Instantâneo do cotidiano

Aguardava eu, na fila do Carrefour da Pampulha, pela minha vez de passar os produtos que comprei. Esperava antes de faixa azul no chão. Nela estava escrito qualquer coisa parecida com: espere aqui e, quando possível, outro caixa será aberto para atendê-lo. Claro que isso não aconteceu enquanto eu esperava. Mas aconteceu algo que me […]

Machado, de novo

Acabei de reler Dom Casmurro e estou terminando a leitura das obras de Santa Tereza d’Ávila, cheguei à “Quinta morada” hoje. Creio não ser possível, assim, de cara, sem mais nada, estabelecer qualquer relação entre os dois textos. Um é cético, a outra, fervorosa in extremis. Nem vou tentar. Peguei agora essa mania de ler […]

Dois poemas

Saudade Vilegiatura luminatrix suavíssima, ela ficava sentada bem encurvada a fazer palavras cruzadas. E o tempo passou. Com sorriso franco, semblante marcado pela experiência acumulada, ela vingava todas as predições em contrário e seguia a fazer bolo, biscoito e carne, a contar casos, a chorar de saudade e jamais reclamar, a não ser na excruciante […]

Achados e perdidos

Entre uma e outra aula, às vezes, a gente deixa a cabeça voar pelos infinitos campos do pensamento e o espírito plana no planeta palavra. Os astros são poucos, mas os corpos celestes inúmeros, como elas, as palavras. Surpreendentes coisas/entes de utilidade múltipla, de malícia aliciante, cuja abrangência não tem limites, não e pode medir. […]