Inteligência e espírito

Eu, simplesmente, adoro pessoas inteligentes. Quando uma dessas pessoas me é particularmente querida então… o prazer de saber que posso conviver com essa inteligência sempre que quiser aumenta incalculavelmente. Há pessoas que “aparecem” pelo caminho, inicialmente, sem explicação plausível, de início. Se os laços se estreitam e a amizade se consolida, a certeza de que essas pessoas foram e são imprescindíveis se faz mais que consistente. Esse é o caso do Gerson. De aluno, passou a orientando, depois amigo e  agora colega de profissão. Não necessariamente nessa ordem, o processo o tem colocado como uma das referências na minha vida profissional e particular. Um sujeito dimplesmente brilhante. É dele o texto que segue: mensagem que enviou por e-mail. Gostei tanto que não resisti, nem um pouco… Partilho agora pois gosto de dividir coisas boas!

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“Caros Amigos:

Harold Bloom, em suas obras Gênio e Onde encontrar a sabedoria discorre argutamente sobre a noção de sabedoria e onde supostamente ela pode ser encontrada. O crítico norte-americano apóia esse percurso crítico no encontro com os grandes textos literários da tradição ocidental. Em seu livro Gênio, os capítulos são estruturados com base na Kabalah judaica com suas dez Sefirot (emanações da essência divina, compartilhadas e presentes na vida de todo ser humano). A segunda sefirot é a sabedoria, Hokmah. Claro está que a reflexão acerca da sabedoria não nasce com Bloom, mas se constitui em uma busca que tem canalizado as forças do ser humano de todas as culturas e credos. Acerca disso, no Primeiro livro de Reis da Bíblia, ocorre um emblemático diálogo entre Deus e Salomão, o segundo rei de Israel. Essa conversa é, não só uma das mais belas expressões da literatura sapiencial hebraica, mas uma possibilidade de interpretação dos dias em que vivemos, marcados pelo apego materialista, pela superficialidade, pelo mecanicismo impessoal, pasteurizado e interesseiro que tem conduzido as relações humanas nesses nossos dias tão fluídos.

Diz o texto bíblico, que apareceu Deus a Salomão e lhe disse: “Pede o que desejares que te darei, pois muito mérito encontraste diante dos meus olhos?” Diante da tarefa de conduzir o povo hebreu, na seqüência do Rei Davi, seu pai, e contrariando a mesquinha e prepotente ótica nascida do poder, respondeu Salomão: “Concede ao miserável que eu sou Hokmah, a Sabedoria necessária para conduzir o meu povo e agir com justiça”. Diz a tradição que esse pedido humilde, vindo de um grande rei, agradou ao Todo Poderoso, que lhe devolveu: “Já que não pediste o aumento do teu poder, nem ouro, nem prata, nem riquezas, nem a dominação sobre outros povos, mas a iluminação que procede de mim, eu te concedo a Sabedoria como tua maior riqueza! E como escolheste a melhor parte que cabe ao ser humano ter, tudo o mais terás em abundância, mesmo que não tenhas pedido”. E Deus cumpriu sua promessa, pois nenhum governante em tempo algum se igualou em sabedoria, conhecimento, justiça e riqueza a Salomão.

É de Salomão a oração abaixo transcrita e que pode ser feita ainda hoje, em meio às trevas e sombras de um tempo que nos exige cada vez mais o contraponto da paz, do conhecimento e da iluminação:

ORAÇÃO DE SALOMÃO PARA PEDIR A SABEDORIA

Deus de nossos pais, e Senhor de misericórdia, que todas as coisas criastes pela vossa palavra, e que, por vossa sabedoria, formastes o homem para ser o senhor de todas as vossas criaturas, governar o mundo na santidade e na justiça, e proferir seu julgamento na retidão de sua alma, dai-me a Sabedoria que partilha do vosso trono, e não me rejeiteis como indigno de ser um de vossos filhos.

Sou, com efeito, vosso servo e filho de vossa serva, um homem fraco, cuja existência é breve, incapaz de compreender vosso julgamento e vossas leis; porque qualquer homem, mesmo perfeito, entre os homens, não será nada, se lhe falta a Sabedoria que vem de vós.

Ora, vós me escolhestes para ser o profeta de vosso povo e o evangelizador de vossos filhos e vossas filhas.

Vós me ordenastes para cuidar do templo do meu corpo e cuidar do altar do meu coração em que habitais: imagem da sagrada habitação que preparastes desde o princípio.

Mas, ao lado de vós está a Sabedoria que conhece vossas obras; ela estava presente quando fizestes o mundo, ela sabe o que vos é agradável, e o que se conforma às vossas ordens.

Fazei-a, pois, descer de vosso santo céu, e enviai-a do trono de vossa glória, para que, junto de mim, tome parte em meus trabalhos, e para que eu saiba o que vos agrada.

Com efeito, ela sabe e conhece todas as coisas; prudentemente guiará meus passos, e me protegerá no brilho de sua glória.

Assim, minhas obras vos serão agradáveis; evangelizarei o vosso povo com amor, e serei digno do trono de meu pai.

Que homem, pois, pode conhecer os desígnios de Deus, e penetrar nas determinações do Senhor?

Tímidos são os pensamentos dos mortais, e incertas as nossas concepções; porque o corpo corruptível torna pesada a alma, e a morada terrestre oprime o espírito carregado de cuidados.

Mal podemos compreender o que está sobre a terra, dificilmente encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem, portanto, pode descobrir o que se passa no céu?

E quem conhece vossas intenções, se vós não lhe dais a Sabedoria, e se do mais alto dos céus vós não lhe enviais vosso Espírito Santo?

Assim se tornaram direitas as veredas dos que estão na terra; os homens aprenderam as coisas que vos agradam e pela sabedoria foram salvos.”

Texto d emensagem recebida de Gerson Luiz Roani, em 25 de junho de 2011. Evoé Santo Antônio, São João e São Pedro!

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Brincadeira linguística

A língua, apesar de arbitrária – será que é ela mesma e não o sujeito que e utiliza e por ela se consolida? – faz mirabolantes brincadeiras com o cérebro humano. No fundo, ela é sábia. Não sei quem é o(a) autor(a) – ai essa chatice de gênero… – da peripécia, mas sei que gostei (ops… uma rima) e partilho… mais uma!!!

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O emprego do pronome indefinido…

Era uma vez quatro indivíduos que se chamavam todos, alguém, cada um e ninguém.

Existia um importante trabalho a ser feito, e pediram a todos para fazê-lo. Todos tinham certeza de que alguém o faria. Cada um poderia tê-lo feito, mas na realidade ninguém o fez.  Alguém se zangou, pois era trabalho de todos! Todos pensaram que cada um poderia tê-lo feito e ninguém duvidava de que alguém o faria. No fim das contas, todos fizeram críticas a cada um porque ninguém tinha feito o que alguém  poderia ter feito.

Moral da história:

Sem querer recriminar a todos, seria bom que cada um fizesse aquilo que deve fazer sem alimentar esperança de que alguém vá fazê-lo em seu lugar… A experiência mostra que lá onde se espera alguém, geralmente não se encontra ninguém. Estou repassando a todos a fim de que cada um  possa repassá-lo a alguém sem esquecer de ninguém.

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Sobre a estupidez

O adagiário popular continua acertando todas. Uma de suas “pérolas” diz que “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Outra diz que “quem fala demais, dá bom dia a cavalo”. Pois bem. Se Sócrates estivesse vivo, teria dado um piparote num Alcibíades de ocasião ao ler o diálogo que segue. Em tempo, recebi por e-mail e repasso. Não sei a fonte, mas parece que esta não seca!

imageUm jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, junto a um grupo grande de pessoas, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.

- Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo!, disse o estudante bem alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo. Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, celular, televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade de processamento e… Ele fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.

O senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a litania do estudante em sua ladainha e disse:

- Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens por que estávamos ocupados em inventá-las. E você, um bostinha arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?

O velhote foi aplaudido, ruidosamente, de pé!

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Mais uma parábola

Um dia, peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando, de repente, um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. O taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. Ele o fez de maneira bastante amigável. Indignado, lhe perguntei: Por que você fez isto? Esse cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital! Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de “A lei do caminhão de lixo.” Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e, às vezes, descarregam sobre a gente. Não  tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa ou nas ruas. Fique tranquilo… respire e DEIXE O LIXEIRO PASSAR.
O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódios e frustrações. Ame as pessoas que o tratam bem e trate bem as que não o fazem. A vida é, dez por cento, o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!

Tenham uma ótima semana, livre de lixo!

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