Lembranças

Lembranças… lembranças… Não é à toa que adoro fotografias. De vez em quando, passo horas olhando para elas, em papel – como era o costume – e agora na tela do computador. Fico ainda na dúvida se esse instrumento é realmente uma vantagem… Tudo é tão relativo. Aliás, mais que "tão" é "absolutamente" relativo. Uma contradição em termos, mas é a mais pura e cristalina verdade.

Quando me lembro da pinguela que a gente tinha que atravessar sobre o córrego sobre o qual hoje passa a via expressa no Coração Eucarístico… Ou então, quando algum paciente interno do Galba Veloso resolvia galgar os muros aramados, causando um tumulto de proporções quase épicas… Ou ainda quando eu ia comprar verduras na horta do Seminário, onde hoje está a biblioteca da PUC: havia um aquário com piabinhas que ficavam brincando comigo, enquanto eu esperava o rapaz buscar as verduras…

Fui coroinha, nas missas dominicais do próprio seminário (hoje PUC), celebradas pelo finado Dom Arnaldo, de quem gostava imenso. Minha avó paterna rezava para um dos netos ser padre. E eu fui para o noviciado jesuíta: santa alegria. Ela foi a única que chorou quando eu voltei, de tristeza. E a família se reuniu para um churrasco celebrando o meu retorno à "vida normal"!

Tomei gosto pela leitura nas viagens de ônibus – eu tinha que tomar dois – entre a casa e a piscina do Minas e depois do Mackenzie, durante mais de oito anos, quando fui atleta amador – coisa que não existe mais. Hoje ninguém faz esporte por gosto: só por dinheiro ou por indicação médica. Deixo de lado os comentários sobre aqueles que o fazem para "aparecer", nas academias "modernas" e "descoladas"… chic. Será mesmo???!!!

Depois veio a faculdade, minha mudança para Brasília, Londrina, Santa Maria, Mariana. Alguns alunos chamam de "Marilama". Será que preciso explicar?

Agora, de volta a Contagem, me lembro… de tanta coisa…

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8 comentários sobre “Lembranças

  1. Fato, tudo isso é “absolutamente” relativo… mas acho que às vezes esses pangarés velhos que chamamos de “pc’s” salvam peles, ou pelo menos já salvaram a minha! Confesso muitas vezes preirir o “old school”, fotos de papel… meu namorado costuma fazer fotos em uma cam semiproficional analógica! as fotos sempre ficam perfeitas!!! Mas, ainda assim, não recuso as facilidades tecnologicas!

    abraços!

  2. O tom nostálgico tem tudo a ver com o retorno à casa paterna e o confronto com uma realidade que chega para todos nós: o ‘ontem’ era uma coisa muito boa porque eramos muito mais leves, menos céticos; os pais ainda eram jovens e a vida em família era uma festa, até porque a maioria ainda estava viva; cada novidade causava frisson; as pessoas eram mais espontâneas e faziam coisas só por prazer… Já hoje…
    Saudade sem amargura, eis o segredo. E seguir vivendo. Beijos saudosíssimos, apesar de entender o seu sumiço…

  3. Fiquei aqui lembrando de algumas hortas, alguns colégios, uma horta num dos colégios… Lembranças… Queria reencontrar dois objetos que cairam no buraco negro, “buraco negro” do conto do Fernando Sabino. São dois bonecos de pano que minha avó fez pra mim, o Jorge e a Regina. É que na infância eu queria uma Barbie, e como meus pais não me davam minha avó se compadeceu de mim. Sinto uma saudade tremenda do Jorge e da Regina.

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