Para LET874 – 6

Fernando Pessoa

[Carta a Adolfo Casais Monteiro – 20 Jan. 1935]

[Carta a Adolfo Casais Monteiro – 20 Jan. 1935]

Caixa Postal 147

Lisboa, 20 de Janeiro de 1935.

Meu querido Camarada:

Muito obrigado pela sua carta. Ainda bem que consegui dizer alguma coisa que deveras interessasse. Cheguei a duvidar de que o fizesse, pela maneira precipitada e corrente como lhe escrevi, ao sabor da conversa mental que estava tendo consigo.

Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.

Quanto ao seu estudo a meu respeito, que desde já, por o que é de honroso, muito lhe agradeço: deixe-o para depois de eu publicar o livro grande em que congregue a vasta extensão autónima do Fernando Pessoa. Salvo qualquer complicação imprevista, deverei ter esse livro feito e impresso em Outubro deste ano. E então V. terá os dados suficientes: esse livro, a faceta subsidiária representada pela «Mensagem», e o bastante, já publicado, dos heterónimos. Com isto já o Casais Monteiro poderá ter uma «impressão de conjunto», supondo que em mim haja qualquer coisa tão contornada como um conjunto.

Em tudo isto, reporto-me simplesmente a poesia, não sou porém limitado a esse sorriso das letras. Mas, quanto a prosa, já me conhece, e o que há publicado é o bastante. Até à data, que indico como provável para o aparecimento do livro maior, devem estar publicados o Banqueiro Anarquista (em nova forma e redacção), uma novela policiária (que estou escrevendo e não é aquela a que me referi na carta anterior) e mais um ou outro escrito que as circunstâncias possam evocar.

É extraordinariamente bem feita a sua observação sobre a ausência que há em mim do que possa legitimamente chamar-se uma evolução qualquer. Há poemas meus, escritos aos vinte anos, que são iguais em valia — tanto quanto posso apreciar — aos que escrevo hoje. Não escrevo melhor do que então, salvo quanto ao conhecimento da língua portuguesa — caso cultural e não poético. Escrevo diferentemente. Talvez a solução do caso esteja no seguinte.

O que sou essencialmente — por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja — é dramaturgo. O fenómeno da minha despersonalização instintiva a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterónimos, conduz naturalmente a essa definição. Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como cornparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.

Creio ter dado, nestas palavras apressadas, qualquer vislumbre de uma ideia nítida do em que concordo com, e aceito, o seu critério de que em mim não tem havido propriamente evolução.

Refiro-me, agora, ao caso da publicação de livros meus num futuro próximo. Não há razão para se preocupar com dificuldades nesse sentido. Se quiser realmente publicar o Caeiro, o Ricardo Reis e o Álvaro de Campos, posso fazê-lo imediatamente. Sucede, porém, que receio a nenhuma venda de livros desse género e tipo. A hesitação está só aí. Quanto ao livro grande de versos, esse, como qualquer outro, tem desde já a publicação garantida. Se penso mais nesse do que noutro, é que acho mais vantagem mental na publicação dele, e, apesar de tudo, menos risco de inêxito na sua edição.

Quanto à publicação do Banqueiro Anarquista em inglês, também aí não haverá, creio eu, mas por outras razões, dificuldade notável. Se na obra houver capacidade de interesse para o mercado inglês, o agente literário a quem eu a enviar, a colocará mais tarde ou mais cedo. Não será preciso recorrer ao apoio do Richard Aldington, cuja indicação todavia, muito lhe agradeço. Os agentes literários (respondo agora à sua pergunta sobre o que são) são indivíduos, ou firmas, que colocam os livros ou escritos dos autores junto de editores ou directores de jornais, que eles, melhor que os autores, avaliam quais devem ser, mediante uma comissão, em geral de dez por cento. Neste ponto, sei o que hei-de fazer e a quem me hei-de dirigir — coisa rara, aliás, em mim, um qualquer circunstância prática da vida.

Abraça-o o camarada amigo e admirador

Fernando Pessoa

A carta acima é mais que importante para oe studo da obra de Fernando Pessoa e a compreensão de importante “passo” da História da Literatura Portuguesa.

1. Que ideias expressas pelo poeta podem apontar para uma relação direta de sua poesia com o Modernismo português?  Justifique.

2. Que trecho da carta pode ser exemplificar o posicionamento do poeta em relação ao contexto da Literatura Portuguesa no início do século 20? Justifique.

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27 comentários sobre “Para LET874 – 6

  1. 1) A carta escrita por Fernando Pessoa não tem uma métrica ou organização já disposta, isso pode ser percebido logo no começo “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.” Ele também se refere a novela, que foi uma característica modernista. Outro ponto que tem características Modernista é o fato do autor sempre tentar ser multicultural, como na passagem “O que sou essencialmente — por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja — é dramaturgo., A busca sempre pela evolução intelectual.
    2) O trecho a seguir retrata características da Literatura Portuguesa do século 20, em que se caracterizava a saudade, e a nostalgia : Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como cornparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.

    1. A carta escrita por Fernando Pessoa não tem uma métrica ou organização já disposta (O que significa isso?), isso pode ser percebido logo no começo “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.” Ele também se refere à novela, que foi uma característica modernista. (A novela é “característica modernista”? Como assim?) Outro ponto que tem características modernistas é o fato do autor sempre tentar ser multicultural, como na passagem “O que sou essencialmente — por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja — é dramaturgo.” A busca sempre pela evolução intelectual. (???)
      2) O trecho a seguir retrata características da Literatura Portuguesa do século 20, em que se caracterizava a saudade, e a nostalgia : Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.

  2. 1- De acordo com a leitura da carta de Fernando Pessoa acima vista, podemos observar que se encontra nela presente indícios de uma relação direta de sua poesia com o Modernismo português. Como primeiro indício a ser ressaltado, podemos observar o trecho em que ele menciona: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.” A sua relação com o Modernismo português consiste no fato da estética que o Modernismo privilegiava: a estética de versos de rimas livres, sem a presença de métrica, de moldes; e ao relacionarmos essa estética a esse trecho de Pessoa, podemos sim encontrar tal indício presente na falta de método, o que seria justificado pela métrica irregular e na falta de arrumação que poderia ser vista a partir do ponto de vista da falta das rimas alternadas.
    Pode-se, de certo modo, também considerar o trecho: ” E então V. terá os dados suficientes: esse livro, a faceta subsidiária representada pela «Mensagem», e o bastante, já publicado, dos heterónimos. Com isto já o Casais Monteiro poderá ter uma «impressão de conjunto», supondo que em mim haja qualquer coisa tão contornada como um conjunto.”, como um indício da relação da poesia de Pessoa com o Modernismo, pelo fato de o Modernismo ser um estilo que é um produto de mudanças, portanto sem um contorno bem definido, não possuindo então uma imagem inteiramente homogênea em qualquer uma das composições e esse traço, pode ser observado nas poesias modernistas, que são poesias que podem conter traço distintos que fazem porém, um conjunto.
    O seguinte trecho também pode ser visto como indício: “Até à data, que indico como provável para o aparecimento do livro maior, devem estar publicados o Banqueiro Anarquista (em nova forma e redacção), uma novela policiária (que estou escrevendo e não é aquela a que me referi na carta anterior) e mais um ou outro escrito que as circunstâncias possam evocar.”. Pode-se inferir que ao dizer de uma publicação que estaria em nova forma e redacçao e que poderia publicar um outro escrito que as circunstâncias poderiam evocar, Pessoa dialoga com a questão da presença do cotidiano na temática Modernista representado pelas circunstâncias e com a parte de uma liberdade de intervenção na obra e transformá-la, representado pela publicação em novos formatos.

    2- “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”
    Creio que é nesse trecho da carta de Fernando Pessoa que se exemplifica o pensamento dele acerca do contexto da Literatura Portuguesa no século XX, uma vez que pode-se inferir por parte de Pessoa o pensamento de que a Literatura Portuguesa pouco evoluiu durante todo esse tempo, o que houve foram mudanças de personalidade (estilos), estilos esses que trouxeram grandes enriquecimentos nas composições e na estética portuguesa. Por isso a comparação com uma viagem, talvez possível alusão a viagem de Camões, e não com uma evolução de fato. E o fato de Pessoa finallizar o trecho dizendo que se trata não de uma evolução e sim de um envelhecimento, corrobora pra que pensemos em tal alusão a Literatura Portuguesa, até aqui sintetizada por Camões, por assim dizer.

    1. 1- De acordo com a leitura da carta de Fernando Pessoa acima vista, podemos observar que se encontram nela presentes indícios de uma relação direta de sua poesia com o Modernismo português. Como primeiro indício a ser ressaltado, podemos observar o trecho em que ele menciona: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.” A sua relação com o Modernismo português consiste no fato da estética que o Modernismo privilegiava: a estética de versos de rimas livres, sem a presença de métrica, de moldes; e ao relacionarmos essa estética a esse trecho de Pessoa, podemos sim encontrar tal indício presente na falta de método, o que seria justificado pela métrica irregular e na falta de arrumação que poderia ser vista a partir do ponto de vista da falta das rimas alternadas.
      Pode-se, de certo modo, também considerar o trecho: “E então V. terá os dados suficientes: esse livro, a faceta subsidiária representada pela «Mensagem», e o bastante, já publicado, dos heterónimos. Com isto já o Casais Monteiro poderá ter uma «impressão de conjunto», supondo que em mim haja qualquer coisa tão contornada como um conjunto.”, como um indício da relação da poesia de Pessoa com o Modernismo, pelo fato de o Modernismo ser um estilo que é um produto de mudanças, portanto sem um contorno bem definido, não possuindo então uma imagem inteiramente homogênea em qualquer uma das composições e esse traço, pode ser observado nas poesias modernistas, que são poesias que podem conter traço distintos que fazem porém, um conjunto.
      O seguinte trecho também pode ser visto como indício: “Até à data, que indico como provável para o aparecimento do livro maior, devem estar publicados o Banqueiro Anarquista (em nova forma e redacção), uma novela policiária (que estou escrevendo e não é aquela a que me referi na carta anterior) e mais um ou outro escrito que as circunstâncias possam evocar.” Pode-se inferir que, ao dizer de uma publicação que estaria em nova forma e redaçao e que poderia publicar um outro escrito que as circunstâncias poderiam evocar, Pessoa dialoga com a questão da presença do cotidiano na temática Modernista, representada pelas circunstâncias e com a parte de uma liberdade de intervenção na obra e transformá-la, representado pela publicação em novos formatos. (Esta frase final ficou confusa…)

      2- “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”
      Creio que é nesse trecho da carta de Fernando Pessoa que se exemplifica o pensamento dele acerca do contexto da Literatura Portuguesa no século XX, uma vez que se pode inferir por parte de Pessoa o pensamento de que a Literatura Portuguesa pouco evoluiu durante todo esse tempo, o que houve foram mudanças de personalidade (estilos), estilos esses que trouxeram grandes enriquecimentos nas composições e na estética portuguesa. Por isso a comparação com uma viagem, talvez possível alusão a viagem de Camões, e não com uma evolução de fato. E o fato de Pessoa finallizar o trecho dizendo que se trata não de uma evolução e sim de um envelhecimento, corrobora pra que pensemos em tal alusão a Literatura Portuguesa, até aqui sintetizada por Camões, por assim dizer.

  3. 1) Pode-se apontar para uma relação direta de sua poesia com o Modernismo português o fato das rimas serem livres não tendo uma métrica fixa. E além disso o autor, busca por uma evolução do pensamento tentando encontrar uma forma elevada para a sua personalidade.

    2) Na minha opinião o trecho da carta pode ser exemplificar o posicionamento do poeta em relação ao contexto da Literatura Portuguesa no início do século 20 é o seguinte: “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo.”
    Sinto ao ler esse trecho um tom melancólico, pois ele se refere a um tempo que se transformou, e não avançou. O autor parece que esperava um tempo onde tudo fosse mais significativo e renovado, porém o que aconteceu foi uma remodelagem dos moldes antigos.

    1. 1) Pode-se apontar para uma relação direta de sua poesia com o Modernismo português o fato das rimas serem livres não tendo uma métrica fixa. E além disso, o autor busca por uma evolução do pensamento tentando encontrar uma forma elevada para a sua personalidade. (Não seria para a sua poesia?)

      2) Na minha opinião, o trecho da carta que pode ser exemplificar o posicionamento do poeta em relação ao contexto da Literatura Portuguesa no início do século 20 é o seguinte: “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo.”
      Sinto, ao ler esse trecho, um tom melancólico, pois ele se refere a um tempo que se transformou e não avançou. O autor parece que esperava um tempo onde tudo fosse mais significativo e renovado, porém o que aconteceu foi uma remodelagem dos moldes antigos. (“Remodelagem dos moldes” ficou um tanto vago, além de redundante!)

  4. 01) Ao ler a carta de Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro, podemos apontar uma relação direta de sua poesia com o Modernismo Português. No que tange ás características deste movimento e concatenando-as ás relações de tal movimento com a poesia de Pessoa, podemos apontar o trecho da carta de Pessoa, em que ele afirma: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.”

    Este trecho, faz-nos remeter ao Modernismo Português, através da noção de versos livres, de rejeição das normas estéticas consagradas.
    Além disso, no que se refere a uma das características deste movimento, verifica-se a presença do “espírito revolucionário” nesta afirmação de Pessoa:
    “Vou mudando de personalidade […] enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, […]”, o qual transmite-nos a ideia de inovação na poesia moderna portuguesa, através de seus heterônimos, os quais, a meu ver, foram criados para expressar a personalidade complexa e multifacetada de Fernando Pessoa, de maneira que cada heterônimo deste autor retratava determinadas características do seu eu – poético.

    Ainda, podemos destacar outra característica modernista portuguesa – a simplicidade, como se verifica em: “Creio ter dado, nestas palavras apressadas […].”.

    02) “O fenômeno da minha despersonalização instintiva a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterônimos, conduz naturalmente a essa definição. Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”

    Acredito que este trecho se relaciona ao posicionamento do poeta em relação ao contexto da Literatura portuguesa do século 20, uma vez que, a meu ver, tal trecho traduz uma certa mudança no contexto da literatura portuguesa, apesar de o autor afirmar que não evolui, mas, ainda assim, o poeta afirma que vai mudando de personalidade e enriquecendo na capacidade de criar personalidades novas. Podemos, então, perceber que ele e apenas ele é quem cria estes heterônimos. Neste sentido, poderíamos afirmar que esta – a criação de heterônimos em poemas – seria uma inovação para a Literatura Portuguesa do século XX.

    1. 01) Ao lermos a carta de Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro, podemos apontar uma relação direta de sua poesia com o Modernismo Português. No que tange às características deste movimento e concatenando-as às relações de tal movimento com a poesia de Pessoa, podemos apontar o trecho da carta de Pessoa, em que ele afirma: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.”

      Este trecho, faz-nos remeter ao Modernismo Português, através da noção de versos livres, de rejeição das normas estéticas consagradas. Além disso, no que se refere a uma das características deste movimento, verifica-se a presença do “espírito revolucionário” nesta afirmação de Pessoa:
      “Vou mudando de personalidade […] enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, […]”, o qual transmite-nos a ideia de inovação na poesia moderna portuguesa, através de seus heterônimos, os quais, a meu ver, foram criados para expressar a personalidade complexa e multifacetada de Fernando Pessoa, de maneira que cada heterônimo deste autor retrata determinadas características do seu eu poético.

      Ainda, podemos destacar outra característica modernista portuguesa – a simplicidade, como se verifica em: “Creio ter dado, nestas palavras apressadas […].”.

      02) “O fenômeno da minha despersonalização instintiva a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterônimos, conduz naturalmente a essa definição. Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”

      Acredito que este trecho se relaciona ao posicionamento do poeta em relação ao contexto da Literatura Portuguesa do século 20, uma vez que, a meu ver, tal trecho traduz uma certa mudança no contexto da Literatura Portuguesa , apesar de o autor afirmar que não evolui, mas, ainda assim, o poeta afirma que vai mudando de personalidade e enriquecendo na capacidade de criar personalidades novas. Podemos, então, perceber que ele e apenas ele é quem cria estes heterônimos. Neste sentido, poderíamos afirmar que esta – a criação de heterônimos em poemas – seria uma inovação para a Literatura Portuguesa do século XX. (Interessante!)

  5. 1) “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida.”

    Podemos notar a proximidade da poesia de Fernando Pessoa com o Modernismo Português a partir da estética das rimas livres e da métrica solta, e do o rompimento com a tradição da Literatura Portuguesa do culto à forma, como também, o assumir de uma nova postura de supressão do eruditismo poético, privilegiando a liberdade do verso e a profundidade do pensamento (postura crítica e questionadora).

    2) “Por isso dei essa marcha em mim como cornparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”

    Pessoa se aproxima do contexto da Literatura Portuguesa do século XX, pela postura crítica e inteligente como aborda e reflete sua própria jornada de poeta. Não aponta, evolução, melhora, aperfeiçoamento, evita hierarquizações. Propõe ter seguido um caminho, entre outros possíveis, Assim como a Literatura Portuguesa: poderia ter dado continuado ao legado dos séculos anteriores, poderia ter mesclado o compasso da modernidade com as velhas normas estéticas, mas simplesmente escolheu um outro caminho. Não o de total rompimento, mas o de significativa mudança e para Pessoa assim como para a Literatura, tais mudanças não implicam em variação qualitativa da produção literária de um determinado período, mas, tão somente, a alteração de traços e características. E segundo um professor de literatura da UFOP: “o traço é um traço, Apenas.”

    1. 1) “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida.”

      Podemos notar a proximidade da poesia de Fernando Pessoa com o Modernismo Português a partir da estética das rimas dos versos livres e da métrica solta, e do o rompimento com a tradição da Literatura Portuguesa do culto à forma, como também, o assumir de uma nova postura de supressão do eruditismo poético, privilegiando a liberdade do verso e a profundidade do pensamento (postura crítica e questionadora).

      2) “Por isso dei essa marcha em mim como cornparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”

      Pessoa se aproxima do contexto da Literatura Portuguesa do século XX, pela postura crítica e inteligente como aborda e reflete sua própria jornada de poeta. Não aponta, evolução, melhora, aperfeiçoamento, evita hierarquizações. Propõe ter seguido um caminho, entre outros possíveis. Assim como a Literatura Portuguesa poderia ter dado continuado ao legado dos séculos anteriores, poderia ter mesclado o compasso da modernidade com as velhas normas estéticas, mas simplesmente escolheu um outro caminho. Não o de total rompimento, mas o de significativa mudança e para Pessoa assim como para a Literatura, tais mudanças não implicam em variação qualitativa da produção literária de um determinado período, mas, tão somente, a alteração de traços e características. E segundo um professor de literatura da UFOP: “o traço é um traço, apenas.” (Interessante!)

  6. 1. Logo no segundo parágrafo já podemos apontar ideias expressas pelo poeta as quais se encontram relacionadas ao Modernismo português. Destaco-as abaixo:
    “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.”
    Nota-se, claramente, no trecho supramencionado, ideias relacionadas ao Modernismo português como a liberdade de se expressar. O poeta não se guia por nenhuma outra lei, senão a sua própria interioridade e arbítrio, ele é espontâneo ao escrever a carta.
    Ao mencionar a publicação da novela policiária, é possível constatar também, neste trecho, mais uma relação de sua poesia com o Modernismo, já que se trata de um gênero inovador, acredito eu. Além disto, o poeta se mostra todo o tempo, como um ser altamente revolucionário, com novas ideias, cheio de mudanças à vista. A carta de Pessoa possui, em grande parte, relação com o Modernismo.
    2. “… não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como cornparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução,
    O trecho acima citado é o que apresenta o posicionamento do escritor em relação ao contexto da Literatura Portuguesa no início do século 20. De acordo com a leitura que faço da passagem em destaque, percebo que Fernando Pessoa se posiciona de forma a mostrar que, na verdade, não houve uma evolução notável na Literatura Portuguesa ao longo do tempo, mas sim uma modificação no caráter dos artistas, o que abrilhantou ainda mais a literatura em Portugal.

    1. 1. Logo no segundo parágrafo, já podemos apontar ideias expressas pelo poeta as quais se encontram relacionadas ao Modernismo português. Destaco-as abaixo:
      “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.”
      Nota-se, claramente, no trecho supramencionado, ideias relacionadas ao Modernismo português como a liberdade de se expressar. O poeta não se guia por nenhuma outra lei, senão a sua própria interioridade e arbítrio, ele é espontâneo ao escrever a carta.
      Ao mencionar a publicação da novela policiária, é possível constatar também, neste trecho, mais uma relação de sua poesia com o Modernismo, já que se trata de um gênero inovador, acredito eu. Além disto, o poeta se mostra todo o tempo, como um ser altamente revolucionário, com novas ideias, cheio de mudanças à vista. A carta de Pessoa possui, em grande parte, relação com o Modernismo.
      2. “… não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como cornparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução (…).”
      O trecho acima citado é o que apresenta o posicionamento do escritor em relação ao contexto da Literatura Portuguesa no início do século 20. De acordo com a leitura que faço da passagem em destaque, percebo que Fernando Pessoa se posiciona de forma a mostrar que, na verdade, não houve uma evolução notável na Literatura Portuguesa ao longo do tempo, mas sim uma modificação no caráter dos artistas, o que abrilhantou ainda mais a literatura em Portugal.

  7. 01) Expandindo minha visão no que se refere à análise da carta de Fernando Pessoa à Adolfo Casais Monteiro, me induzo a pensar em diversos pontos a se abordar. Antes de mais nada, ao analisar a premissa da pergunta e o documento referencial, me coloco na posição de observador de uma escola literária que se despontava no momento em que a carta fora escrita, ou seja, assim como hoje, dificilmente nos colocaríamos como pensadores da situação literária baseada em tópicos, mas sim, inconscientemente nos induziríamos a um movimento generalizado, impulsionado por um sentimento partilhado pela elite literária da época, portanto, me inclino a pensar que as características observadas fazem mais parte de uma leva que se consolidou como ditadora dos tópicos que caracterizaram o Modernismo Português, e a Literatura Portuguesa do século XX, do que propriamente um fruto das reflexões sobre estes tópicos em si. E inclino também a pensar que muitas outras características poderiam ser observadas se tal escola, assim como várias outras, não se consolidassem baseadas sumamente na observação dos literatos notórios como Fernando Pessoa, sendo isso uma inclinação voltada à própria observância da situação literária atual, onde pode-se citar inúmeras características para defini-la, sendo que na realidade existem tantos literatos e arquétipos, que uma definição clara seria muito mais evidenciada pela busca de um sentimento nacional, o que no caso não pouparia as exceções, apenas evidenciaria um registro baseado na elite.
    E no que se refere à pergunta em si, creio que o que me faz evidenciar as características presentes na carta casual de Pessoa, aludindo ao Modernismo Português, está no trecho: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.”. Evidenciando de fato a falta de métrica, e de versos rimados, o que me faz pensar também que seria algo mais do que natural, se tratando de uma simples carta a um homem que o poeta refere como “camarada”. Existem em outros trechos, em meio ao diálogo, algumas afirmações que corroboram para criar essa conexão com as características que demarcam tal escola, como a simplicidade, expressão em: “Creio ter dado, nestas palavras apressadas […].”. Nas expressões que movem a ideia de liberdade estrutural, nas edições de sua novela policial, e a compilação de textos, também se evidencia uma característica modernista, que é na verdade a questão cotidiana, e as inter-relações com a literatura como um todo. E também a constante mudança e disposição “relativamente” caótica das persolidades e mentalidade poéticas, evidencia a mutatividade do Modernismo, e a sua união sem moldes.

    02) “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”

    Claramente este trecho alude ao que seria mais próximo de uma opinião sobre a Literatura no século XX. É evidente sua contrariedade de posicionamento quanto à afirmativa de evolução literária, mas sim mostra-se adepto à ideia de expansão de fronteiras, de mutação temática e ideológica, e não propriamente uma evolução. Exemplifica isso dando a si mesmo como exemplo. Também dá a entender a questão da maturidade, que cria ainda mais o sentimento de mudança de mentalidade, no trecho onde ele cita o envelhecimento de si, e os reflexos disso em sua poesia. A saudade, nostalgia, e melancolia também corroboram para a afirmativa anterior, coisas como ansiedade e idealismo exasperado são notáveis características de juventude.

    1. 01) Expandindo minha visão no que se refere à análise da carta de Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro, me induzo a pensar em diversos pontos a se abordar. Antes de mais nada, ao analisar a premissa da pergunta e o documento referencial, me coloco na posição de observador de uma escola literária que se despontava no momento em que a carta fora escrita, ou seja, assim como hoje, dificilmente nos colocaríamos como pensadores da situação literária baseada em tópicos, mas sim, inconscientemente nos induziríamos a um movimento generalizado, impulsionado por um sentimento partilhado pela elite literária da época, portanto, me inclino a pensar que as características observadas fazem mais parte de uma leva que se consolidou como ditadora dos tópicos que caracterizaram o Modernismo Português, e a Literatura Portuguesa do século XX, do que propriamente um fruto das reflexões sobre estes tópicos em si. E inclino-me também a pensar que muitas outras características poderiam ser observadas se tal escola, assim como várias outras, não se consolidassem baseadas sumamente na observação dos literatos notórios como Fernando Pessoa, sendo isso uma inclinação voltada à própria observância da situação literária atual, onde pode-se citar inúmeras características para defini-la, sendo que na realidade existem tantos literatos e arquétipos, que uma definição clara seria muito mais evidenciada pela busca de um sentimento nacional, o que no caso não pouparia as exceções, apenas evidenciaria um registro baseado na elite.
      E no que se refere à pergunta em si, creio que o que me faz evidenciar as características presentes na carta casual de Pessoa, aludindo ao Modernismo Português, está no trecho: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.” Evidenciando de fato a falta de métrica e de versos rimados, o que me faz pensar também que seria algo mais do que natural, se tratando de uma simples carta a um homem que o poeta refere como “camarada”. Existem em outros trechos, em meio ao diálogo, algumas afirmações que corroboram para criar essa conexão com as características que demarcam tal escola, como a simplicidade, expressão em: “Creio ter dado, nestas palavras apressadas […].”. Nas expressões que movem a ideia de liberdade estrutural, nas edições de sua novela policial, e a compilação de textos, também se evidencia uma característica modernista, que é na verdade a questão cotidiana, e as inter-relações com a literatura como um todo. E também a constante mudança e disposição “relativamente” caótica das persolidades e mentalidade poéticas, evidencia a mutatividade do Modernismo, e a sua união sem moldes.

      02) “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”

      Claramente, este trecho alude ao que seria mais próximo de uma opinião sobre a Literatura no século XX. É evidente sua contrariedade de posicionamento quanto à afirmativa de evolução literária, mas sim mostra-se adepto à ideia de expansão de fronteiras, de mutação temática e ideológica, e não propriamente uma evolução. Exemplifica isso dando a si mesmo como exemplo. Também dá a entender a questão da maturidade, que cria ainda mais o sentimento de mudança de mentalidade, no trecho onde ele cita o envelhecimento de si, e os reflexos disso em sua poesia. A saudade, nostalgia, e melancolia também corroboram para a afirmativa anterior, coisas como ansiedade e idealismo exasperado são notáveis características de juventude.
      (Muito bom!)

  8. 1) As ideias expressas por Fernando Pessoa na carta escrita para Adolfo Casais Monteiro que podem apontar para uma relação direta de sua poesia com o Modernismo português são as seguintes: i) a ideia de uma estética poética de versos livres, sem regras, com métrica irregular, subentendida no trecho: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder”; ii) a preocupação com a crítica social em suas obras, apresentada por meio do termo “novela policiária”, usado para se referir a uma publicação sua chamada “Banqueiro Anarquista”; iii) a transgressão das convenções, com a possibilidade da criação de heterônimos, fazendo com que Pessoa se considere um dramaturgo.

    2)O posicionamento de Pessoa em relação ao contexto da Literatura Portuguesa no início do século 20 pode ser expresso a partir do seguinte trecho: “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (…) Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”.
    Pessoa faz uma caracterização de si próprio de acordo com características da Literatura Portuguesa do início do século 20. Nessa caracterização percebemos um tom nostálgico e subjetivo, que pode ser relacionado com a Literatura do século 20, assim como, a característica do ser que não evolui, apenas muda de caráter e assim se transforma.

    1. 1) As ideias expressas por Fernando Pessoa na carta escrita para Adolfo Casais Monteiro que podem apontar para uma relação direta de sua poesia com o Modernismo português são as seguintes:
      i) a ideia de uma estética poética de versos livres, sem regras, com métrica irregular, subentendida no trecho: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder”;
      ii) a preocupação com a crítica social em suas obras, apresentada por meio do termo “novela policiária”, usado para se referir a uma publicação sua chamada “Banqueiro Anarquista”;
      iii) a transgressão das convenções, com a possibilidade da criação de heterônimos, fazendo com que Pessoa se considere um dramaturgo.

      2) O posicionamento de Pessoa em relação ao contexto da Literatura Portuguesa no início do século 20 pode ser expresso a partir do seguinte trecho: “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (…) Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”.
      Pessoa faz uma caracterização de si próprio de acordo com características da Literatura Portuguesa do início do século 20. Nessa caracterização percebemos um tom nostálgico e subjetivo, que pode ser relacionado com a Literatura do século 20, assim como, a característica do ser que não evolui, apenas muda de caráter e assim se transforma. (Bom!)

  9. 1- A carta de Fernando pessoa á Adolfo Casais Monteiro, relaciona – se com o modernismo português por obter características como, versos livres de estrofes heterogêneas e de uma linguagem coloquial, próxima da fala. Como vemos nesse trecho: ” Quanto à publicação do Banqueiro Anarquista em inglês, também aí não haverá, creio eu, mas por outras razões, dificuldade notável.”
    Esse tipo de escrita, explicitou a busca da liberdade que Pessoa queria para suas obras, deixando de lado um pouco das métricas poéticas.

    2- O trecho da carta que mostra o posicionamento de Fernando Pessoa é: “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo.Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”
    O poeta se mostra melancólico e nostálgico nesse fragmento da carta. Diz que não há uma evolução, mas um amadurecimento da escrita. Parece querer dizer que não houve grandes modificações da forma de escrever, mas sim, dos poetas/ autores de Portugal, o que destacou ainda mais a literatura portuguesa, pois houve uma renovação nas histórias modernistas dos autores da época.

    1. 1- A carta de Fernando pessoa a Adolfo Casais Monteiro relaciona-se com o Modernismo português por obter (???) características como: versos livres de estrofes heterogêneas (???) e de uma linguagem coloquial, próxima da fala. Como vemos nesse trecho: ” Quanto à publicação do Banqueiro Anarquista em inglês, também aí não haverá, creio eu, mas por outras razões, dificuldade notável.”
      Esse tipo de escrita, explicitou a busca da liberdade que Pessoa queria para suas obras, deixando de lado um pouco das métricas poéticas.

      2- O trecho da carta que mostra o posicionamento de Fernando Pessoa é: “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo.Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”
      O poeta se mostra melancólico e nostálgico nesse fragmento da carta. Diz que não há uma evolução, mas um amadurecimento da escrita. Parece querer dizer que não houve grandes modificações da forma de escrever, mas sim, dos poetas/ autores de Portugal, o que destacou ainda mais a literatura portuguesa, pois houve uma renovação nas histórias modernistas dos autores da época.

  10. Camarada professor, desculpe o atraso, mas fiquei sem internet ontem. Algo difícil de crer, hoje em dia, mas enfim…

    1) O poeta revela algumas características do Modernismo ao se referir à espontaneidade, falta de método e arrumação, e ainda quando diz: “escrevo diferentemente”, cumprindo um dos propósitos dos modernistas: serem diferentes. Assim, como o poeta reconhece, perde-se algumas simplezas e singelezas através de uma “viagem” que não é necessariamente uma evolução.

    2) Talvez possamos considerar a dúvida do autor sobre sua evolução como um posicionamento crítico em relação ao contexto da literatura da época. Mas existe também um posicionamento do autor frente ao contexto mercadológico, embora seja um posicionamento mais de conformidade do que de crítica, pois o poeta demonstra dúvidas em publicar ou não algumas obras, analisando a situação do ponto de vista estritamente em função dos lucros que poderiam advir ou não.

    1. Camarada professor, desculpe o atraso, mas fiquei sem internet ontem. Algo difícil de crer, hoje em dia, mas enfim… (Sem problema)

      1) O poeta revela algumas características do Modernismo ao se referir à espontaneidade, falta de método e arrumação, e ainda quando diz: “escrevo diferentemente”, cumprindo um dos propósitos dos modernistas: serem diferentes. Assim, como o poeta reconhece, perde-se algumas simplezas e singelezas através de uma “viagem” que não é necessariamente uma evolução. (Bom!)

      2) Talvez possamos considerar a dúvida do autor sobre sua evolução como um posicionamento crítico em relação ao contexto da literatura da época. Mas existe também um posicionamento do autor frente ao contexto mercadológico, embora seja um posicionamento mais de conformidade do que de crítica, pois o poeta demonstra dúvidas em publicar ou não algumas obras, analisando a situação do ponto de vista estritamente em função dos lucros que poderiam advir ou não. (Interessante)

  11. 1)”Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida.”
    Neste trecho podemos notar uma relação direta de sua poesia com o Modernismo português, ou seja, a ideia de uma estética poética de versos livres, sem regras, com métrica irregular e de facil compreensão.

    2)”Sendo assim, não evoluo, VIAJO.” “Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo.”
    Nesse trecho pode-se notar o posicionamento do poeta em relação ao contexto da Literatura Portuguesa no início do século 20 onde ele proprio observa uma evolução na escrita e do carater dos artistas.

    1. 1)”Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida.”
      Neste trecho, podemos notar uma relação direta de sua (De quem?) poesia com o Modernismo português, ou seja, a ideia de uma estética poética de versos livres, sem regras, com métrica irregular e de facil compreensão.

      2)”Sendo assim, não evoluo, VIAJO.” “Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo.”
      Nesse trecho pode-se notar o posicionamento do poeta em relação ao contexto da Literatura Portuguesa no início do século 20 onde ele próprio observa uma evolução na escrita e do carater dos artistas.

  12. 1 – O trecho “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder” possui uma relação intensa não só com o Modernismo português, mas com o Modernismo de uma forma geral, pois defende, mesmo que eufemicamente, uma estética poética livre e flexível. Além disso, a própria “construção” de seus heterônimos – citada na carta – já transgride a ordem natural de todas as coisas, o que torna-o ainda mais Modernista.

    2 – “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como cornparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar.”
    Neste trecho é possível notar o posicionamento de Fernando Pessoa a respeito da Literatura Portuguesa no séc. XX. Mesmo negando sua evolução como poeta, Pessoa afirma que ao menos viajou, saiu do lugar e se transformou. Assim, podemos inferir que o poeta, indiretamente, critica a estabilidade monótona da Literatura Portuguesa. Além disso, Pessoa também demonstra certa preocupação com o caráter mercadológico da Literatura, como podemos ver no trecho “Refiro-me, agora, ao caso da publicação de livros meus num futuro próximo. Não há razão para se preocupar com dificuldades nesse sentido. Se quiser realmente publicar o Caeiro, o Ricardo Reis e o Álvaro de Campos, posso fazê-lo imediatamente. Sucede, porém, que receio a nenhuma venda de livros desse género e tipo. A hesitação está só aí.”

    1. 1 – O trecho “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder” possui uma relação intensa não só com o Modernismo português, mas com o Modernismo de uma forma geral, pois defende, mesmo que eufemicamente, uma estética poética livre e flexível. Além disso, a própria “construção” de seus heterônimos – citada na carta – já transgride a ordem natural de todas as coisas, o que torna-o ainda mais Modernista. (Bom)

      2 – “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como cornparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar.”
      Neste trecho, é possível notar o posicionamento de Fernando Pessoa a respeito da Literatura Portuguesa no séc. XX. Mesmo negando sua evolução como poeta, Pessoa afirma que ao menos viajou, saiu do lugar e se transformou. Assim, podemos inferir que o poeta, indiretamente, critica a estabilidade monótona da Literatura Portuguesa. Além disso, Pessoa também demonstra certa preocupação com o caráter mercadológico da Literatura, como podemos ver no trecho “Refiro-me, agora, ao caso da publicação de livros meus num futuro próximo. Não há razão para se preocupar com dificuldades nesse sentido. Se quiser realmente publicar o Caeiro, o Ricardo Reis e o Álvaro de Campos, posso fazê-lo imediatamente. Sucede, porém, que receio a nenhuma venda de livros desse género e tipo. A hesitação está só aí.” (Interessante)

  13. 1- O fato de a poética modernista privilegiar a escrita de versos livres, ato que questiona um certo estatismo presente na tradição literária, no que se refere a poesia é claro, coloca o poema de F. Pessoa como exemplo representativo de tal poética. O trecho: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.”, exemplifica bem a proposta poética do modernismo, isso tanto na forma quanto no tema. Pois, ao mesmo tempo que aponta a falta de ‘método e de arrumação’ em seus versos (carta), o poeta constrói a carta-versificada de forma ‘ametódica e desarrumada’.

    2 – Entendo que o seguinte trecho da carta de Fernando Pessoa:

    “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”,

    demonstra o ponto de vista do poeta acerca do contexto da Literatura Portuguesa no século XX, visto podermos inferir por parte do autor que a Literatura Portuguesa pouco evoluiu durante todo esse tempo.

  14. 1- O fato de a poética modernista privilegiar a escrita de versos livres, ato que questiona um certo estatismo presente na tradição literária, no que se refere a poesia é claro, coloca o poema de F. Pessoa como exemplo representativo de tal poética. O trecho: “Respondo e com igual espontaneidade, portanto falta de método e de arrumação, à sua carta agora recebida. Mas, enfim, qualquer coisa respondo. Sigo ao acaso os pontos a que tenho de responder.”, exemplifica bem a proposta poética do Modernismo, isso tanto na forma quanto no tema. Pois, ao mesmo tempo que aponta a falta de ‘método e de arrumação’ em seus versos (carta), o poeta constrói a carta-versificada de forma ‘ametódica e desarrumada’.

    2 – Entendo que o seguinte trecho da carta de Fernando Pessoa:

    “Sendo assim, não evoluo, VIAJO. (Por um lapso na tecla das maiúsculas saiu-me, sem que eu quisesse, essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar). Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro; segui, em planície, de um para outro lugar. Perdi, é certo, algumas simplezas e ingenuidades, que havia nos meus poemas de adolescência; isso, porém, não é evolução, mas envelhecimento.”,

    Demonstra o ponto de vista do poeta acerca do contexto da Literatura Portuguesa no século XX, visto podermos inferir por parte do autor que a Literatura Portuguesa pouco evoluiu durante todo esse tempo. (Tem certeza disso? Há controvérsias e amplas…!)

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