Para LET873 – 2

 

O Realismo se tingirá de naturalismo, no romance e no conto, sempre que fizer personagens e enredos submeterem-se ao destino cego das “leis naturais” que a ciência da época julgava ter codificado; ou se dirá parnasiano, na poesia, à medida que se esgotar no lavor do verso tecnicamente perfeito. Tentando abraçar de um só golpe a literatura realista-naturalista-parnasiana, é uma grande mancha pardacenta que se alonga aos nossos olhos: cinza como o cotidiano do homem burguês, cinza como a eterna repetição dos mecanismos de seu comportamento; cinza como a vida das cidades que já então se unificava

em todo o Ocidente. E é a moral cinzenta do fatalismo que se destila na prosa de Aluísio Azevedo, de Raul Pompéia, de Adolfo Caminha, ou na poesia de Raimundo Correia. E, apesar das meias-tintas com que a soube temperar o gênio de Machado, ela não será nos seus romances maduros menos opressora e inapelável.

A coexistência de um clima de idéias liberais e uma arte existencialmente negativa pode parecer um paradoxo, ou, o que seria mortificante, um êrro de enfoque do historiador. Mas o contraste está apenas na superfície das palavras: a raiz comum dessas direções é a postura incômoda do intelectual em face da sociedade tal como esta se veio configurando a partir da Revolução Industrial. Agredindo na vida pública o status quo, êle é ainda um rebelde e um protestatário, como o foram, entre nós, Raul Pompéia, Aluísio Azevedo, Adolfo Caminha e o Machado jovem; mas, introjetando-o nos meandros de sua consciência reificando-o como lei natural e como seleção dos mais fortes, êle acaba depositário de desencantos e, o mais das vêzes, conformista.

(BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira, p. 186)

No primeiro parágrafo, o autor quer dizer que a contribuição estética dos “ismos” a que ele se refere é nefasta para Literatura Brasileira? Justifique.

No segundo parágrafo, parece que Alfredo Bosi desqualifica a contribuição dos autores por ele citados para a consolidação da Literatura Brasileira. Seria isso mesmo? Justifique sua resposta.

Uma terceira questão diz respeito a uma comparação entre as declarações acima e o que diz Bilac em texto aqui apresentado antes. O que você teria a dizer a este respeito?

 

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18 comentários sobre “Para LET873 – 2

  1. Estava surgindo uma nova literatura onde os escritores e poetas realistas começavam a falar da realidade social e dos principais problemas e conflitos do ser humano de uma maneira clara.

    Sim, para Alfredo Bosi os autores citados tem uma literatura opressora e inapelável principalmente Machado jovem o qual foi o responsável por selar a independência literária no Brasil.

    “… não se compeende um artista sem arte; que , sem palavras precisas, não há idéias vivas; sem locução perfeita…” Bilac

    “…o contraste está na superfície das palavras…” Bosi
    Acho que Bilac comenta ser a literatura realista simples, onde os autores não se preocupam com uma escrita bem elaborada.

    1. Estava surgindo (Onde? Quando? “Surgindo”?) uma nova literatura na qual os escritores e poetas realistas começavam a falar da realidade social e dos principais problemas e conflitos do ser humano de maneira clara.
      Sim, para Alfredo Bosi, os autores citados têm uma literatura opressora e inapelável (O que significa isso?) principalmente Machado jovem que foi o responsável por selar a independência literária no Brasil. (Só ele?)
      “… não se compeende um artista sem arte; que , sem palavras precisas, não há idéias vivas; sem locução perfeita…” Bilac
      “…o contraste está na superfície das palavras…” Bosi
      Acho que Bilac comenta ser a literatura realista simples, na qual os autores não se preocupam com uma escrita bem elaborada. (Estas três últimas linhas estão desarticuladas do restante do parágrafo…!)

  2. O autor se refere de maneira nefasta aos “ismos” , pois para ele isso não trouxe nenhuma mudança significativa na construção da Literatura. Cada período (Realismo, Naturalismo e Parnasianismo) se mostra atrelado uns com os outros, seguindo os mesmos moldes, na minha opinião o autor ficou na expectativa de ler e sentir algo diferente mas não conseguiu, pois a figura dos personagens, o estilo de vida sempre eram relatados do mesmo modo, não encontrando característica que rompe-se cada fase.
    Alfredo Bosi, em sua argumentação parece dão dar muito crédito aos autores citados, pois eles usam uma narrativa sem emoção, sem histórias revolucionárias que sempre caem nas leis naturais.
    Ambos os textos parecem buscar por uma forma de expressão que possa unir o mítico e o racional, sem perder o sentimentalismo e o caráter reflexivo que provocam as obras de arte.

    1. O autor se refere de maneira nefasta aos “ismos” (O autor é nefasto ou diz que são os “ismos”?) pois, para ele, isso não trouxe nenhuma mudança significativa na construção da Literatura Brasileira. Cada período (Realismo, Naturalismo e Parnasianismo) se mostra atrelado (Não seria melhor “articulados” ou “relacionados”?) aos outros, seguindo os mesmos moldes (Seriam sempre os “mesmos”?). Na minha opinião, o autor ficou na expectativa de ler e sentir algo diferente, mas não conseguiu, pois a figura dos personagens, o estilo de vida (De quem?) sempre eram relatados do mesmo modo, não encontrando característica que rompesse cada fase. (Há mesmo um “rompimento”?) Alfredo Bosi, em sua argumentação, parece dão dar muito crédito aos autores citados, pois eles usam uma narrativa sem emoção, sem histórias revolucionárias que sempre caem nas leis naturais. (“Leis naturais”? Como assim? Será mesmo de discordância a opinião do crítico?)
      Ambos os textos parecem buscar uma forma de expressão que possa unir o mítico (???) e o racional, sem perder o sentimentalismo e o caráter reflexivo que provocam as obras de arte. (Sua “finalização” ficou um tanto vaga!)

  3. Sim, Alfredo Bosi nos diz que a contribuição estética dos “ismos” (Realismo, Naturalismo, Parnasianismo) é nefasta à Literatura Brasileira, pois estes movimentos literários se diferem pouco ou quase nada uns dos outros. Ou seja, eles não trouxeram características relevantemente inovadoras à Literatura frente àquelas já existentes.
    Neste sentido, o autor também desqualifica a contribuição dos autores por ele citados, já que não trouxeram ideias que fosses totalmente diferentes e transformadoras.
    Bilac assim como Bosi aspira, em seus textos, por características marcantes e revolucionárias para a nossa Literatura. No entanto, Bilac acreditava que o Parnasianismo seria a verdadeira mudança da qual a Literatura Brasileira necessitava, enquanto Bosi nos mostra que todos estes “ismos” poderiam até mesmo se unir e se transformarem em um só movimento, já que possuem muito em comum.

    1. Sim, Alfredo Bosi nos diz que a contribuição estética dos “ismos” (Realismo, Naturalismo, Parnasianismo) é nefasta à Literatura Brasileira, pois estes movimentos literários se diferem pouco ou quase nada uns dos outros. (Será mesmo? Penso que não é bem isso o que Bosi afirma… De mais a mais, genericamente falando, estas três estéticas estabelecem algumas “diferenças” importantes no curso da Literatura Ocidental…) Ou seja, eles não trouxeram características relevantemente inovadoras à Literatura frente àquelas já existentes. (Vale aqui o que eu disse acima)
      Neste sentido, o autor também desqualifica a contribuição dos autores por ele citados, já que não trouxeram ideias que fossem totalmente diferentes e transformadoras. (Mais uma vez, faltou acuidade na sua leitura)
      Bilac, assim como Bosi, aspira, em seus textos, por características marcantes e revolucionárias para a nossa Literatura. No entanto, Bilac acreditava que o Parnasianismo seria a verdadeira mudança da qual a Literatura Brasileira necessitava, enquanto Bosi nos mostra que todos estes “ismos” poderiam até mesmo se unir e se transformarem em um só movimento, já que possuem muito em comum. (Este argumento parece mais plausível em relação às ideias de Bosi!)

  4. Eu acredito que o autor se referiu ao Realismo-Naturalismo-Parnasianismo como um período em que a literatura retratava fielmente o cotidiano da época e reproduzia todo o lado obscuro da realidade, não querendo, com isso, relegar essa literatura a uma fase negativa da Literatura Brasileira.
    Para Bosi, os autores, por ele citados no segundo parágrafo, eram pintores da realidade que delineavam a face negativa da sociedade da época, afogando encantos e idealismos. Ao meu ver ele não pretendia desqualificá-los, uma vez que é inegável a importância das obras do Realismo-Naturalismo-Parnasianismo para a Literatura Brasileira.
    Tanto no texto de Bosi quanto no texto de Olavo Bilac os autores parnasianos são representados como extravagantes e protestatários, capazes de expressar fielmente suas ideias e revoltas por meio da arte.

    1. Eu acredito que o autor se referiu ao Realismo-Naturalismo-Parnasianismo como um período em que a literatura retratava fielmente o cotidiano da época e reproduzia todo o lado obscuro da realidade, não querendo, com isso, relegar essa literatura a uma fase negativa da Literatura Brasileira.
      Para Bosi, os autores, por ele citados no segundo parágrafo, eram pintores da realidade que delineavam a face negativa da sociedade da época, afogando encantos e idealismos. Ao meu ver, ele não pretendia desqualificá-los, uma vez que é inegável a importância das obras do Realismo-Naturalismo-Parnasianismo para a Literatura Brasileira.
      Tanto no texto de Bosi, quanto no texto de Olavo Bilac, os autores parnasianos são representados como extravagantes e protestatários, capazes de expressar fielmente suas ideias e revoltas por meio da arte. (Podia ter continuado a argumentar!)

  5. No primeiro parágrafo, penso que faz sentido essa pincelada de cinza que o autor percebe nos escritores e obras que trata, principalmente se contrapomos o Romantismo, que apesar de suas marcas brasileiras, não deixa de ser uma ramificação quase direta do movimento europeu, ao meu ver. Mas isso não ocorre como uma mancha, não como um borrão, cimquenta tons. É nítida a mudança de coloração, seguindo a metáfora cromática, se considerarmos um Realismo que atinge, em Machado como nosso referencial, uma arte muito mais madura, emancipada. Emancipação que é muito bem defendida pelo próprio Machado em Instinto de Nacionalidade.

    1. Mas Bosi não desqualifica os autores, pois bem ressalta que essa sabor àcido, meio amargo, que percebemos em tais escritores é justamente uma consequência do pensamento crítico que estes autores demonstram com talento para pensar e questionar a própria sociedade que está se (trans)formando.

      1. Eu não sei se conseguiria deixar meu nojo da postura de Bilac pra responder a terceira questão. De qualquer forma, no texto anterior, ele me soa mais um autor insignificante, que um crítico desmedido que recorre à uma fala satírica, em vez de argumentar solidamente.

      2. Eu não sei se conseguiria deixar meu nojo em relação à postura de Bilac de lado para responder à terceira questão. De qualquer forma, no texto anterior, ele me soa mais como um autor insignificante, que um crítico desmedido que recorre à uma fala satírica, em vez de argumentar solidamente. (Concordo com o caráter satírico das palavras de Bilac, mas quanto à “solidez” é possível discutir. Eu não seria tão radical. Parabéns, você deixou seu “nojo” de lado e respondeu!)

      3. Mas Bosi não desqualifica os autores, pois bem ressalta que essa sabor ácido, meio amargo, que percebemos em tais escritores, é justamente uma consequência do pensamento crítico que estes autores demonstram com talento para pensar e questionar a própria sociedade que está se (trans)formando. (Gostei também! Podia ter escrito mais!)

    2. No primeiro parágrafo, penso que faz sentido essa pincelada de cinza que o autor percebe nos escritores e obras que trata, principalmente se contrapomos o Romantismo, que apesar de suas marcas brasileiras, não deixa de ser uma ramificação quase direta do movimento europeu, ao meu ver. Mas isso não ocorre como uma mancha, não como um borrão, “cinquenta tons”… É nítida a mudança de coloração, seguindo a metáfora cromática, se considerarmos um Realismo que atinge, em Machado, como nosso referencial, uma arte muito mais madura, emancipada. Emancipação que é muito bem defendida pelo próprio Machado no seu “Instinto de Nacionalidade”. (Gostei!)

  6. Não sei se a melhor palavra para definir o que Alfredo Bosi chama de “-ismos” seria o adjetivo nefasta, mas acredito através do texto que o autor considera a tríade “Realismo/Naturalismo/Parnasianismo” estilos de pouca contribuição estética na Literatura Brasileira, no sentido de entre eles não haver alguma evolução/transformação em sua transição. E podemos observar isso quando Bosi afirma: “é uma grande mancha pardacenta que se alonga”, ou seja, é aquele cinza que não se modifica, que tenta mudar de forma e de nome e continua o mesmo. Não há uma característica que seja mais presente em algum desses estilos ou que os delimite tão bem para que haja essa divisão: as estruturas são parecidas, as personagens são parecidas em sua construção, o cotidiano é parecido.

    Em relação ao segundo parágrafo do texto, pode-se perceber que o autor segue a crítica desenvolvida no parágrafo anterior, direcionando-as aos seus principais autores, adjetivando-os de maneira similar como podemos ver em: ” é a moral cinzenta do fatalismo que se destila”. Ainda que, em certo momento Bosi reconheça a contribuição de Machado de Assis (e apesar das meias-tintas com que a soube temperar o gênio de Machado…), ele não chega a desqualificar os autores como se não fossem parte importante da consolidação da Literatura Brasileira.

    Fazendo um paralelo entre o texto supracitado e o texto de Bilac apresentado antes, podemos perceber por parte dos dois uma vontade de mudanças, revoluções na Literatura no que diz respeito a passagem de um estilo a outro. O que podemos perceber de Bilac é a tentativa de promover um estilo literário que presava pela forma e correção e a crença de que o Parnasianismo era a transformação que a Literatura Brasileira precisava. Já da parte de Alfredo Bosi, percebemos que a principal argumentação feita por ele é a de que, por não possuírem delimeitações bem marcada entre si e partilharem de elementos comuns poderiam pertencer a um mesmo estilo literário.

    1. Não sei se a melhor palavra para definir o que Alfredo Bosi chama de “-ismos” seria o adjetivo “nefasto”, mas acredito, através da leitura do texto, que o autor considera a tríade “Realismo/Naturalismo/Parnasianismo” estilos de pouca contribuição estética na Literatura Brasileira, no sentido de que entre eles não há alguma evolução/transformação em sua transição. (Eu me pergunto se este poderia ser o único critério, ou o mais importante de uma série de outros, para a valorização ou não de um “ismo”…) E podemos observar isso quando Bosi afirma: “é uma grande mancha pardacenta que se alonga”, ou seja, é aquele cinza que não se modifica, que tenta mudar de forma e de nome e continua o mesmo. (Não se este á a mais explícita interpretação das palavras de Alfredo Bosi…) Não há uma característica que seja mais presente em algum desses estilos ou que os delimite tão bem para que haja essa divisão: as estruturas são parecidas, as personagens são parecidas em sua construção, o cotidiano é parecido.

      Em relação ao segundo parágrafo do texto, pode-se perceber que o autor segue a crítica desenvolvida no parágrafo anterior, direcionando-as aos seus principais autores, adjetivando-os de maneira similar como podemos ver em: ” é a moral cinzenta do fatalismo que se destila”. Ainda que, em certo momento, Bosi reconheça a contribuição de Machado de Assis (e apesar das meias-tintas com que a soube temperar o gênio de Machado…) (O trecho entre parênteses é uma citação? Se for, onde ficaram as aspas?), ele não chega a desqualificar os autores como se não fossem parte importante da consolidação da Literatura Brasileira.

      Fazendo um paralelo entre o texto supracitado e o texto de Bilac apresentado antes, podemos perceber, por parte dos dois, uma vontade de mudanças, revoluções, na Literatura, no que diz respeito à passagem de um estilo a outro. O que podemos perceber de Bilac é a tentativa de promover um estilo literário que prezava a forma, a correção e a crença de que o Parnasianismo era a transformação de que a Literatura Brasileira precisava. Já da parte de Alfredo Bosi, percebemos que a principal argumentação feita por ele é a de que, por não possuírem delimitações bem marcadas entre si e partilharem de elementos comuns poderiam pertencer a um mesmo estilo literário.

  7. 1 – Sim. Nefasta quando o autor se refere a esses estilos como uma grande mancha pardacenta que se alonga a nossos olhos. Um exagero e uma visão pessimista de Bosi, penso eu. Penso também que o autor tornou sua crítica tão confusa e inútil quanto a própria coexistência bélica entre os citados estilos.
    2 – Talvez, pois dá a entender que os escritores citados apenas retratam uma sociedade em crise, se conformam com isso e levariam o leitor a se tornar também um conformado em desencanto.
    3 – Não percebo dados pra comparação, pois Bilac tece seu comentário revestido de uma certa neutralidade ( nem pato nem ganso, como disse o amigo Daiman ) e a crítica de Bosi é direta e cáustica.

    PS: perdoe a sucintude e possível incoerência nas respostas. Acho que também acordei meio “azedo” hoje e sem inspiração.

    1. 1 – Sim. Nefasta quando o autor se refere a esses estilos como uma grande mancha pardacenta que se alonga a nossos olhos. Um exagero e uma visão pessimista de Bosi, penso eu. Penso também que o autor tornou sua crítica tão confusa e inútil quanto a própria coexistência bélica entre os citados estilos. (Sei não… Discordo quanto à “inutilidade” das assertivas de Alfredo Bosi. Discordar delas, penso eu, é até plausível, mas daí a colocá-las no patamar da inutilidade vai um passo longo demais… e perigoso!)
      2 – Talvez, pois dá a entender que os escritores citados apenas retratam uma sociedade em crise, se conformam com isso e levariam o leitor a se tornar também um conformado em desencanto. (Outra argumentação que clama por discussão!)
      3 – Não percebo dados pra comparação, pois Bilac tece seu comentário revestido de uma certa neutralidade (???) (nem pato nem ganso, como disse o amigo Daiman) e a crítica de Bosi é direta e cáustica.

      PS: perdoe a sucintude (Palavra não dicionarizada! Neologismo seu? Em lugar dela, poderia ser “caráter sucinto”) e possível incoerência nas respostas. Acho que também acordei meio “azedo” hoje e sem inspiração. (Acordar azedo é experiência inesperada que traz consequências, sempre…)

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