Firulas

Dirija com o “patão” esquerdo para fora da janela, de preferência, fazendo bolinhas com a meleca que tirou do nariz. De vez em quando, pegue o celular, mesmo em movimento, e converse abobrinhas sobre futebol, o galã pegador ou a bunda da vizinha. Aproveite para marcar uma cervejada, com uma “muiesada” na laje de algum vizinho “descolado”, com bastante pagode… Isso, é quase certo, vai fazer de você um “macho”… Para quem quiser acreditar que tal coisa signifique algo que tenha um resquício mínimo de importância…

A OI tem veiculado propaganda em que anuncia que o assinante economiza tantos por cento contratando um combro. Se existe na língua de Camões e Drummond a palavra “pacote”, pra quê o estrangeirismo? De qualquer maneira, há a pergunta que não quer calar: economiza x por centro de quê mesmo???

A ANEEL anunciou novo projeto de conta de consumo de energia elétrica para, “supostamente”, educar o usuário, visando sua economia quando do pagamento das taxas referentes ao gasto de energia elétrica. O discurso é quase risível de tão “ingênuo”- no que diz respeito à pretensa faceta pedagógica que visa a “economia” do próprio usuário. Há ainda alguém que acredita que uma empresa como esta tenha como um de seus objetivos fazer com que os usuários economizem alguma coisa? Na dúvida, vale chamar a atenção para um detalhe: o tal de “horário de pico”, aclamado pela “empresa” como aquele em que a contenção dos gastos tem que ser maior, corresponde EXATAMENTE ao período da noite em que, geralmente, TODA a família está em casa. Vai ver, eles querem que nos lares brasileiros, a partir do ano que vem as pessoas passem a se reunir no escuro, comendo comida estragada ou requenmtada (se o fogão não for elétrico!) e sem escutar rádio e/ou ver televisão e/ou navegar na internete e/ou tomar banho frio, e/ou, e/ou, e/ou… Haja paciência…

O governo do Estado de Minas Gerais tem veiculado, na televisão, peça publicitária em que anuncia que a taxa de desemprego no Estado é menor, percentualmente, que a mesma média do Brasil. Estou emburrecendo ou eles, ladinamente, não destacam o axioma de que a proporcionalidade do universo numérico – relativo à população do país versus a população do Estado – tomado como referência para a tal percentagem estabelece essa falaciosa afirmativa? Falaciosa sim, pois levando em consideração a população do país em relação à população do Estado, o número da percentagem pode até ser menor, mas… Vai ver, esqueci as lições básicas de aritimética que aprendi no curso primário: coisa que anda fazendo falta abissal no “sistema educacional” brasileiro… mas isso já é outra história…

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