Diário de viagem 4 – terça

Meio dia de atividades “acadêmicas”… Meu estômago anda fraco e com o calor que faz por aqui… Algumas gostas de chuva amenizaram o caldeirão da tarde de céu cinza e carregado, baixo, gordo… logo dissipado pelo vento constante. Vento que fez Jorge desistir do passeio de barco a Alcântrara. A recepcionista de seu hotel o alertou sobre os perigos do vento que faz o barco jogar e “rodar”. Vou vencer o quase medo e vou amanhã, com fé em Deus e pé na tábua.

Almoço no shoping. Um andar só, amplo e alto. Corredores largos e iluminação abundante. Por dentro um frescor mecânico delicioso, já lá fora… Tudo muito simples e… vazio. Quase ninguém comprando, pouca gente andando pra lá e pra cá. Uma lonjura só, fui de ônibus. Estarrecido, com as condições dos ônibus. Se em Belo Horizonte reclamam… as pessoas deveriam passar um dia aqui. Um dia só é suficiente para se constatar que a família Sarney não quer mesmo nada com a sua própria terra, para além de dominar os meios de comunicação e coronelizar a céu aberto a “política” estadual. Uma pena. Quem sai perdendo é a população e os turistas, como eu, que gostam de andar de ônibus, a pé, para sentir o cheiro e o pulsar da cidade… Uma experiência inolvidável e reveladora! Foi uma experiência e tanto. Até me senti bem esperto usando a vantagem da integração no Terminal da praia grande, bem em frente ao Centro Histórico – abandonado e sujo… Você desce de um ônibus e entra no outro, por trás, sem pagar. Não há novidade, mas me “senti em casa”… Ainda que pense que jamais viveria aqui: muito quente.

À tarde, a sessão. Jorge, Elza e Gilda. O primeiro não me agradou: trocou alhos por bugalhos, e com pose de “phdeus”! A segunda, uma senhora quatrocentona, nos modos e na aparência. Divertidíssima em sua apresentação atravessada por comentários jocosos e passagens hilárias de sua longa trajetória transatlântica: pesquisa lá e dá aulas aqui. A terceira, o encanto de sempre. E a mesma verve daquela que homenageou o escritor na “antessala” do congresso. Muita lábia e a humildade estudadas: comum a quem não larga o osso! Valeu a pena pelas risadas durante os comentários, depois das apresentações. Punto i basta!

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