Segundo

Hoje é o segundo dia do mês de junho. Hoje é o segundo dia do mês que fecha o primeiro semestre do ano. Hoje é o segundo dia do último mês do primeirto semestre do segundo ano de minha estada na terra da gravata. O segundo… “Dois”, na ordem númerica… “Depois”, em relação a uma sequência… “Segundo”, parte de um minuto, que forma as horas, que formam os dias…

A segunda vez, de tudo e para tudo, sempre revela um detalhe a mais, ou, simplesmente, confirma a primeira impressão. Pode também fazer com que se desista de uma ideia, se, pela segunda vez, ela não “funcionou”. Mas se houve uma segunda vez, pode-se pensar na falha da primeira, ou no desejo de se “repetir a dose”. Como se diz em inglês (uma lingua de que não gosto!), whatever

Quem não se lembra dos olhares e gestos estudados de Gloria Swanson, no clássico Sunset Boulevard? Norman Desmnd, do alto de sua majestade diz duas frases, para mim, inesquecíveis: “I am big. It’s the pictures that got small” e “All right, Mr. DeMille, I’m ready for my close-up.” Depois desta, a câmera abre, a partir do close nos olhos ma-ra-vi-lho-sos da atriz, em duplo sentido, e a gente vê uma divindade descendo, majestaticamente, as escadas da glória (ops!)para a obscuridade de um sanatório. Chocante. O “segundo tempo” destas sensações e expressões e “caras e bocas”, é revivido no palco por Glenn Close, que não vi ao vivo e a cores, mas que não me canso de ver em pequenos fragmentos disponiblizados pela tecnologia. Evoé! Assim que o dvd sair, eu compro, como fiz com o video do filme de Wilder. Seguem aqui dois “momentos” de Glenn Close, em performances de 2008.

Bom, em Língua Portuguesa, eu tenho, também, uma segunda vez. Desta feita, também por conta de alguma coisa que ouvi: não tive, primeiro, a oportunidade; segundo, a chance, de ver ao vivo. Cartola, em primeiro lugar e Ney Matogrosso, em segundo. Outra vez, o segundo. Porém, a interpretação dele é definitiva: Cartola há de ter ficado (onde quer que ele esteja) orglhoso. O arranjo é praticamente original , mas o luxuoso trio de violões serve de leito de veludo para a voz de Ney. Uma interpretação de-fi-ni-ti-va. Não sempre, como Elis Regina, Ney Matogrosso, encerra o ciclo de interpretações para algumas pérolas do cancioneiro nacional. Brilhante!

2 respostas para “Segundo”.

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