Dúvida

Por que é que os botões em blusas e camisas masculinas ficam do lado direito?

Quem foi que determinou que as etiquetas, nas calças, deveriam ficar sempre atrás?

 

Por que é que se usam alianças de noivado na mão direita e de casamento na mão esquerda, com exeção de alguns países onde é o contrário???

 

         

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Dúvida

Quem é que inventou, impôs e garantiu que a direção correta do tráfego é “pela direita”???

E, depois disso, por que é que em Londres, me parece que em alguns países da África e, se não em engano, na Austrália, além de outros lugares ainda desconhecidos por mim, a “mão esquerda” é que é a “correta”???

Saudades…

" O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO"
José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
   Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
    E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
    A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
    Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
    Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.
    Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…. era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…
    Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, t ambém ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.
    O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!… – ninguém quer entrar mais.
    Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
    Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite….
    Que saudade do compadre e da comadre!

Da língua…

Eu sou // Tu és // Ele/Ela é // Nós somos // Vós sois // Eles/Elas são… falantes de Português!

Dizem que agora é assim:

Eu sou // Você é // Ele/Ela é // Nós somos // Vocês são // Eles são…   ainda, falantes de Português!

Já há escolas e “métodos” que ensinam assim:

Eu sou // Tu és // Ele/Ela é // Nós somos // Eles são…                               falantes de Português?

O que é que está acontecendo?

Já ouvi muita coisa ruim acerca de Napoleão Mendes de Almeida e sua “Gramática Metódica”. Claro que não posso concordar! Não sou “Maria vai com as outras”!

A gramática normativa pode até estar em crise, mas não perde a majestade. Sem ela, certas “explicações” (necessárias) se perdem para sempre… oblivium

Ah… as “situações de comunicação”… Elas é que devem reger o ensino da língua. Será?

A estratégia “instrumental” na abordagem do estudo da língua é muito mais efetiva… afirmam mais alguns “especialistas”.

Leitura em Língua Inglesa - Uma Abordagem Instrumental

Não sou poeta…                                                                                                                   Não sou tradutor…                                                                                                             Não sou amigo de nenhum poeta/artista/celebridade…                                    Não fiz parte de nenhum “movimento cultural” fundamental (ops…uma rima!) para a cultura tupiniquim… Mas… Sinto que há alguma coisa de esquisito no ar, principalmente quando meu sobrinho vem me pedir ajuda num exercício de sintaxe, pois está com dificuldade na identificação do sujeito em algumas orações. Diz ele que a professora “ensinou” que “tudo aquilo que vem antes do verbo, é sujeito”. O que fazer com a inversão de termos…?! Se assim é, qual seria o sujeito de “Ouviram do Ipiranga…”? “Hino”, seria a resposta exata, de acordo com a “lição” dada…

Sei não…

Sonhos

Sonhei que estava, com mamãe, fazendo uma viagem com um grupo. No dia de voltar, ao passar pelo quarto dela, vejo Nestor se levantando da cama, saindo e tentando trancar o quarto. Disse que não era preciso. Mamãe começou a rir. Simultaneamente, eu estava na recepção do hotel, onde havia um open bar, tentando marcar os assentos no ônibus. A confusão era muita, ninguém sabia explicar nada e não havia sequer uma pessoa responsável pela excursão para dar as devidas explicações. Fiquei nervoso e perdi o ônibus. O barulho era muito, assim como a confusão de gente, carros e coisas.

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Outro sonho, desta vez, num bar, com muita gente. Parecia uma parada de ônibus de uma estrada qualquer. Quando tentava descer as escadas de madeira, para ir ao banheiro, os degraus se soltavam, o corrimão caía. Ninguém parecia se importar. Ao tentar fazer o pedido do meu lanche, a garçonete simplesmente ignorava a minha presença. Havia muita confusão, muito barulho e a fumaça e o cheiro de fritura eram quase insuportáveis.

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Esses dois sonhos remetem a uma mesma idéia de confusão e angústia. Acordo sempre que esse sentimento se torna mais forte… Típico. O que fico a pensar é em outros sonhos que já tive que se assemelham a estes, em “tema”. Penso que são sonhos muito corriqueiros na adolescência, mas, às vezes, eles se repetem. Freud devia saber o porquê… No primeiro deles – e a ordem de apresentação aqui não estabelece hierarquia ou prioridade de qualquer espécie – eu estou voando, quando aparece um fio elétrico no céu (sempre azul). Aparece mais um, mais outro e outro mais. Acordo no meio de uma verdadeira rede de fios trancando o meu vôo.

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No segundo, eu estou nadando e na virada dos 50 metros, não consigo sair da água. É óbvio que eu acordo nesse momento.

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Num terceiro, estou correndo pela encosta de uma montanha, muito íngreme, e sei que há alguém ou alguma coisa que me persegue, mas nem tento olhar para trás. O pavor é grande demais, de um lado a ribanceira, do outro a encosta íngreme. E eu correndo…

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Por fim, eu estou na platéia de um teatro eu cinema e o espetáculo acaba. Todos se levantam e aplaudem… eu estou nu… Pergunta se eu acordei!!!

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Nos dias que correm, tenho sonhado muito com lugares sujos, escuros, úmidos. Os caminhos são complicados e eu sempre acabo numa espécie de labirinto cuja saída não encontro, até acordar…

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Não vou sair correndo e bater na porta dos psicanalistas que já consultei por um tempo… Fico só pensando na magia, na sedução, no mistério e na obviedade que os sonhos representam na existência de alguém…

Bandeirinha

Inesperado!

O domingo amanheceu com céu azul, azul demais, de um azul quase tropical – na minha fantasia , é claro! O branco-acinzentado das últimas semanas deu lugar a um dia luminoso, quase excitante. Acordei com um sentimento de alegria e gratidão que, às vezes, muito à vezes, me acomete, mas fiquei feliz em sentir isso de novo! O dia começou bonito e, de repente, inesperadamente, li uma coisa que me fez pensar, mesmo que não tenha tirado toda a alegria que experimento agora por ter saúde e estar vivo e ter família e amigos e estar realizando um sonho. Como meu cérebro coça, sempre, deixo aí embaixo o que um outro brasileiro, lucidamente, escreveu. Cada um pensa o que quiser!

Danilo Gentili (do CQC) escreveu a respeito da piada de Robin Williams sobre o Rio de Janeiro e sua escolha como cidade-sede das Olimpíadas de 2016, no programa do David Letterman.

“Uns anos atrás, os Simpsons vieram pro Brasil e o Homer foi sequestrado. O Bart ficou excitado com a loira de short enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou não tinha o que comer, mas estava muito feliz desfilando no Carnaval.

Esses dias, Robin Williams falou o seguinte: "Claro que o Rio ganhou de
Chicago a sede das Olimpíadas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500g de cocaína". Eu ri! Advogados, autoridades e populares se revoltaram nos dois casos. Eles não se revoltam, não se mobilizam, não processam, não abrem inquéritos, não fazem passeatas quanto ao sequestro, pouco importa a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o tráfico de drogas e a prostituição que acontecem na vida real bem debaixo do nosso nariz. Eles se revoltam só quando usam isso pra fazer piada. A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: a boa piada sempre fala de uma verdade.

Num país onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo, a verdade não diverte: assusta. O cara engraçado pro brasileiro é sempre aquele que fala bordões manjados, dá cambolhatas no chão em altas trapalhadas, conta piadas velhas, imita o Silvio Santos e outras personalidades ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante
acerca dos assuntos. Esses bobos passivos nos deliciam porque não incomodam ninguém! Um cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente pro brasileiro é como o alho pro vampiro – merece ser
execrado.


O brasileiro é uma gorda de 300 quilos que odeia ouvir que é gorda. Ela faz
um regime pra parar de ouvir isso? Não! Regime e exercício dão muito trabalho.. É mais fácil ir ao shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema é que nem todo mundo é obrigado a engolir que aquela fábrica de manteiga é Barbie, só porque está com a roupa da Gisele Bundchen. Então é inevitável que mais hora, menos hora, alguém da multidão grite: "Volta pro circo!" ou "Minha nossa! É o StayPuff com o maiô da Dayane dos Santos?". Então a gorda chora. Revolta-se. Faz manha… Ameaça. Processa. Porque, embora ela tenha tentado se vestir como uma magra, no fundo, a piada a fez lembrar que ela é mais gorda que a conta bancária do Bill Gates. A auto-estima dela tem a profundidade de um pires cheio de água.

Ao invés de dizer que "Robin Williams tem dor de corno", prefeito do Rio, vá cuidar primeiro da sua dor de mulher de malandro. Sabe? Mulher de malandro, sim, aquela que apanha, apanha, apanha mas engole os dentes e o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: "Eu tenho o melhor marido do mundo".

Advogados. Vocês já são alvo de piadas por outros motivos. Já que se incomodam com piadas, evitem ser alvo de mais algumas delas, não processando Robin Williams. Em vez de processo, envie pra ele uma carta de gratidão. Pense que ele estava num dos melhores programas de TV do mundo e só falou de puta e cocaína. Ele poderia ter falado por exemplo, que
o turista que vier pra Olimpíadas se não for roubado pelo taxista, o será no
calçadão. Poderia também ter dito que o governo e a polícia brasileira lucram com aquela cocaína do morro carioca que ele usou na piada. E se ele resolvesse falar algo como: "As crianças do Brasil não assistirão às Olimpíadas porque estarão ocupadas demais se prostituindo". Ah… E se ele resolvesse lançar mais uma piada do tipo: Brasileiro é tão estúpido, que se preocupa com o que um comediante diz, mas não se preocupa com o que o político em quem ele vota faz…?

Enfim… são muitas piadas que poderiam ter sido feitas. Quem é imbecil e se
incomoda com piada, não seja injusto e agradeça ao Robin Williams porque ele só fez aquela. E depois brasileiro insiste em fazer piada dizendo que o português é que é burro.
Não esmoreça e nem desista.
Trabalhe duro!
Afinal, milhões de pessoas que vivem do Bolsa-Família, sem trabalhar,
dependem de você!"

Alerta

Passado…

Quando criança, eu levei surra de chinelo e correia (vulgo cinto, nowadays!)… E muito beliscão do meu pai, seguido da famigerada frase “comporte-se”. Eu me sentia uma múmia nos aniversários e casamentos.

Quando eu era menino, eu tinha que ajudar a minha mãe nas tarefas domésticas e aprendi a limpar o chão, lavar a louça, costurar e cozinhar. Passar a enceradeira no piso da varanda era um suplício: os colegas de escola passavam na rua e riam…

Quando jovem, ia para o Mackenzie e treinava três horas, mais ou menos, por dia, nadando. Nos finais de semana, encontrava-me com os primos. E dá-lhe queimada, pegador e outros… Vovô Pedro sempre brincava conosco…

Tudo isso faz parte de ma coisa que parece esquecida nos dias que correm: infância.

Não havia televisão e videogames, não havia internete. Telefonia celular era coisa de ficção científica. Nem o Dr. Smith, do seriado Perdidos no espaço, seria capaz de imaginar uma coisa dessas… Ter um telefone em casa era um luxo dado a poucos. Sair de casa, sozinho, era um suplício. Infância. Faz mais de 40 anos que isso aconteceu e ainda trago bem vivas as memórias de muitos momentos. Por que será que isso tem sido considerado ultrapassado, careta? Tanta coisa mudou, mas muita coisa ainda continua igualzinha ao que era antes… Não adianta querer negar…