Para LET874 – 4

Um pouco de poesia não faz mal a ninguém. Hoje, coloco na mesma sala dois poetas cronologicamente separados. O que pergunto é: entre os dois POEMAS, existe alguma característica comum? Em caso positivo, qual(is) seria(m)? No que ivocê lê sobre os dois POETAS, existe a possibilidade de estabelecer traço(s) comum(ns)? Em caso positivo, qual(is) seria (m)? Na SUA opinião, como os dois poetas contribuem para a consolidação da Literatura Portguesa ao longo de sua História?

Sobre Sá de Miranda:

“Sá de Miranda, colaborador do Cancioneiro Geral, cultivou em língua portuguesa e castelhana as formas consagradas nessa colectânea, antes e depois da sua conversão ao novo estilo. Nunca, aliás, repudiou a “medida velha”, em que aprendeu a versejar: na écloga Alexo, que é uma das primeiras expressões da nova escola em Portugal, aceita a coexistência dos dois estilos; numa elegia dedicada a António Ferreira, muito mais tarde, reconhece o interesse das antigas formas de trovar, vilancetes, glosas esparsas, poesia obrigada a mote; e numa carta a António de Meneses, em versos atrás citados, manifesta-se preso ainda ao ambiente dos extintos momos e serões de Portugal, onde se fizera poeta.
Na primeira fase da sua carreira, anteriormente à sua campanha pelo novo estilo, Sá de Miranda cultiva exclusivamente a poesia amorosa em volta dos temas petrarquianos então em voga. A nota que mais frequentemente fere é a da contradição entre a razão e a “vontade”, isto é, a inclinação amorosa. Os seus versos testemunham um espírito torturado e tenso; já então os repassa uma melancolia muito sentida, que se acentuará posteriormente; e já por vezes se nota a expressão condensada, elíptica, que é uma das grandes dificuldades, mas também um dos interesses do seu estilo conciso, em que as palavras parecem faltar para cingir a intensidade ou a largueza do pensamento.
Em fase ulterior, nos poemas que marcam a sua campanha pela introdução em Portugal das formas italianas, enriquece e varia consideravelmente o seu material literário. Nas éclogas, em que segue o modelo de Garcilaso, exibe um estendal de erudição histórica e mitológica, reconta histórias célebres da Antiguidade e alude constantemente a lugares-comuns clássicos. Mas os melhores valores da cultura greco-romana, mesmo os de expressão mítica, pareciam-lhe provir dos “Livros Divinos”. Tanto nas éclogas como noutras obras de inspiração clássica – elegias, sonetos, canções – toca certos tópicos característicos da literatura renascentista: o desdém pela vulgaridade, a superioridade do culto das letras sobre o das armas, a necessidade de renovação pelo estudo dos modelos estrangeiros, e exorta à composição de poemas heróicos de assunto português.”

(SARAIVA, António José; LOPES, Oscar. História da Literatura Portuguesa. Porto: Porto ,Editora.)

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Sobre Mário de Sá-Carneiro:

“Dono duma insólita hipersensibilidade, aguçada ao extremo do delírio e da loucura, mas destituído de qualquer faculdade equilibradora ou orientadora, como o bom senso ou a Razão, o poeta ganha muito cedo a angustiante sensação de ser estranho à vida, e de esta lhe ser igual e totalmente estranha. O sentimento de estranheza gera-lhe outro: o de inadaptado ao mundo, ou melhor, egocêntrico, vaidoso, mealomaco, sente que o mundo é que não se me adapta e o repete mo a uma incomoda presença. Em consequência, retrai-se para dentro de si num encarolamento soberbo e narcisista, sentindo-se o “Emigrado Astral”, que deve errar na terra seu “exílio” perpétuo como expiação ditada pelos Astros. Sentindo-se “Rei exilado, / vagabundo dum sonho de sereia… “, enerva-se diante da vida terrena, à qual dedica um “desdém Astral”, desejoso de “ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor”. Esse isolamento de ave ferida guarda no íntimo uma egolatria furiosamente feminina e passiva (“Paris da minha ternura”, “Quisera dormir contigo, / Ser todo a tua mulher!…”), traduzida numa egolatria patológica que lhe reduz a zero os ímpetos positivos da existência comum e lhe determina sensações depressivas e derrotistas, como a da pré-inutilidade das coisas, a de viver num mundo irreal, etc. Origina-se daí uma profunda tibieza física, psíquica e metafísica, incluindo o anestesiamento nirvânico do seu corpo (“Esfinge Gorda”), logo tornado igualmente estranho à custa de não mais ser “localizado”, sentido como entidade concreta, em suma, desmaterializado: “Não sinto o espaço que encerro / Nem as linhas que projeto: / Se me olho a um espelho, erro – / Não me acho no que projecto.”

(MOISÉS, Massaud. A Literatura Portuguesa. São Paulo: Cultrix)

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23 comentários sobre “Para LET874 – 4

  1. Hã? Poema? Qual Poema?

    No que leio a respeito dos dois poetas (Sá de Miranda e Sá-Carneiro), acredito que não há possibilidade de estabelecer traços comuns entre eles, uma vez que Miranda tem, como sendo sua fonte de inspiração, a antiguidade clássica. Portanto, este autor é tipicamente renascentista e dedica-se à poesia amorosa. Além disso, sua obra é toda voltada para a crítica à sociedade, sobretudo à Corte. Retrata os campos e a preocupação exagerada com o luxo das pessoas, propondo uma vida sadia junto à natureza e a simplicidade.

    Já Sá-Carneiro, inicialmente, revela influência de várias correntes literárias, mas, posteriormente, viria a aderir ao Romantismo como sendo sua principal corrente de pensamento, a qual expressa na literatura, as meditações dos poetas a respeito da realidade social e política vivida no século XIX. Este escritor possui um intenso sentimento de abandono, solidão, frustração, uma estranheza em relação a sua adequação ao meio. Com isso, Sá-Carneiro traduz todos estes sentimentos tristes, numa poesia onde surge a imagem de um imprestável, de um incapaz de viver o que sonhara, isto é, ele se autorretrata de forma a expor o seu desejo de autodestruição.
    Na MINHA opinião, a consolidação da Literatura Portuguesa deu-se com a incorporação de todas as correntes literárias. Sendo assim, cada forma de exprimir o pensamento no estilo de qualquer um dos autores aqui em estudo, foi igualmente relevante para tal consolidação.

    1. Hã? Poemas? Quais Poemas?

      No que leio a respeito dos dois poetas (Sá de Miranda e Sá-Carneiro), acredito que não há possibilidade de estabelecer traços comuns entre eles, uma vez que Miranda tem, como sendo sua fonte de inspiração, a antiguidade clássica. Portanto, este autor é tipicamente renascentista e dedica-se à poesia amorosa. Além disso, sua obra é toda voltada para a crítica à sociedade, sobretudo à Corte. Retrata os campos e a preocupação exagerada com o luxo das pessoas, propondo uma vida sadia junto à natureza e a simplicidade.

      Já Sá-Carneiro, inicialmente, revela influência de várias correntes literárias, mas, posteriormente, viria a aderir ao Romantismo como sendo sua principal corrente de pensamento, a qual expressa na literatura, as meditações dos poetas a respeito da realidade social e política vivida no século XIX. Este escritor possui um intenso sentimento de abandono, solidão, frustração, uma estranheza em relação a sua adequação ao meio. Com isso, Sá-Carneiro traduz todos estes sentimentos tristes, numa poesia onde surge a imagem de um imprestável, de um incapaz de viver o que sonhara, isto é, ele se autorretrata de forma a expor o seu desejo de autodestruição.

      Na MINHA opinião, a consolidação da Literatura Portuguesa deu-se com a incorporação de todas as correntes literárias. Sendo assim, cada forma de exprimir o pensamento no estilo de qualquer um dos autores aqui em estudo, foi igualmente relevante para tal consolidação.

      1. Hã? Poemas? Quais Poemas? (Mandei, depois, por e-mail. Foi um lapso…)

        No que leio a respeito dos dois poetas (Sá de Miranda e Sá-Carneiro), acredito que não há possibilidade de estabelecer traços comuns entre eles, uma vez que Miranda tem, como sua fonte de inspiração, a antiguidade clássica. Portanto, este autor é tipicamente renascentista e dedica-se à poesia amorosa. (Este tropo pode ser encontrado na poética de Sá-Carneiro também, em certa medida!) Além disso, sua obra é toda voltada para a crítica à sociedade, sobretudo à Corte. (Outro tropo também encontrado em outros poetas…) Retrata os campos e a preocupação exagerada com o luxo das pessoas, propondo uma vida sadia junto à natureza e a simplicidade.

        Já Sá-Carneiro, inicialmente, revela influência de várias correntes literárias, mas, posteriormente, viria a aderir ao Romantismo (???… Discutível…) como sendo sua principal corrente de pensamento, a qual expressa na literatura, as meditações dos poetas a respeito da realidade social e política vivida no século XIX. Este escritor possui um intenso sentimento de abandono, solidão, frustração, uma estranheza em relação a sua adequação ao meio. (Este argumento coloca em xeque a sua afirmação anterior, sem excluí-la!) Com isso, Sá-Carneiro traduz todos estes sentimentos tristes, numa poesia em que surge a imagem de um imprestável, de um incapaz de viver o que sonhara, isto é, ele se autorretrata de forma a expor o seu desejo de autodestruição. (Bom!)

        Na MINHA opinião, a consolidação da Literatura Portuguesa deu-se com a incorporação dos princípios estéticos de todas as correntes literárias. Sendo assim, cada forma de exprimir o pensamento no estilo de qualquer um dos autores aqui em estudo, foi igualmente relevante para tal consolidação. (Isso mesmo!)

  2. Sim, através dos dois poemas e dos textos relacionados a seus autores é possível identificar uma característica em comum: a temática do desconforto, do desalinho, da contradição, do eu que nunca se satisfaz consigo mesmo, que vive em combate consigo e não se reconhece. E podemos observar isso claramente nos títulos dos dois poemas: “Comigo me desavim” e “O Outro” de Sá de Miranda e Mário Sá-Carneiro, respectivamente. E podemos, ir um pouco até mais além: é plausível que os dois se tratem da temática da saudade, da saudade de estar em si, de estar confortável no que se é. A temática subjetiva também é um ponto em comum entre eles.
    Além de estabelecer uma relação entre os dois poemas, podemos também estabelecer através dos texto pontos comuns aos dois poetas, porém há uma ressalva: Sá de Miranda somente irá se relacionar com Mário Sá-Carneiro na primeira fase. Tanto Sá de Miranda quanto Mário Sá-Carneiro possuem em si um estranhamento entre razão e vontade, seja por cultivar “exclusivamente a poesia amorosa em volta dos temas petrarquianos então em voga” como no caso do primeiro autor, seja por ser “dono duma insólita hipersensibilidade, aguçada ao extremo do delírio e da loucura, mas destituído de qualquer faculdade equilibradora ou orientadora, como o bom senso ou a Razão” como no caso do segundo autor. Outro ponto a ser mencionado é o fato de ambos devido a estranheza e tensão que sentem em um mundo contraditório, terem tido por consequência o sentimento de melancolia que se acentua ao decorrer do tempo. E mais outro a ser mencionado é o alto teor metáfisico , simbólico empregado em seus poemas, apesar de Mário Sá-Carneiro estar cronologicamente separado de Sá de Miranda.
    Por fim, para mim os dois autores contribuem para a consolidação da Literatura Portuguesa, cada qual a seu estilo, seja incorporando e consolidando os valores de sua época, seja introduzindo novos materiais literários, dialogando com outras culturas; ou seja criticando a sociedade na qual viveram.

    1. Sim, através dos dois poemas e dos textos relacionados a seus autores, é possível identificar uma característica em comum: a temática do desconforto, do desalinho, da contradição, do eu que nunca se satisfaz consigo mesmo, que vive em combate consigo e não se reconhece. (Bom!) E podemos observar isso claramente nos títulos dos dois poemas: “Comigo me desavim” e “O Outro”, de Sá de Miranda e Mário Sá-Carneiro, respectivamente. E podemos ir um pouco até mais além: é plausível que os dois tratem da temática da saudade, da saudade de estar em si, de estar confortável no que se é. (Bom!) A temática subjetiva também é um ponto em comum entre eles.
      Além de estabelecer uma relação entre os dois poemas, podemos também estabelecer, através dos textos, pontos comuns aos dois poetas, porém há uma ressalva: Sá de Miranda somente irá se relacionar com Mário Sá-Carneiro na primeira fase. (Como você chegou a esta conclusão?) Tanto Sá de Miranda, quanto Mário Sá-Carneiro possuem em si um estranhamento entre razão e vontade, seja por cultivar “exclusivamente a poesia amorosa em volta dos temas petrarquianos então em voga”, como no caso do primeiro autor; seja por ser “dono duma insólita hipersensibilidade, aguçada ao extremo do delírio e da loucura, mas destituído de qualquer faculdade equilibradora ou orientadora, como o bom senso ou a Razão”, como no caso do segundo autor. Outro ponto a ser mencionado é o fato de ambos devido à estranheza e à tensão que sentem em um mundo contraditório, terem tido, por consequência, o sentimento de melancolia que se acentua no decorrer do tempo. E mais outro a ser mencionado é o alto teor metáfisico, simbólico, empregado em seus poemas, apesar de Mário Sá-Carneiro estar cronologicamente separado de Sá de Miranda.
      Por fim, para mim, os dois autores contribuem para a consolidação da Literatura Portuguesa, cada qual com seu estilo, seja incorporando e consolidando os valores de sua época, seja introduzindo novos materiais literários, dialogando com outras culturas; ou seja, criticando a sociedade na qual viveram.

  3. Os dois poemas retratam um eulirico insatisfeito com sua existência, ou com sua postura diante da vida, os dois se mostram amargurados e infelizes. Assim como os autores dos referidos poemas, ambos desfrutam de uma hipersensibilidade e em alguns momentos de suas biografias amargurados. Podemos dizer que os poemas de alguma forma são autobiográficos.

    1. Os dois poemas retratam um eu lírico insatisfeito com sua existência, ou com sua postura diante da vida. Os dois se mostram amargurados e infelizes. Os autores dos referidos poemas desfrutam de uma hipersensibilidade e, em alguns momentos de suas biografias, amargurados. (Afirmação de difícil sustentação: os trechos não “esgotam”as referidas biografias!) Podemos dizer que os poemas de alguma forma são autobiográficos. (Como assim? Baseada em quê você pode afirmar isso?)

  4. Apesar da distância cronológica, bem como os diferentes movimentos literários, Sá de Miranda e Mário de Sá-Carneiro trabalham com o mesmo tema em seus poemas “Comigo me desavim” de Sá de Miranda e “O Outro” de Sá-Carneiro. Nesses poemas, o tema abarca o estranhamento de si mesmo, um sujeito que não consegue se entender ou se identificar e se posicionar no mundo. Tudo é estranho para ele, inclusive ele mesmo. Apesar da semelhança temática nesses poemas, não há muitos traços em comum entre os dois autores, já que Sá de Miranda era do período do Classicismo e Mário de Sá-Carneiro era da vanguarda do Modernismo. Entretanto, Mário de Sá-Carneiro às vezes utilizava versos alexandrinos e decassílabos, remetendo ao estilo clássico.
    Em minha opinião, Sá de Miranda contribuiu com a riqueza literária e estilística de Portugal principalmente ao introduzir o verso decassílabo e ele foi um dos maiores expoentes clássicos do país. Mário de Sá-Carneiro também foi muito importante para a literatura portuguesa; pertenceu à Geração d”Orpheu, grupo de escritores responsáveis pela introdução e estabelecimento do Modernismo, além desse grupo manter características de alguns movimentos anteriores e tornar famosos os melhores artistas e escritores, provocaram com isso uma difusão cultural e literária em Portugal.

    1. Apesar da distância cronológica, bem como os diferentes movimentos literários, Sá de Miranda e Mário de Sá-Carneiro trabalham com o mesmo tema em seus poemas “Comigo me desavim”, de Sá de Miranda e “O Outro”, de Sá-Carneiro. Nesses poemas, o tema abarcado é o do estranhamento de si mesmo, um sujeito que não consegue se entender ou se identificar e se posicionar no mundo. Tudo é estranho para ele, inclusive ele mesmo. Apesar da semelhança temática nesses poemas, não há muitos traços em comum entre os dois autores, já que Sá de Miranda era do período do Classicismo e Mário de Sá-Carneiro era da vanguarda do Modernismo. Entretanto, Mário de Sá-Carneiro, às vezes, utilizava versos alexandrinos e decassílabos, remetendo ao estilo clássico.
      Em minha opinião, Sá de Miranda contribuiu com a riqueza literária e estilística de Portugal principalmente ao introduzir o verso decassílabo e ele foi um dos maiores expoentes clássicos do país. Mário de Sá-Carneiro também foi muito importante para a Literatura Portuguesa; pertenceu à Geração dOrpheu, grupo de escritores responsáveis pela introdução e estabelecimento do Modernismo, além desse grupo manter características de alguns movimentos anteriores e tornar famosos os melhores artistas e escritores, provocaram com isso uma difusão cultural e literária em Portugal. (Bom!)

  5. Sim, é possível perceber em comum o desconforto e estranhamento vivido pelo eu lirico em relação a si mesmo e com o mundo. O tom melancólico também aparece em forma de uma saudade que nunca foi vivida por ele, porém ela é muito esperada.
    Não vejo relação entre os autores pois eles pertence a diferentes estilos. Sá de Miranda no Classicismo e Mário de Sá-Carneiro na Vanguarda.
    Na minha opinião ambos foram importantes na consolidação da Literatura Portuguesa, pois Sá de Miranda introduziu o verso decassílabo, na construção dos poemas e Mário de Sá-Carneiro foi um dos pioneiro da era Modernista, assim ambos ajudaram a enriquecer a Literatura nos decorrer dos tempos pois, cada um tem um estilo diferente mostrando as múltiplas facetas da Literatura.

    1. Sim, é possível perceber em comum o desconforto e estranhamento vivido pelo eu lírico em relação a si mesmo e com o mundo. O tom melancólico também aparece em forma de uma saudade que nunca foi vivida por ele, porém ela é muito esperada.
      Não vejo relação entre os autores pois eles pertencem a diferentes estilos. Sá de Miranda, no Classicismo e Mário de Sá-Carneiro, na Vanguarda.
      Na minha opinião, ambos foram importantes na consolidação da Literatura Portuguesa, pois Sá de Miranda introduziu o verso decassílabo, na construção dos poemas e Mário de Sá-Carneiro foi um dos pioneiro da era Modernista. Assim, ambos ajudaram a enriquecer a Literatura no decorrer dos tempos, pois cada um tem um estilo diferente mostrando as múltiplas facetas da Literatura. (Argumento um tanto superficial e generalizante…)

  6. Sim, nos dois poemas é possivel notar semelhanças, é constante nos dois poemas uma dor “Nao posso viver comigo/ Nem posso fugir de mim”. Os poemas mostram um eu-lirico perdido, deprimido e de mal com a vida, consigo mesmo e com o mundo. “Eu não sou eu nem sou o outro/ Sou qualquer coisa de intermédio.”

    “Os seus versos testemunham um espírito torturado e tenso; já então os repassa uma melancolia muito sentida, que se acentuará posteriormente; e já por vezes se nota a expressão condensada, elíptica, que é uma das grandes dificuldades, mas também um dos interesses do seu estilo conciso, em que as palavras parecem faltar para cingir a intensidade ou a largueza do pensamento.” Sá de Miranda

    “…o poeta ganha muito cedo a angustiante sensação de ser estranho à vida, e de esta lhe ser igual e totalmente estranha. O sentimento de estranheza gera-lhe outro: o de inadaptado ao mundo, ou melhor, egocêntrico, vaidoso, mealomaco, sente que o mundo é que não se me adapta e o repete mo a uma incomoda presença. Em consequência, retrai-se para dentro de si…”
    Mario de Sá Carneiro

    Ambos utilizam uma linguagem melancólica e não sei se posso dizer mas depressiva.

    Para mim ambos colaboraram para a consolidação da literatura Portuguesa no seu tempo, pois a literatura foi se constituindo com pensamentos diversos e explessões diversas da arte, mesmo que seja como uma forma de critica a sociedade.

    1. Sim, nos dois poemas é possivel notar semelhanças, é constante nos dois poemas uma dor: “Nao posso viver comigo/Nem posso fugir de mim”. Os poemas mostram um eu-lírico perdido, deprimido e de mal com a vida, consigo mesmo e com o mundo. “Eu não sou eu nem sou o outro/Sou qualquer coisa de intermédio.”

      “Os seus versos testemunham um espírito torturado e tenso; já então os repassa uma melancolia muito sentida, que se acentuará posteriormente; e já por vezes se nota a expressão condensada, elíptica, que é uma das grandes dificuldades, mas também um dos interesses do seu estilo conciso, em que as palavras parecem faltar para cingir a intensidade ou a largueza do pensamento.” Sá de Miranda

      “…o poeta ganha muito cedo a angustiante sensação de ser estranho à vida, e de esta lhe ser igual e totalmente estranha. O sentimento de estranheza gera-lhe outro: o de inadaptado ao mundo, ou melhor, egocêntrico, vaidoso, mealomaco, sente que o mundo é que não se me adapta e o repete mo a uma incomoda presença. Em consequência, retrai-se para dentro de si…”
      Mario de Sá Carneiro

      Ambos utilizam uma linguagem melancólica e não sei se posso dizer, mas, depressiva. (Penso que no caso de Sá-Carneiro, procede, já em Sá de Miranda, penso que não chegaria a tanto…)

      Para mim, ambos colaboraram para a consolidação da Literatura Portuguesa no seu tempo, pois a literatura foi se constituindo com pensamentos diversos e expressões diversas da arte, mesmo que seja como uma forma de crítica à sociedade.

  7. Pela separação temporal e histórica corrente entre os dois autores, é possível apenas correlacionar suas obras mediantes as características de suas literaturas e o impacto que causaram.Os poemas possuem sim uma temática semelhante, no que diz respeito à fugacidade, dualidade e a latente angústia e confusão do ser, como podemos observar nos trechos: “Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio” e “Não posso viver comigo Nem posso fugir de mim.” Sá-Carneiro e Sá de Miranda, respectivamente. Acrescentaria ainda a Miranda o aspecto linguístico denso e crítico.

    Estas características citadas podem sim ser atribuídas a ambos os autores, com uma diferença a critica do Eu e critica do mundo. Sá-Carneiro toma sua temática literária com cunho de conflitos existências e insegurança, completamente introspectivo e voltado ao “eu” representado. Já Sá de Miranda tem sua crítica voltada á um aspecto moralizador mais aberto e abrangente do que apenas um único interior representado.
    Sim, é possível relacionar traços de semelhanças entre estes dois autores, no que diz respeito à característica crítica de suas literaturas e importância que ambos tiveram para consolidação da literatura portuguesa da época. Sá de Miranda e sua Importância para o contexto de vida português, um gosto poético mais refinado e uma nova conceituação artística no século XV/XVI. Já Sá-Carneiro pelo seu expoente ficcional contista modernista no século XIX/XX.Concluindo, suas obras tiveram repercussão no que se pode dizer a respeito da mudança do contexto literário português (Classicismo e Modernismo) e seus devidos acréscimos aos gêneros.

    1. Pela separação temporal e histórica corrente entre os dois autores, é possível apenas correlacionar suas obras mediante as características de suas literaturas e o impacto que causaram. (Este já não é um argumento consistente e plausível?!) Os poemas possuem sim uma temática semelhante, no que diz respeito à fugacidade (Do quê?), dualidade e a latente angústia e confusão do ser, como podemos observar nos trechos: “Eu não sou eu nem sou o outro/Sou qualquer coisa de intermédio” e “Não posso viver comigo/Nem posso fugir de mim.” Sá-Carneiro e Sá de Miranda, respectivamente. Acrescentaria ainda a Miranda o aspecto linguístico denso e crítico. (Como assim? Poderia ter explicitado melhor!)

      As características citadas podem sim ser atribuídas a ambos os autores, com uma diferença: a crítica do Eu e crítica do mundo. Sá-Carneiro toma sua temática literária com cunho de conflitos existências e insegurança, completamente introspectivo e voltado ao “eu” representado. (Redação confusa…) Já Sá de Miranda tem sua crítica voltada a um aspecto moralizador mais aberto e abrangente do que apenas um único interior representado. (Não entendi, sua redação, aqui, é vaga…)
      Sim, é possível relacionar traços de semelhanças entre estes dois autores, no que diz respeito à característica crítica de suas literaturas e importância que ambos tiveram para consolidação da Literatura Portuguesa da época. (Qual?) Sá de Miranda e sua importância para o contexto de vida português, um gosto poético mais refinado e uma nova conceituação artística no século XV/XVI. (Só se aplica a Sá de Miranda?) Já Sá-Carneiro pelo seu expoente ficcional contista modernista no século XIX/XX. Concluindo, suas obras tiveram repercussão no que se pode dizer a respeito da mudança do contexto literário português (Classicismo e Modernismo) e seus devidos acréscimos aos gêneros. (De novo, redação vaga que faz perder o “sentido” do argumento!)

  8. sim, pois nos poemas e na própria introdução dos autores deixa claro uma semelhança na escrita e na forma de pensamento, o desconforto da própria identidade o que lhes causam essa melancolia, os dois poetas na minha opinião contribuiram para a consolidação da literatura Portuguesa em estilos diferentes sendo um na estilica introduzindo novas formas da escrita poetica de seu tempo e o outro sendo Mário de Sá-Carneiro um dos poetas que faz parte da literatura modernista.

    1. Sim, pois nos poemas e na própria introdução dos autores (???) deixa (Quem? Cadê o sujeito deste verbo?) claro uma semelhança entre a escrita e a forma de pensamento (De quem?), o desconforto da própria identidade o que lhes (O sujeito era singular e, de repente, não mais que de repente, ficou plural…?!)causam essa melancolia. Os dois poetas, na minha opinião, contribuíram para a consolidação da Literatura Portuguesa em estilos diferentes sendo um na estilística introduzindo novas formas da escrita poetica de seu tempo e o outro sendo Mário de Sá-Carneiro um dos poetas que fazem parte da literatura modernista. (Este último período não faz sentido algum!)

  9. Entre os poemas “Comigo me desavim” de Sá de Miranda e “O outro” de Mário de Sá Carneiro, percebemos como características comuns o estranhamento e desconhecimento de si mesmo, a vontade de ser diferente do que se é e o conflito interno pela insatisfação consigo mesmo.

    É possível estabelecer traços comuns entre Sá de Miranda e Mário Sá-Carneiro apesar de os dois estarem cronologicamente separados. A semelhança encontrada é o sentimento de melancolia que podemos observar em ambos os poemas acima citados.

    As contribuições feitas por esses autores para a consolidação da Literatura Portuguesa foram as criações de novos materialismos literários, no caso de Sá de Miranda, a introdução do verso decassílabo, e no caso de Mário Sá-Carneiro, o pioneirismo Modernista.

    1. Entre os poemas “Comigo me desavim”, de Sá de Miranda e “O outro”, de Mário de Sá-Carneiro, percebemos como características comuns o estranhamento e desconhecimento de si mesmo, a vontade de ser diferente do que se é e o conflito interno pela insatisfação consigo mesmo.

      É possível estabelecer traços comuns entre Sá de Miranda e Mário Sá-Carneiro apesar de os dois estarem cronologicamente separados. A semelhança encontrada é o sentimento de melancolia que podemos observar em ambos os poemas acima citados. (Só?)

      As contribuições feitas por esses autores para a consolidação da Literatura Portuguesa foram as criações de novos materialismos literários (O que, exatamente, significa isso?), no caso de Sá de Miranda, a introdução do verso decassílabo, e no caso de Mário Sá-Carneiro, o pioneirismo Modernista. (Um tanto generalizante e superficial!)

  10. Sim, os dois poemas tem semelhanças, pois falam dos conflitos internos e da insatisfação que o eu lirico sente por si mesmo. A semelhança entre os estilos dos dois poetas pode ser estabelecida pelo tema, mesmo cronologicamente sendo distantes, ambos tratam da melancolia como assunto central dos poemas. Mário Sá-Carneiro contribuiu para a literatura sendo o pioneirista moderno e Sá de Miranda foi a criação de novos materialismos literários.

    1. Sim, os dois poemas têm semelhanças, pois falam dos conflitos internos e da insatisfação que o eu lírico sente por si mesmo. A semelhança entre os estilos dos dois poetas pode ser estabelecida pelo tema, mesmo sendo cronologicamente distantes, ambos tratam da melancolia como assunto central dos poemas. Mário Sá-Carneiro contribuiu para a literatura sendo o pioneirista (???) moderno e Sá de Miranda foi a criação de novos materialismos (???) literários. (Resposta por demais curta e generalizante, apesar de coerente)

  11. Os dois poemas revelam um conflito existencial interior do eu lírico. Aí reside a semelhança.
    A não ser por uma tendência à melancolia e ao desassossego frente ao mundo (bem mais acentuados em Mário Sá), os dois nada tem em comum, tanto em personalidade quanto em produção literária.
    A contribuição de ambos para a consolidação da Literatura Portuguesa foi mínima, se comparados a Camões, Garret, Herculano, Eça, Fernando Pessoa… Ou seja, a Literatura Portuguesa se consolidaria com ou sem eles.

  12. Somente agora percebi que meu comentário não foi postado no dia que enviei. Não se perdeu nada, literariamente falando, mas estou reenviando:

    Ambos os poemas revelam o conflito existencial interno do eu- lírico. Aí reside a única semelhança por mim detectada.
    A não ser por uma tendência à melancolia e ao desacerto frente ao mundo (caractrísticas mais acentuadas em Mário de Sá), os poetas pouco se assemelham, tanto em estilo quanto em personalidade.
    A contribuição de ambos para a consolidação da Literatura Portuguesa foi mínima, se comparados a Camões, Garret, Herculano, Eça, Pessoa… Ou seja, a Literatura Portuguesa se consolidaria com ou sem a participação dos dois escritores. O que não lhes tira o mérito devido. É somente minha reles opinião.

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