Diário de viagem 3 – segunda

 

Primeira sessão de fato “acadêmica”. Quando o campus da universidade ficar pronto, vai ficar até interessante. Prédios de apenas dois ou três andares, formas regulares em posições angulares diferenciadas e jardins. Por enquanto é só poeira, entulho, máquinas, tapumes e mato seco, mas quando ficar pronto… A surpesa ficou por conta do extremo conforto do auditório. Iluminação adequada, acústica razoável e amplidão marrom e bege. Claro está que o som do videoclipe apresentado pela conferencista não funcionou… Pena. A ex-ministra, catedrática de Literatura Portuguesa no Porto, fez a leitura de um texto amplo, abrangente, ousado, bem ao gosto lusitano; mesmo tendo começado de maneira claudicante. Quase uma chatice, o começo. Ficou mesmo a vontade de ver os dois filmes anunciados pela conferencista. Palmas e a saída da audiência. Nada de perguntas, nada de comentários, nada de provocações. Nisso é que dá esses congressos “internacionais” gigantescos. Ninguém ouve ninguém, ninguém fala com ningém, as “ideias” não têm continuidade… Os rapapés sobejam… As falas cifradas e os conluios ocorrem quase que espetacularmente. Parece que a moda agora é se fazer acompanhar por orientandos de pós-graduação. Importante: tem de ser de “pós-graduação”! Além disso, outra característica importante: o fato de estar acompanhado do tal de orientando tem que ser anunciado num tom de voz entre o histérico e o dramático. Não tão alto que todo mundo escute, mas o suficiente para que ouvidos alheios ao derredor possam escutar e se incomodar. Parece que a patuleia começou a acreditar que esta atitude dá “crédito”… Coisas de celebridade instantânea…

A comida. Arroz de cuxá. Se entendi direito. Um prato feito com arroz miúdo, escuro. Mistura de uma folha (a vinagreira), temperos e camarão. Uma delícia. Certa amiga já disse que não sirvo para referência em relação a comidas pois gosto de tudo. Mas sou do tipo que come o que  não conheço para saber se gosto ou não… Faz sentido, uai! A experiência do primeiro almoço “local” completa o ciclo aberto com os sucos e sorvetes de frutas locais: cajá, cupuaçu, caju… O sorvete de tapioca encheu minha boca de saliva… delícia!

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