquanto isso, o congresso brasileiro está debatendo o que é honestamente.

PS: desconheço a autoria!
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Inteligência e espírito
Seminário 1
Perdidos no tempo

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Relógio

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Seminário 1

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Pois bem. A ideia surgiu durante uma oficina de “escrita criativa”, realizada em Zagreb, com o Gonçalo Tavares, escritor (de sucesso) em Portugal, nos dias que correm. Ele começou lendo um pequeno trecho de um de seus livros. A personagem que ele criou sai de casa para se encontrar com amigos usando um sapato preto no pé direito e um branco, no esquerdo. Chegando ao local do encontro, os amigos disseram que ela estava errada, por conta dos sapatos. Ela volta para casa e troca os pés e as cores: sapato branco no pé direito e o preto, no esquerdo. Mais uma vez, os amigos dizem que ela está errada. Depois disso, a tal personagem passa boa parte da narrativa “meditando” sobre o “erro”. Gonçalo parte dessa ideia: o erro. E pede que os participantes da oficina desenhem uma casa “errada”. Depois pede para que cada um dê explicações sobre o “erro”. Trocam-se os desenhos e cada dupla escreve dez coisas erradas sobre a casa desenhada pelo outro e dez coisas certas. Trocam-se os papeis. O próximo passo é escrever frases sobre as coisas erradas destacadas… I tako dalje

Resolvi partir da mesma “dinâmica” no semestre passado quando, pela segunda vez, ministrei o tal de seminário “pífio” de narrativa…). A ideia era fazer com que os estudantes “sentissem na pele” o que é o processo da “escrita criativa” e, a partir desta experiência, tentassem estabelecer parâmetros mínimos para uma escrita analítica. Tentei isso para substituir o lugar comum dos textos teóricos sobre narratologia… Não foi um sucesso, mas tamném não foi um fracasso. Começo hoje a publicar parte desse trabalho, começando com os desenhos das casas erradas…

Em tempo: o que vai aqui publicado recebeu autorização dos “autores”!

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Vejam os desenhos:

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Aquecendo os tamborins

 

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O carnaval está na esquina e boa parte da população brasileira se prepara para mais um feriado… como se fossem, poucos: os feriados! Mais um ano de exageros, descontrole, algazarra e até alegria… pouca, mas alegria… Nesse “clima” é que me intrometo para cumprir o prometido. Pouquíssimas pessoas irão ler, o que pode ser considerado sinal de insignificância… Cada um tem direito a uma opinião. Pra semana começo a publicar os contos que meus alunos escreveram no semestre passado como parte das atividades de um “seminário” de narrativa. As aspas se justificam. Afinal, chamar de “seminário” a dois pífios encontros semanais de hora e meia cada, durante três meses e meio é um tanto… um tanto… ah… deixa pra lá. Eu e minhas chatices. Mas numa de aquecimento, deixo duas “pérolas” (virão outras de quando em vez). Não faço a mínima ideia se existe autoria para elas, mas, aí vão:

“Antigamente as mulheres cozinhavam igual à mãe… Hoje , estão bebendo igual ao pai!”


“Antigamente os cartazes com rostos de criminosos ofereciam recompensas; atualmente, pedem votos”.

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Teias no/do olhar

O Cirque du soleil é um espetáculo para os olhos. Para os olhos e outros sentidos também. O colorido das fantasias e do cenário. Os truques e ilusões dos efeitos de luz. A sofisticação dos acrobatas e da contorcionista. Ah, a sofisticação… Um circo sofisticado. Isso é o que é… Imperdível. Por falar nisso, esta qualidade, a sofisticação me leva a pensar no filme A pele que habito, do Almodóvar. Um filme imperdível.

De começo, a impressão que se tem é de que nada vai ser muito diferente do que já se viu na filmografia desse enfant terrible do cinema internacional. Sim, internacional. Apesar da peculiaridade da língua, da marca registrada das cores, do tratamento personalíssimo de questões complexas e espinhosas, paira alguma coisa no ar. Alguma coisa que não é possível detectar de antemão. Alguma coisa que não vai sendo construída linearmente pela narrativa fílmica. Alguma coisa que não vai sendo organizada a partir de cacos de caleidoscópio. Alguma coisa…

O entrecortado cronológico das sequências episódicas foge um pouco ao padrão do cineasta. A crítica conterrânea dele disse e maldisse muita coisa. Andei lendo que os “locais” torceram o nariz, chegando a afirmar que o cinema de Pedro havia acabado. Que ele já estava se repetindo. Bobagem… Os filmes dele são sustentados numa sequência bastante sensata de… repetições. Isso não é defeito, é arte! Há que ser artista para saber se repetir sem ser “repetitivo”. Há difertença semântica nisso. Ouso afirmar que Almodóvar, com este filme, se superou, sem deixar de ser ele mesmo. É o filme mais inesperado dele, na minha modesta opinião. É o filme mais “diferente” no conjunto de sua filmografia, mas a sua assinatura é indelével. É radicalmente outro, mas ele está lá. Talvez seja difícil de entender, como, às vezes, penso que é explicar. Mas é isso mesmo: é totalmente outro, mas é ele!!!

Do aparente estupro da filha do médico ao assassinato de sua mãe (prestem atencão a este “episódio” no/do filme). Do retorno de um suposto irmão, ao retorno ao brechó (Penso eu que o “pomo da discórdia é este… mais não digo). Os retalhos e as máscaras que com eles são feitos, a escrita nas paredes do quarto de Vera, a mãe que busca seu filho já abandonado ao descaso policial depois de seu desaparecimento súbito. Claro está que não é filme de suspense. Mas o suspense se faz presente, mais no filme que no livro. Aliás, perto da leitura de Almodóvar, a narrativa do romance fica muito aquém das expectativas. O filme é mais denso, mais ricamente intrincado, mais provocante, mais sedutor, mais intrigante, mais impactante, mais… mais… mais… O fio narrativo do filme, a meu ver, baseia-se numa decisão polêmica do médico que pesquisa a produção de pele humana. Neste aspecto, o filme atinge um grau de polêmica, com tal sutileza, que a “surpresa” que causa a certa altura faz a gente dar um salto na cadeira e quase gritar: ó! Vejam e se deliciem…

Enquanto isso…

O Kadafi morreu… assim é o que os jornais e a internete alardeiam…

A FIFA sorteia os estádios onde serão realizados jogos dessas coisas que vão acontecer em 2012, 2013, 2014… até o final dos tempos e a patuleia grita, entre enraivecida e jubilosa…

A Savassi é tomada de assalto por vândalos com curso superior, invadindo jardins e estacionando seus carrões em canteiros e locais proibidos: nenhuma novidade…

Três médicos são condenados em Taubaté por extirparem criminosamente os rins de pacientes falsamente diagnosticados com morte cerebral: vão responder “em liberdade”…

Ivete Sangalo é homenageada na Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte, e consegue mais mais alguns minutos de celebridade. Celebridade?…

O prêmio Jabuti é dado a um “escritor” que escreveu (desculpem!) alguma coisa a que deu o nome de “Ribamar”. Sintomático…

O Ministro dos Esportes está sendo “frito em pouca banha” (saudade dos pampas gaúchos)… Por que será??? Alguém sabe??? A cara do “policial” que o acusa é mais “acusadora”…

Turistas do mundo todo devem estar se sentindo no meio do Armagedon, enquanto tehntam visitar Atenas… sede/fonte da cultura ocidental: epicentro da ganância mundial disfarçada em crise…

Teresa Cristina destila veneno do alto de seu salto agulha como se fosse o arauto da “sofisticação, do berço e da elegância”. Ela é linda, mas convenhamos…”

Quantas pessoas acabaram de morrer e quantas nasceram neste exato instante???

Línguas…

 

O POLIGROTA

“É verdade matemática que ninguém pódi negá,

que essa história de gramática só serve pra atrapaiá.

Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá.

Mió nóis cabá cum isso pra todos podê falá.

Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu.

Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.

Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.

Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.

Na Itália dizem até, eu não sei por que razão,

que como mantêga é burro, se passa burro no pão.

Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,

onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.

Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó.

Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.

E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:

‘Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió!’

Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá.

Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.

Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:

Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!

Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão.

Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.

Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.

É pecado espaiá o que tem lugar certêro.

No Chile cueca é dança de balançá e rodá.

Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.

Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,

que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.

Uma gravata isquisita um certo francês me deu.

Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.

Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,

Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!

Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.

Ó nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.

O que num pode é um povo fazê papér de idiota,

dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota.”

*(Autor desconhecido)*

Nomes

A onomasiologia é o nome que se dá à disciplina (ciência, como quem alguns) que estuda o significado dos nomes. Campo interessante de investigação. Por coincidência, estou a orientar uma pesquisa de iniciação científica que busca estabelecer uma espécie de glossário dos nomes das personagens de Machado de Assis, num conjunto de contos ainda um tanto desconhecidos do público “em geral”… (Alguém poderia me dar explicação plausível para esta “classificação” e seu uso?) Num dos mais famosos romances dele, Capitu e Bentinho. A primeira, Capitolina, lembra capitólio (sede do poder), daí a mulher poderosa e mandona, voluntariosa e dissimulada, no romance. Já ele, Bento, abençoado, bendito, santo. Uma oposição que diz muito, pois o gajo é sovina em “valores” morais: mente, é fraco, se envolve em “esquemas”, não tem autonomia, é inseguro, desconfiado e ciumento. Nada a ver… Pois é… Os nomes são palavras interessantíssimas. Tanto é assim que, também elas, servem para brincadeiras do tipo que segue abaixo. Mais uma vez, o bom senso me obriga a registrar aqui que desconheço a autoria dessa “pesquisa”…

Ana Lisa = Psicanalista

Paula Lúcia = Fabricante de Bichinhos

Pinto Souto = Fabricante de Cuecas

Marcos Dias = Fabricante de Calendário

Olavo Pires =Balconista de Lanchonete

Décio Machado = Guarda Florestal

H. Lopes = Professor de Hipismo

Oscar Romeu = Dono de Concessionária

Hélvio Lino = Professor de Música

K. Godói = Médico especialista em hemorróidas

Alberta Alceu Pinto = Garota de Programa

H. Romeu Pinto = Garoto de Programa

Eudes Penteado = Cabeleireiro

Sara Vaz = Mãe de Santo

Passos Dias Aguiar = Instrutor de Auto-escola

Édson Fortes = Baterista

Sara Dores da Costa = Reumatologista

Jamil Jonas Costa = Urologista

Iná Lemos = Pneumologista

Ester Elisa = Enfermeira

Ema Thomas = Traumatologista

Malta Aquino Pinto = Médico especialista em doenças venéreas

Inácio Filho = Obstetra

Oscar A. Melo = Confeiteiro

Jacinto Pinto Aquino Rego = Atleticano gay, do tipo Richarlysson!

Línguas

 

Pelo mundo a fora, afloram as línguas, entidades vivas que se contorcem aos hábitos do bicho homem e se modificam, crescem, contaminam-se, evoluem. De suas partes constitutivas, a fonética é daquelas que pode aproximar e/ou distanciar cada uma das demais. Nada é absolutamente absoluto. Nada! De fato, o mais comum é que mesmos sons tenham diferentes significados. daí para o “duplo sentido” é um pulo. Nada mais natural… e engraçado. recebi as fotos abaixo numa mensagem enviada por um amigo. Não sei quem fez a montagem, assim como não sei quem é (são?) o(s) autor(es) das fotos. Pelo sim, pelo não – a cada dia quero mais distância de incômodos e confusões! – reproduzo o alerta que veio ao fim da mensagem recebida. Divirtam-se… ou não!

Confusão 1

 

Confusão 9

 

“O emitente desta mensagem é responsável por seu conteúdo e endereçamento. Cabe ao destinatário cuidar quanto ao tratamento adequado. Sem a devida autorização, a divulgação, a reprodução, a distribuição ou qualquer outra ação em desconformidade com as normas internas do Sistema Petrobras são proibidas e passíveis de sanção disciplinar, cível e criminal.”
“The sender of this message is responsible for its content and addressing. The receiver shall take proper care of it. Without due authorization, the publication, reproduction, distribution or the performance of any other action not conforming to Petrobras System internal policies and procedures is forbidden and liable to disciplinary, civil or criminal sanctions.”
“El emisor de este mensaje es responsable por su contenido y direccionamiento. Cabe al destinatario darle el tratamiento adecuado. Sin la debida autorización, su divulgación, reproducción, distribución o cualquier otra acción no conforme a las normas internas del Sistema Petrobras están prohibidas y serán pasibles de sanción disciplinaria, civil y penal.”

Palavras de inteligência

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“A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados”

Drauzio Varella

A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural.
Os que assim o julgam partem do principio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.
Co mportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.
Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a n atureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles.
Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?
(Portal Drauzio Varella)

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Mais uma vez

Mais uma vez, faço uso dos recursos da mídia informatizada e das redes invisíveis que envolvem pessoas as mais diversas e, por vezes, absolutamente desconhecidas. Do grupo das mensagens que me fazem pensar, dentre muitas que recebo frequentemente, coloco aqui mais uma. Mais uma vez, não sei dizer nada acerca da autoria. Quem o souber… Por gentileza, faça um comentário dando as fontes. É sempre bom se precaver… Gostei imenso da lição, ainda que admita que muita gente vai torcer o nariz, invocando tempos globalizados, novos modelos familiares, diversidade, etc. AO fim e ao cabo, a boa “moral” prevalece, contra tudo e contra todos…

TORRADAS QUEIMADAS! (e o grande valor de TOLERÂNCIA !)

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro. Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola. Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geleia e engolindo cada bocado. Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:

- Adorei a torrada queimada…

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:

- Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada…

Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias! O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar. A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor. De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos. Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo!