Para LET874 – 3

 

“O conceito de vanguarda sempre esteve associado ao de ruptura com a tradição, compreendida como repertório de formas históricas superadas pela evolução tecnológica e pelo sentimento de mundo das novas gerações. O entusiasmo pela sociedade urbana e industrial, pelas máquinas, pela velocidade e pelos novos meios de comunicação e de transporte, nas primeiras décadas do século XX, motivou a exigência de “uma arte verbal completamente nova”, conforme escreve Marjorie Perloff em O momento futuristaavant-garde, avant-guerre e a linguagem da ruptura (PERLOFF, 1993: 116). O “discurso tradicional”, prossegue a autora, não podia transportar-se “para essa nova linguagem de telefones, fonógrafos, aeroplanos, cinema, o grande jornal” (idem). Havia um descompasso entre a sociedade moderna e as “formas canônicas do passado”, que correspondiam a um certo “estado do mundo” e cuja “carga crítica implícita” e “grau de novidade” estariam “perdidos para sempre”, segundo escreveu o poeta e crítico uruguaio Eduardo Milán no ensaio Poesia: questão de futuro (MILÁN, 2002: 72).

A revolta da modernidade contra os modelos estéticos estabelecidos pela tradição, bem como “o desejo de criar novas formas e incorporar novos temas, característica que vem motivando os artistas ocidentais desde o tempo de Baudelaire” (KOSTELANETZ, 1967: 9), levou os criadores modernos a recusarem a estabilidade, o imobilismo e a repetição em favor do inesperado, do imprevisível, do ignorado, compreendido como informação estética nova por autores como Abraham Moles, para quem a “medida da quantidade de informação” encontra-se “reduzida à medida da imprevisibilidade, isto é, a uma questão de teoria das probabilidades” (MOLES, 1969: 36). A “medida da informação”, diz Moles, “deve ser baseada na originalidade e não na significação” (idem, 41). O novo seria, portanto, o inesperado formal, aquilo que surpreende a percepção estética do espectador, por encontrar-se fora de uma cadeia previsível de fenômenos[1].

O desejo de criar novas estruturas formais, observa Richard Kostelanetz, é cúmplice do próprio devir temporal, pois acompanha processos históricos como “a I Guerra Mundial, a Depressão, a II Guerra Mundial — uma era de arte chegou a um fim somente para ser seguida, em todas as artes, por estilos consideravelmente diferentes” (KOSTELANETZ, 1967: 9). Neste aspecto, prossegue o ensaísta norte-americano, “o século XX sintetiza toda a história da arte”, e cita o historiador cultural Meyer Schapiro, para quem “importantes mudanças econômicas e políticas… são geralmente acompanhadas ou seguidas por mudanças nos centros da arte e em seus estilos” (idem). Com efeito, as transformações ocorridas na sociedade européia entre  o final do século XIX e o início do XX foram decisivas para o surgimento das primeiras vanguardas artísticas, que, em dialética contínua com a história, aliaram o projeto da revolução estética a uma expectativa de profundas mudanças sociais, o que André Breton sintetizou em sua conhecida fórmula de que era preciso unir o “mudar a vida” de Rimbaud ao “mudar o mundo” de Marx.”

 

(Cláudio Daniel, http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=3905)

 

O texto acima apresenta uma das maneiras de introduzir o tópico “vanguarda”, na consideração da expressão artística do Ocidente. Evidentemente, nesta abordagem, pode-se inferir a plausibilidade de considerar a Literatura Portuguesa no conjunto dessas “expressões”. A atividade de hoje consiste em:

1. Listar os autores citados e as suas contribuições para o raciocínio desenvolvido no próprio texto aqui apresentado.

2. Responder (justificando):

a) A partir do exposto no texto, é possível considerar as vanguardas como superação das contribuições estéticas realistas e naturalistas para o desenvolvimento da Literatura Portuguesa?

b) Em que medida, o Realismo e o Naturalismo – no âmbito da Literatura Portuguesa – constituem a base para as proposções vanguardistas que, porventura tenham vindo a influenciar a produção literária portuguesa na passagem do século 19 para o século 20?

 

 

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19 comentários sobre “Para LET874 – 3

  1. 1)Marjorie Perloff , é um importante escritor norte americano . Na referida obra citada, o autor descreve de forma clara suas impressões sobre o modernismo, fazendo uma associação entre a modernidade e o modernismo , com uma visão da vanguarda futurista e todos os seus ideais.
    Já Baudelaire, foi um poeta Frances que é conhecido por sua poesia moderna, que marcou o modernismo com sua poesia que influenciou as artes plásticas.

    2) A ascensão da burguesia no final do século 19, desenvolve a indústria moderna e o livre comércio, impulsionados pela Revolução Industrial. O desenvolvimento de novas tecnologias e a industrialização fazem com o o artesanato sofra uma queda de produção. Com isso os temas clássicos se rompem e a modernidade toma conta de toda Europa. Desta forma o Naturalismo e o Realismo foram berços para o desenvolvimento tecnológico, pois o rompimento desses dois ideais foram inicio do Modernismo.

    1. 1) Marjorie Perloff é uma importante escritora norte americana. (Trata-se de uma mulher… E, até onde eu saiba, ela é apenas e somente uma professora!) Na referida obra citada, o autor (Qual autor? Qual obra?) descreve de forma clara suas impressões sobre o Modernismo, fazendo uma associação entre a modernidade e o modernismo, com uma visão da vanguarda futurista e todos os seus ideais. (Esta última sentença está confusa…)
      Já Baudelaire, foi um poeta francês que é conhecido por sua poesia moderna, que marcou o Modernismo com sua poesia que influenciou as artes plásticas. (Que… que… que… muitos quês para pouco conteúdo afirmativo!)

      2) A ascensão da burguesia, no final do século 19, desenvolve a indústria moderna e o livre comércio, impulsionados pela Revolução Industrial. O desenvolvimento de novas tecnologias e a industrialização fazem com o o artesanato (???) sofra uma queda de produção.(???) Com isso, os temas clássicos se rompem (Se quebram? Se rompem? Como assim?) e a Modernidade toma conta de toda Europa. (Simples assim?) Desta forma, o Naturalismo e o Realismo foram berços para o desenvolvimento tecnológico, pois o rompimento desses dois ideais foi o início do Modernismo. (A “conclusão” não procede, partindo dos argumentos apresentados…)

  2. Marjorie Perlof: “Vanguarda esteve associada a ruptura com a tradição. As novas tecnologias motivou a exigência de uma arte verbal completamente nova.”
    Eduardo Milán: ” Havia um descompasso entre a sociedade moderna e as formas canônicas do passado.”
    moles: “O novo seria o inesperado formal aquilo que surpreende a percepção estética do espectador, por encontrar-se fora de uma cadeia previsível de fenômenos.”
    Meyer Schapiro: “importantes mudanças econômicas e políticas… são geralmente acompanhadas ou seguidas por mudanças nos centros da arte e em seus estilos”
    Andre Breton: “mudar a vida” Rembraud “mudar o mundo” Marx

    De acordo com os autores acima a Vanguarda rompeu com o passado, ela é aquilo que está a frente do seu tempo era ela que guiava a cultura de seu tempo, estando de serta forma à frente dela.

    Sim, O individuo a ela ligado seria responsável por um movimento de reformas sociais e havia também artistas mais preocupados com a experimentação estética normalmente as mais associadas à expressão, mas sempre manteve a idéia de um movimento artístico como movimento político.

    Cada uma das Vanguardas que surgiram nas décadas seguintes interpretaram de forma diferentes e seguiram de formas diversas.
    Na literatura a obra Folhas da Relva de Charles Baudelaire nas artes plasticas Paul Cézanne nas décadas de 1870 e 80 com experimentos estéticos.

  3. Marjorie Perloff escreveu em suas obras a importância do rompimento com as antigas formas de expressão, seja ela na escrita ou pintura, para constituir uma forma realmente nova de arte. Ela buscava relacionar as antigas contribuições estéticas com o novo parâmetro, para ressaltar a importância de avançar na Literatura; Eduardo Milán criticava o passado e o modo arcaico de conceber a arte em suas obras pensava no futuro de forma diferente, onde houvesse tido uma transformação no campo da arte; Baudelaire suscitava o desejo de criar novas formas e novos temas para a Literatura; Abraham Moles acreditava que o inesperado formal, era aquilo que surpreendesse a percepção estética do espectador, por encontrar-se fora de uma cadeia previsível de fenômenos; Meyer Schapiro acredita que a mudanças no estilo de vida só aconteceria se houvesse uma mudanças nas obras literárias; André Breton sintetizou a mudança de vida só aconteceria depois que o mundo tivesse tido uma mudança significativa.
    a) Sim, pois as vanguardas foram um período que estava enxergando muitos períodos a frente, assim não se preocupando com o presente elas estavam se preparando para constituir-se como forma natural no futuro.
    b) Como muitos autores eram pertencentes ao Realismo e Naturalismo, antes de se tornarem vanguardistas, as influências aparecem de forma negativa, pois os autores não buscavam em repetir o mesmo modo existente.

    1. Marjorie Perloff escreveu, no texto em questão, sobre a importância do rompimento com as antigas formas de expressão, seja ela na escrita ou na pintura, para constituir uma forma realmente nova de arte. Ela buscava relacionar as antigas contribuições estéticas com o novo parâmetro, para ressaltar a importância de avançar na Literatura; Eduardo Milán criticava o passado e o modo arcaico de conceber a arte em suas obras (Nas obras do próprio Eduardo Milán? Que obras seriam estas?) pensava no futuro de forma diferente, onde houvesse havido uma transformação no campo da arte; Baudelaire suscitava o desejo de criar novas formas e novos temas para a Literatura; Abraham Moles acreditava que o inesperado formal era aquilo que surpreendia a percepção estética do espectador, por encontrar-se fora de uma cadeia previsível de fenômenos; Meyer Schapiro acredita que a mudanças no estilo de vida só aconteceriam se houvesse uma mudança nas obras literárias; André Breton sintetizou que a mudança de vida só aconteceria depois que o mundo tivesse tido uma mudança significativa.
      a) Sim, pois as vanguardas foram um período que estava enxergando muitos períodos a frente (Repetição de palavras: evitar!!!), assim, não se preocupando com o presente (Não havia mesmo esta preoupação com o presente?) , elas estavam se preparando para constituirem-se como forma natural no futuro.
      b) Como muitos autores eram pertencentes ao Realismo e Naturalismo, antes de se tornarem vanguardistas, as influências aparecem de forma negativa, pois os autores não buscavam em repetir o mesmo modo existente. (Não entendi. A redação me fez confundir o sentido do que você quis dizer!)

  4. Professor na hora que fui enviar dei enter sem apagar o nome da identifacação e coloquei so o email dai o texto apareceu no prog com o nome de Lauriany G.B de Souza favor desconciderar ele, estou mandando novamente mil perdões.

    Marjorie Perlof: “Vanguarda esteve associada a ruptura com a tradição. As novas tecnologias motivou a exigência de uma arte verbal completamente nova.”
    Eduardo Milán: ” Havia um descompasso entre a sociedade moderna e as formas canônicas do passado.”
    moles: “O novo seria o inesperado formal aquilo que surpreende a percepção estética do espectador, por encontrar-se fora de uma cadeia previsível de fenômenos.”
    Meyer Schapiro: “importantes mudanças econômicas e políticas… são geralmente acompanhadas ou seguidas por mudanças nos centros da arte e em seus estilos”
    Andre Breton: “mudar a vida” Rembraud “mudar o mundo” Marx

    De acordo com os autores acima a Vanguarda rompeu com o passado, ela é aquilo que está a frente do seu tempo era ela que guiava a cultura de seu tempo, estando de serta forma à frente dela.

    Sim, O individuo a ela ligado seria responsável por um movimento de reformas sociais e havia também artistas mais preocupados com a experimentação estética normalmente as mais associadas à expressão, mas sempre manteve a idéia de um movimento artístico como movimento político.

    Cada uma das Vanguardas que surgiram nas décadas seguintes interpretaram de forma diferentes e seguiram de formas diversas.
    Na literatura a obra Folhas da Relva de Charles Baudelaire nas artes plasticas Paul Cézanne nas décadas de 1870 e 80 com experimentos estéticos.

    1. Marjorie Perlof: “Vanguarda esteve associada a ruptura com a tradição. As novas tecnologias motivou a exigência de uma arte verbal completamente nova.”
      Eduardo Milán: ” Havia um descompasso entre a sociedade moderna e as formas canônicas do passado.”
      moles: “O novo seria o inesperado formal aquilo que surpreende a percepção estética do espectador, por encontrar-se fora de uma cadeia previsível de fenômenos.”
      Meyer Schapiro: “importantes mudanças econômicas e políticas… são geralmente acompanhadas ou seguidas por mudanças nos centros da arte e em seus estilos”
      Andre Breton: “mudar a vida” Rembraud “mudar o mundo” Marx

      O solicitado foi VOCÊ redigisse alguma sobre as ideias explicitadas pelos autores citados no texto e não apenas citasse algumas frases deles…)

      De acordo com os autores acima, a Vanguarda rompeu com o passado, ela é aquilo que está à frente do seu tempo, era ela que guiava a cultura de seu tempo, estando, de certa forma, à frente dela. (Raciocínio tautológico!)

      Sim, o indivíduo a ela (Quem? O quê?) ligado seria responsável por um movimento de reformas sociais e havia também artistas mais preocupados com a experimentação estética, normalmente as mais associadas à expressão (Não entendi o sentido e a função do aposto), mas sempre manteve a idéia de um movimento artístico como movimento político.

      Cada uma das Vanguardas que surgiram nas décadas seguintes interpretaram de forma diferente e seguiram (A quem? O quê?) de formas diversas.
      Na literatura, a obra Folhas da relva, de Charles Baudelaire, nas artes plásticas, Paul Cézanne nas décadas de 1870 e 80 com experimentos estéticos. (Este último parágrafo não faz o menor sentido e está desarticulado do restante.)

  5. Dos autores:
    Marjorie Perloff em “O momento futurista — avant-garde, avant-guerre e a linguagem da ruptura” irá falar sobre a associação do termo vangurda com a ruptura com a tradição, bem como os avanços tecnológicos incitarem o surgimento de uma nova arte verbal.
    Eduardo Milán no ensaio “Poesia: questão de futuro” defende a ideia de que as formas canônicas do passado – que pertenciam a um certo tipo de mundo ultrapassado, implícito, antigo – entravam em embate frente a sociedade moderna que se iniciava.
    Richard Kostelanetz em “Novos rumos das artes” irá salientar que essa revolta da modernidade contra os modelos estéticos da tradição não é algo novo e remonta desde os tempos de Baudelaire, contribuíram para a recusa dos preceitos de estabilidade, imobilismo e repetição em favor do inesperado, do imprevisível, do ignorado; por parte dos criadores modernos e que isso é próprio da passagem dos tempos por acompanhar procesos históricos.
    Abraham Moles em ” Teoria da informação e percepção estética” irá introduzir o conceito de que a nova forma inesperada, surpreendendo a percepção estética do espectador, por ser incomum, estar fora do previsto pelo espectador.
    Meyer Schapiro irá salientar que mudanças econômicas e políticas suscitam mudanças na arte e em seus estilos e aliaram mudanças estéticas e mudanças sociais.
    André Breton sintetiza que as mudanças literárias em ação conjunta com as mudanças sociais poderiam mudar o mundo.

    2) a) Sim, se formos olhar em relação aos avanços das novas formas verbais aliadas aos avanços tecnológicos de uma sociedade moderna, com a incorporação de novo modelos estéticos a Literatura Portuguesa.

    b)Podemos ver algumas das mudanças previstas pelo movimento vanguardista aparecem ainda que de forma rarefeita no realismo/ naturalismo português, como podemos ver na sua temática voltada para o presente em contraposição aos ideias românticos voltados para o passado. O teor objetivo e critico do realismo/ naturalismo também pode ser visto como um antecessor primitivo da vanguarda na Literatura Portuguesa.

    1. Dos autores:
      Marjorie Perloff em “O momento futurista — avant-garde, avant-guerre e a linguagem da ruptura”, irá falar sobre a associação do termo vanguarda com a ruptura com a tradição, bem como os avanços tecnológicos que incitam o surgimento de uma nova arte verbal. (Apenas verbal?)
      Eduardo Milán, no ensaio “Poesia: questão de futuro”, defende a ideia de que as formas canônicas do passado – que pertenciam a um certo tipo de mundo ultrapassado, implícito, antigo – entravam em embate frente a sociedade moderna que se iniciava. (Se iniciava? E o século XVII com a Revolução Industrial?)
      Richard Kostelanetz, em “Novos rumos das artes”, irá salientar que essa revolta da Modernidade contra os modelos estéticos da tradição não é algo novo e remonta aos tempos de Baudelaire, que contribuíram para a recusa dos preceitos de estabilidade, imobilismo e repetição em favor do inesperado, do imprevisível, do ignorado, por parte dos criadores modernos, e que isso é próprio da passagem dos tempos por acompanhar procesos históricos.
      Abraham Moles, em ” Teoria da informação e percepção estética”, irá introduzir o conceito de que a nova forma inesperada, surpreendendo a percepção estética do espectador, por ser incomum, está fora do previsto pelo espectador.
      Meyer Schapiro irá salientar que mudanças econômicas e políticas suscitam mudanças na arte e em seus estilos e aliaram mudanças estéticas e mudanças sociais.
      André Breton sintetiza que as mudanças literárias em ação conjunta com as mudanças sociais poderiam mudar o mundo.

      2) a) Sim, se formos olhar em relação aos avanços das novas formas verbais aliadas aos avanços tecnológicos de uma sociedade moderna, com a incorporação de novo modelos estéticos a Literatura Portuguesa.

      b) Podemos ver algumas das mudanças previstas pelo movimento vanguardista aparecerem, ainda que de forma rarefeita, no Realismo/Naturalismo português, como podemos ver na sua temática voltada para o presente, em contraposição aos ideias românticos voltados para o passado. O teor objetivo e critico do Realismo/Naturalismo também pode ser visto como um antecessor primitivo (???) da vanguarda na Literatura Portuguesa.

  6. 1. Marjorie Perloff contribui para o raciocínio do texto concordando com a exigência de se romper com as tradições para que as novidades da sociedade urbana e industrializada fossem incorporadas a um novo discurso artístico condizente com a evolução tecnológica da época.
    Eduardo Milán contribui afirmando que as tradições artísticas da época não condiziam com a sociedade moderna que surgia, e desta forma não era capaz de acrescentar nada de novo.
    Richard Kostelanetz observa que a sociedade moderna ansiava por novidades nas estruturas formais, o que motivava artistas ocidentais, assim como já havia ocorrido em outros períodos da História, a quebrar com os modelos estéticos tradicionais dando lugar a estilos diferentes.
    Abraham Moles acreditava ser importante romper com a tradição em favor de novas informações artísticas que fossem originais e imprevisíveis e, assim, capazes de surpreender.
    Meyer Schapiro concordava com a ideia de que as mudanças estilísticas nos centros das artes acontecem ou simultaneamente ou são precedidas por significativas mudanças políticas e econômicas.
    André Breton considerava que as mudanças artísticas não acontecem isoladas das mudanças no mundo e vice-versa. As duas provocam reações uma na outra que desencadeiam processos de mudanças.

    2. a) A busca feita pelos movimentos de vanguarda, de acordo com o texto, foi uma busca de superação de tudo que era considerado antigo e tradicional, ou seja, pode-se considerar que os movimentos de vanguarda superaram as contribuições estéticas realistas e naturalistas a medida em que os valores destes foram negados e trocados por outros que condiziam com o contexto histórico da época. Porém, apesar disso, não é possível negar as contribuições de todas essas escolas para o desenvolvimento da Literatura Portuguesa.

    b) O Realismo e o Naturalismo, em Portugal, servem de base para as proposições vanguardistas ao preceder o rompimento com as tradições literárias. Ambas correntes deixam para trás as características antiquadas de seus antecessores e buscam uma literatura condizente com os acontecimentos e preocupações de suas épocas.

    PS: A terceira causa da decadência de Portugal foi o sistema econômico utilizado durante o período dos Descobrimentos.

    1. 1. Marjorie Perloff contribui para o raciocínio do texto (Que texto?) concordando com a exigência de se romper com as tradições para que as novidades da sociedade urbana e industrializada fossem incorporadas a um novo discurso artístico condizente com a evolução tecnológica da época.
      Eduardo Milán contribui (???) afirmando que as tradições artísticas da época não condiziam com a sociedade moderna que surgia e, desta forma, não eram capazes de acrescentar nada de novo. (Será que não mesmo? Não é exatamente o ocntrário?)
      Richard Kostelanetz observa que a sociedade moderna ansiava por novidades nas estruturas formais, o que motivava artistas ocidentais, assim como já havia ocorrido em outros períodos da História, a quebrar com os modelos estéticos tradicionais dando lugar a estilos diferentes.
      Abraham Moles acreditava ser importante romper com a tradição em favor de novas informações artísticas que fossem originais e imprevisíveis e, assim, capazes de surpreender.
      Meyer Schapiro concordava com a ideia de que as mudanças estilísticas nos centros das artes acontecem ou simultaneamente ou são precedidas por significativas mudanças políticas e econômicas.
      André Breton considerava que as mudanças artísticas não acontecem isoladas das mudanças no mundo e vice-versa. As duas provocam reações uma na outra que desencadeiam processos de mudanças.

      2. a) A busca feita pelos movimentos de vanguarda, de acordo com o texto, foi uma busca de superação de tudo que era considerado antigo e tradicional, ou seja, pode-se considerar que os movimentos de vanguarda superaram as contribuições estéticas realistas e naturalistas à medida que os valores destes foram negados e trocados por outros que condiziam com o contexto histórico da época. Porém, apesar disso, não é possível negar as contribuições de todas essas escolas para o desenvolvimento da Literatura Portuguesa.

      b) O Realismo e o Naturalismo, em Portugal, servem de base para as proposições vanguardistas ao preceder o rompimento com as tradições literárias. Ambas correntes deixam para trás as características antiquadas (???) de seus antecessores e buscam uma literatura condizente com os acontecimentos e preocupações de suas épocas.

      PS: A terceira causa da decadência de Portugal foi o sistema econômico utilizado durante o período dos Descobrimentos.

  7. A autora Marjorie Perloff diz que o movimento da ruptura com a tradição está ligado a expectativa das pessoas a obter novas tecnologias. O entusiasmo da sociedade urbana industrial, pelas máquinas, por velocidade e pelos novos meios de comunicação e de transporte, nas primeiras décadas do século XX. Isso tudo motivou uma nova arte verbal para a sociedade. Já Eduardo Milan não concebia em suas obras a idéia do arcaico e antigo, por isso pensava em suas obras como inovação do campo das artes. Baudelaire mostrava interesse em criar novas formas e modalidades para a literatura. Abraham Moles em teoria da percepção estética é novo aos olhos do espectador. Meyer Schapiro destaca que mudanças econômicas e políticas sugerem mudanças na arte e em seus estilos. André Breton diz que as mudanças literárias em parceria com as transformações sociais poderiam modificar consideravelmente o mundo.
    2- a) Sim, o movimento vanguardista deixou pra trás o histórico e começou a vislumbrar períodos a frente com inovações na literatura.
    b) Em Portugal, as literaturas baseadas nos gêneros realismo e naturalismo serve para romper com a tradição das literaturas engessadas, e passam a falar de assuntos ligados a sociedade e temas da época.

    1. A autora Marjorie Perloff diz que o movimento da ruptura com a tradição está ligado à expectativa das pessoas na obtenção de novas tecnologias. O entusiasmo da sociedade urbana industrial pelas máquinas, por velocidade e pelos novos meios de comunicação e de transporte, nas primeiras décadas do século XX. (O que você quis dizer com esta frase – já que não há verbo? Ela está desarticulada em relação ao período anterior!) Isso tudo motivou uma nova arte verbal (Apenas verbal?) para a sociedade. Já Eduardo Milan não concebia em suas obras a ideia do arcaico e do antigo, por isso pensava em suas obras como inovação do campo das artes. Baudelaire mostrava interesse em criar novas formas e modalidades para a literatura. Abraham Moles em Teoria da percepção estética é novo (Ele é novo?) aos olhos do espectador. Meyer Schapiro destaca que mudanças econômicas e políticas sugerem mudanças na arte e em seus estilos. André Breton diz que as mudanças literárias em parceria com as transformações sociais poderiam modificar consideravelmente o mundo.
      2- a) Sim, o movimento vanguardista deixou pra trás o histórico (Eu não afirmaria isso tão categoricamente… Há controvérsias!) e começou a vislumbrar períodos à frente (De quê? De quem?) com inovações na Literatura. (Só na Literatura?) b) Em Portugal, as literaturas realista e naturalista servem para romper com a tradição das literaturas engessadas (O que é isto?), e passam a falar de assuntos ligados à sociedade e temas da época. (Qual época? Apenas as literaturas ealista e naturalista fazem isso?)

  8. 01) No que se refere aos autores citados, no texto consta Marjorie Perloff, Eduardo Milán, Baudelaire, Abraham Moles, Richard Kosteanetz, Meyer Schapiro, Rimbaud e Marx. Tais autores contribuem para desenvolvermos o raciocínio diante da leitura do texto apresentado neste trabalho, de tal forma que conseguimos compreender mais precisamente o conceito de “Vanguarda”; como é citada Marjorie Perloff, quando afirma que esta expressão artística do Ocidente seria uma arte verbal completamente nova.
    No que tange ao conceito, a “Vanguarda” pode ser entendida como uma multiplicidade de tendências artísticas e culturais preocupadas com uma nova visão e interpretação da realidade, surgida a partir dos começos do século XX. A Vanguarda, enquanto síntese artística assinalou-se essencialmente na Europa, como reação quer ao desenvolvimento tecnológico e científico e aos progressos da Revolução Industrial ao longo do século XIX, quer às clivagens e assimetrias sociais resultantes dessa industrialização, com todas as lutas sociais e programas ideológicos e políticos decorrentes. Estas duas situações desencadearam no conflito à escala planetária que foi a Primeira Guerra Mundial, devido à luta pelo domínio dos mercados e dos centros fornecedores de matérias primas. Havia, por um lado, um triunfo dos detentores da riqueza e, por outro, um pessimismo entre os agentes culturais e artísticos, visível no simbolismo de finais do século XIX.
    Neste sentido, podemos perceber que a “Vanguarda”, na arte, passou a referir-se aos artistas que se colocam culturalmente à frente do seu tempo, abrindo o caminho a novas ideias, a novas mentalidades, a novas culturas e, ainda, que a “Vanguarda” procura romper com toda a concessão artística e cultural até então vigente; apresentando-se como uma revolução cultural que busca novas estruturas, estéticas e pensamentos.

    02) a) Sim, é possível considerar as vanguardas como superação para o desenvolvimento da Literatura Portuguesa, uma vez que contribuíram para o desenvolvimento da Literatura Portuguesa, no sentido de incorporarem novos modelos estéticos para a mesma.
    b) O Realismo e o Naturalismo precedem o rompimento com as tradições literárias. Neste sentido, servem de base para as proposições vanguardistas. O Realismo e o Naturalismo são movimentos reacionários ao Romantismo e, estas correntes vão em busca de uma literatura apropriada às preocupações da época.

    1. 01) No que se refere aos autores citados, no texto apresentaMarjorie Perloff, Eduardo Milán, Baudelaire, Abraham Moles, Richard Kosteanetz, Meyer Schapiro, Rimbaud e Marx. Tais autores contribuem para desenvolvermos o raciocínio diante da leitura do texto apresentado neste trabalho, de tal forma que conseguimos compreender mais precisamente o conceito de “Vanguarda”; como é citado Marjorie Perloff, quando afirma que esta expressão artística do Ocidente seria uma arte verbal (Somente verbal?) completamente nova.
      No que tange ao conceito, a “Vanguarda” pode ser entendida como uma multiplicidade de tendências artísticas e culturais preocupadas com uma nova visão e interpretação da realidade, surgida a partir dos começos do século XX. (De fato, na Europa, suas primeiras manifestações datam da última década do século 20!) A Vanguarda, enquanto síntese artística, assinalou-se (???) essencialmente na Europa, como reação quer ao desenvolvimento tecnológico e científico e aos progressos da Revolução Industrial ao longo do século XIX, quer às clivagens e assimetrias sociais resultantes dessa industrialização, com todas as lutas sociais e programas ideológicos e políticos decorrentes. Estas duas situações desencadearam um conflito de escala planetária, que foi a Primeira Guerra Mundial, devido à luta pelo domínio dos mercados e dos centros fornecedores de matérias primas. Havia, por um lado, o triunfo dos detentores da riqueza e, por outro, um pessimismo entre os agentes culturais e artísticos, visível no Simbolismo de finais do século XIX.
      Neste sentido, podemos perceber que a “Vanguarda”, na arte, passou a referir-se aos artistas que se colocam culturalmente à frente do seu tempo, abrindo o caminho a novas ideias, a novas mentalidades, a novas culturas e, ainda que a “Vanguarda” procurasse romper com toda a concessão artística e cultural até então vigente, apresentando-se como uma revolução cultural que busca novas estruturas, estéticas e pensamentos. (Faltou completar o sentido deste último período!)

      02) a) Sim, é possível considerar as vanguardas como superação para o desenvolvimento da Literatura Portuguesa, uma vez que contribuíram para o desenvolvimento desta, no sentido da incorporação de novos modelos estéticos para ela.
      b) O Realismo e o Naturalismo precedem o rompimento com as tradições literárias. (Como assim “precedem”?) Neste sentido, servem de base para as proposições vanguardistas. O Realismo e o Naturalismo são movimentos reacionários (???) ao Romantismo e estas correntes vão em busca de uma literatura apropriada às preocupações da época. (Mas qual Literatura não faz isso?)

  9. Marjorie Perloff motivou a exigência de “uma arte verbal completamente nova” em “O momento futurista”.
    O poeta e crítico Eduardo Milán criticou o descompasso entre os movimentos artísticos e a sociedade moderna e tecnológica daquele tempo no ensaio “Poesia: questão de futuro”.
    Kostelanetz destaca que a revolta da modernidade contra os modelos estéticos estabelecidos pela tradição, bem como “o desejo de criar novas formas e incorporar novos temas…” motivavam os artistas desde a época de Baudelaire.
    Abraham Moles nos fala a respeito do novo, daquilo que é inesperado, que surpreende a percepção estética do espectador por ser extraordinário.
    Para Meyer Schapiro, “importantes mudanças econômicas e políticas… são geralmente acompanhadas ou seguidas por mudanças nos centros da arte e em seus estilos”.
    André Breton sintetizou que não se pode separar as transformações artísticas das transformações que ocorrem no mundo.
    Sim. É possível considerar as vanguardas como superação das contribuições estéticas realistas e naturalistas para o desenvolvimento da Literatura Portuguesa.

    1. Marjorie Perloff motivou (Foi ela quem “motivou”?) a exigência de “uma arte verbal completamente nova” em “O momento futurista”.
      O poeta e crítico Eduardo Milán criticou o descompasso entre os movimentos artísticos e a sociedade moderna e tecnológica daquele tempo (Qual tempo?) no ensaio “Poesia: questão de futuro”.
      Kostelanetz destaca que a revolta da modernidade contra os modelos estéticos estabelecidos pela tradição, bem como “o desejo de criar novas formas e incorporar novos temas…” motivavam (Quem motiva, motiva a alguma coisa…) os artistas desde a época de Baudelaire.
      Abraham Moles nos fala a respeito do novo, daquilo que é inesperado, que surpreende a percepção estética do espectador por ser extraordinário.
      Para Meyer Schapiro, “importantes mudanças econômicas e políticas… são geralmente acompanhadas ou seguidas por mudanças nos centros da arte e em seus estilos”. (E daí se deduz que…?)
      André Breton sintetizou que não se pode separar as transformações artísticas das transformações que ocorrem no mundo. (Por quê?)
      Sim. É possível considerar as vanguardas como superação das contribuições estéticas realistas e naturalistas para o desenvolvimento da Literatura Portuguesa.

  10. Marjorie Perloff, colabora com a ideia de que o discurso tradicional é incompatível com o movimento de rompimento do momento futurista (na transição do século XIX ao século XX)
    Eduardo Milán pondera que as antigas formas de expressão, peculiares à sociedade do século XIX são incongruentes com as novas demandas e a nova sociedade do século XX.
    Richard Kostelanetz trata que a recusa dos modelos estéticos vai de um encontro com uma necessidade de romper com os preceitos de estabilidade, imobilismo e repetição.
    Abraham Moles defende que a nova técnica ou arte, surpreende ou supera a expectativa do espectador.
    Meyer Schapiro dirá que as alterações políticas e econômicas influenciaram e conduziram a mudança do estilo da arte e da linguagem.
    André Breton trata que mudanças sociais aliadas a mudanças literárias podem modificar o mundo.

    2 A) Sim, as contribuições da vanguarda serviram para impor um novo modelo, uma nova linguagem e uma nova forma de tratar a arte.

    2 B) Alguns autores do Realismo e do Naturalismo participaram do movimento vanguardista, ambos estão inscritos em cada um em seu tempo. Mas certamente estas duas correntes influenciaram, em parte, a corrente vanguardista.

    1. Marjorie Perloff, colabora com a ideia de que o discurso tradicional é incompatível com o movimento de rompimento do momento futurista (na transição do século XIX ao século XX).
      Eduardo Milán pondera que as antigas formas de expressão, peculiares à sociedade do século XIX, são incongruentes com as novas demandas e a nova sociedade do século XX.
      Richard Kostelanetz afirma que a recusa dos modelos estéticos vai de encontro a uma necessidade de romper com os preceitos de estabilidade, imobilismo e repetição. (É mesmo uma posição contrária? Caso contrário, o correto seria dizer “Vai ao encontro de…”!)
      Abraham Moles defende que a nova técnica ou arte surpreende ou supera a expectativa do espectador.
      Meyer Schapiro diz que as alterações políticas e econômicas influenciaram e conduziram a mudança do estilo da arte e da linguagem.
      André Breton considera que mudanças sociais aliadas a mudanças literárias podem modificar o mundo.

      2 A) Sim, as contribuições da vanguarda serviram para impor um novo modelo, uma nova linguagem e uma nova forma de tratar a arte. (Como?)

      2 B) Alguns autores do Realismo e do Naturalismo participaram do movimento vanguardista, ambos estão inscritos em cada um em seu tempo.(Por exemplo…?) Mas certamente estas duas correntes influenciaram, em parte, a corrente vanguardista. (Como assim? Por exemplo…?)

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