De novo

Mais uma vez, retorno às “atividades acadêmicas”. As aspas se explicam, mas não vou escrever sobre elas… Não vale a pena. Na verdade, corro o risco, se o fizer, de ficar com mais dor de cabeça… Faz tempo que não retorno das férias tão desanimado… É difícil “’traduzir” os porquês e os comos desta sensação. Vai saber… Um “luz” no final desse túnel é saber que vou ficar responsável apenas pela Literatura Portuguesa e pela Literatura Comparada, o que já é um pequeno alívio… Não vai haver a mistura com a brasileira… Parece pouco, mas faz um “efeito” danado… Pelo menos, para mim. De resto, a ideia de desenvolver mais um romance, de concluir o volume com os ensaios e a contínua “produção” de aldravias, mesmo sem o dinheiro do prêmio Petrobrás… Quem sabe um dia ele sai pra mim… Dizem que a esperança é a última que morre.

Vi um filme esta tarde: As palavras. Bem feito, com elenco enxuto, roteiro mais que instigante e história séria e comovente… Nada piegas! Vale a pena!

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Já vi esse filme…

Convivo diuturnamente com o “tipo”, por isso resolvi colocar aqui este texto (que não é de minha autoria – vejam ao final), pois ele diz exatamente o que penso, em parte, sobre a “espécie”, esta sim, que deveria estar em extinção, mas infelizmente…

 

 

ESQUERDOPATAS

Depois de 55 anos de vida, enquanto psiquiatra, parei pra refletir sobre o perfil psicológico da imensa maioria dos esquerdopatas, o perfil psicológico dos esquerdistas.

Foram péssimos estudantes, a maioria com várias repetições de ano. Mas são de família de classe média, onde sempre sofreram pressão pra “ser alguém na vida”. Como são preguiçosos, SEM DISCIPLINA e folgados; precisam arrumar um jeitinho pra se dar bem e se fazerem passar por coisas que NÃO SÃO: pensam ser! FINGIR QUE É CULTO, “engajado”, e “crítico” rende pontos.

Assim, prestam vestibular sem concorrência, de preferência em um curso de Geografia, Ciências Sociais e História. Então, começam sua carreira de charlatanismo. Alguns pouquíssimos estão em cursos como Direito, Medicina, Engenharia; mas, como não são chegados a estudar, terminam por trancar a matrícula ou mudam de Curso.

E, muito dificilmente, se enturmam quando tentam esses Cursos acima e assemelhados.

Ali, na universidade, encontram todas as FERRAMENTAS: professores barbudinhos, livros de esquerda, palestras com “doutores” no assunto; e até o assédio de políticos “guerreiros” do PT, do PC do B et caterva. É claro que não estudam nada! Vivem o tempo todo no DCE, ligam-se à UNE, deitados no chão, passeando no campus com aquelas mochilas velhas, calças cargo, sandálias de couro e CABELOS ENSEBADOS.

Alguns começam a se INFILTRAR NOS SINDICATOS E NAS REUNIÕES DOS SEM-TERRA. Já começam a se achar revolucionários e reserva intelectual das massas proletárias exploradas; e também das causas revolucionárias.
Assim, se passam por intelectuais, cultos, moderninhos, e diferentes.
Sentem-se mais seguros para atacar as mulheres, achando que elas são doidas por esse TIPO DE GENTE. Começam a ver os amigos que estão trabalhando ou cursando Engenharia, Direito, Medicina ou administração como pobres coitados que não tiveram a chance da “ILUMINAÇÃO”.
COMO NÃO TRABALHAM e vivem apenas da mesada, estão sempre sem grana.

Aí começa a brotar a INVEJA, o ÓDIO de quem se veste um pouco melhor ou tem um carrinho popular. Estes são os chamados “porcos capitalistas” ou “burgueses reacionários”! Começam uma fase ainda mais ALOPRADA da vida quando passam a ouvir Chico Buarque e músicas andinas. Nessa fase, já começam a pensar em se tornar terroristas, lutar ao lado dos norte-coreanos, admiram Cuba e, muitos deles, apoiam o Irã e NÃO ACREDITAM NO HOLOCAUSTO JUDEU! Fingem esquecer o episódio do Muro de Berlim e da queda do comunismo na antiga União soviética. Não usam mais desodorante;
e a cada 5 minutos aparece nas suas mentes a imagem de um MacDonald’s totalmente destruído.
Mas, é claro que o que querem não é a revolução, isso é apenas uma desculpa. COMO SÃO INCOMPETENTES pra quase tudo, até mesmo para bater um prego na parede, e como sentem vergonha de fazer trabalhos mais simples, POR SEREM ARROGANTES o suficiente para não começar por baixo, querem saltar etapas. QUEREM, no fundo, a coisa que todo esquerdista (ESQUERDOPATA!) mais deseja, mesmo que de forma sublimada: UM EMPREGO PÚBLICO! Mas, aí surge outro problema: é a coisa mais difícil passar em um concurso! É PRECISO ESTUDAR (argh!).
Por isso, SONHAM com a “revolução” proletária, com a tomada do poder por uma elite da esquerda, nas quais eles estão incluídos, obviamente, afinal são da mesma TRIBO! Consequentemente, ocuparão, POR INDICAÇÃO, UM CARGO COMISSIONADO EM ALGUMA REPARTIÇÃO QUALQUER, onde ganharão um bom salário para poder aplicar seus “vastos e necessários conhecimentos” adquiridos durante anos na luta pela derrubada do SISTEMA CAPITALITA imundo.

NESSA FASE, mudam e se contradizem: cortarão o cabelo, usarão terno, passarão a apreciar bons vinhos e restaurantes. E, dependendo do cargo que ocuparão, até motorista particular terão! E, SEM DÓ, ENFIARÃO A MÃO – E COM MUITO TESÃO – no dinheiro dos cofres da NAÇÃO!!! Claro, que pela nobre causa socialista e para o bem dos trabalhadores, POSTURA SEM NOÇÃO!

EDSON F. NASCIMENTO – PSIQUIATRA E PSICOTERAPEUTA

 

Um ano

Foi num dia como o de hoje, ensolarado como o de hoje, um domingo. A uma hora dessas, eu estava no hospital, tomando providências burocráticas, depois de ver meu pai morto. Um ano depois… Parece tanto tempo e nem tanto assim, simultaneamente. Sensação que não se expressa em palavras. Fica só ela… pontuando um vazio que não tem nome. Estranha sensação…

Bah!!!

Recebi o texto abaixo como anexo de uma mensagem. Parece que o autor é o Arnaldo Jabor. Não tenho certeza. Pelo sim, pelo não, dado que li e fiquei estupefato (mais uma vez!), resolvi colocar aqui. Leiam e pensem!

 

 

O putz da idiotice

Caríssimos

O holocausto de Santa Maria, ao contrário do que apregoam os babacas da subjetividade, não foi a vitória do Imprevisto sobre a Previsibilidade, nem a derrota da Precaução pelo Infortúnio. Foi, sim, a sobreposição da Idiotice sobre o Bom Senso e o triunfo da Ganância sobre a Burocracia.

Primeiro, a Idiotice se fez carne e habitou entre nós. Uma das tarefas mais simples de ser realizada é disseminar a Idiotice. Se vocês, caros putzeiros, olharem ao redor verão exemplos disso em cada esquina, em cada discurso de político, em cada propaganda de cosmético. Já assistiram um desfile de moda? São mulheres anoréxicas caminhando feito saracuras sequeladas de AVC, vestindo roupas desenhadas por bichas loucas que não seriam usadas nem por outras bichas mais loucas. Já viram o tal carnaval baiano? São milhares de retardados perseguindo, em ruas apinhadas de seus pares, caminhões carregados de pagodeiros ou seja lá quem forem, distribuindo milhares de decibéis, todos com o único objetivo de

ficar bêbados o mais cedo possível e depois da ressaca dizerem que foi o carnaval mais arretado do milênio. Igual a espetáculo de rock: mais milhares de idiotas movidos a canabis e outras cositas, pulando feito jumentos com busca-pés nos rabos, ao som de uma cacofonia infernal produzida por seis ou sete dementes com o uso de quatro acordes, que eles têm o desplante de chamar de música. Todo esse conjunto de estupidezes tem um único objetivo: convencer as pessoas que o que é moda é o melhor para elas, e que ”estar por dentro” é a suprema felicidade, enquanto eles, os promotores da estupidez, forram a guaiaca com a grana dos felizes consumidores.

E aí chegamos nas baladas. Originariamente, nos séculos XIV e XV, a palavra referia-se a uma obra musical de um só movimento, na qual uma voz aguda se destacava e duas outras vozes mais graves faziam as vezes de instrumentos musicais, quando não os havia. No Classicismo eram narrativas folclóricas arranjadas em composições. No Romantismo, Chopin chamou de baladas quatro de suas peças para piano e foi o primeiro a usar o termo para obras exclusivamente instrumentais, no que foi posteriormente seguido por Brahms, Grieg Liszt e Fauré. No século XXI, a balada sofreu uma metamorfose, e de expressão puramente artística, passou a designar uma espécie de reunião social hebefrênica, onde ninguém se conhece muito, mas todos usufruem do que de pior a espécie humana produziu um termos de entretenimento.

A balada contemporânea não é apresentada em ambiente de câmara, mas numa edificação chamada boate ou casa noturna, construída segundo os mais modernos conceitos de insalubridade. Normalmente as paredes são pintadas de negro, dando o clima dark, apreciado por onze entre cada dez frequentadores descerebrados. Embora a lei proíba o uso de cigarros e assemelhados no seu interior, ambos são consumidos, na proporção de dez assemelhados para cada cigarro. Caramelos contendo anfetaminas, ecstasy e outros estupefacientes são oferecidos à clientela. Para evitar as reclamações da vizinhança pelo ruído produzido, as paredes são forradas de espuma de borracha sintética recobertas de papelão, tudo altamente inflamável, como se recomenda a um bom inferninho.

Luz, há pouca. Apenas canhões de laser e alguns spots coloridos, alternando-se com flashes como os de fotografia, que disparam continuamente, de modo a ninguém perceber pela visão o que se passa a um metro do próprio nariz. Às vezes, para delírio de todos, o contínuo espocar dos flashes dispara um gatilho neurológico provocando uma convulsão epiléptica num dos baladeiros. Um outro artefato chamado Sputnik é responsável por uma imitação de fogo de artifício, produzindo faíscas altamente recomendáveis num ambiente inflamável. O tal Sputnik é uma espécie de morteiro que dispara acionado por uma faísca elétrica uma mistura de pólvora com areia refratária, atingindo a temperatura de até 3.000 graus centígrados. Levem em consideração que a platina funde a 1.750 graus e o carbono a 3.485, e verão a potência destrutiva do artefato usado por brincadeirinha.

O encarregado do barulho é um profissional altamente valorizado, conhecido pelas iniciais DJ. Nenhum dos frequentadores sabe o significado da sigla, mas todos sabem a função do DJ -produzir decibéis em quantidades amazônicas, de modo a saturar a audição dos prezados frequentadores e impedir qualquer tentativa de comunicação através da palavra. No mister de fazer barulho, conjuntos pseudo musicais chamados bandas apresentam-se quando o DJ vai esvaziar o joelho ou descolar um baseado nas coxias. Como sói acontecer, tais bandas escondem sua absoluta falta de talento entoando a milhão músicas que ofenderiam a inteligência de uma marmota com tumor cerebral e apresentando efeitos luminosos e pirotécnicos que desviam a atenção de sua infeliz parafernália cacofônica.

A segurança dos inferninhos é feita por uns caras enormes, vestidos de preto, alguns usando óculos de sol às três da matina. São ex-policiais normalmente expulsos das corporações, ex-presidiários ou lutadores de qualquer coisa. Sua função é a segurança, quer dizer, é segurar os consumidores que pretendem escafeder-se sem pagar a conta (que aqui chamam de comanda). Por isso, as casas noturnas tem uma só saída, que é também a entrada, quando todas as legislações municipais obrigam a existência de saídas de emergência. Algumas chegam a ter uma sala para onde os fujões são levados e obrigados a pagar a conta na base da porrada ou coisa pior.

Proprietários de casa noturnas são uns caras da pior espécie. Como os banqueiros (de banco ou de bicho), seu negócio é ganhar dinheiro fácil e rápido, o que significa investir pouco e aplicar na bolsa (na bolsa dos outros, é claro). Investir pouco quer dizer pagar barato por materiais de terceira categoria e burlar ou comprar a fiscalização. Por isso, o revestimento da Kiss era de papelão e espuma de poliuretano, muitíssimo mais barato, por exemplo, do que o isolamento termo acústico não inflamável baseado em nanotecnologia. E revisar periodicamente os

extintores de incêndio, nem pensar. Assim, a Ganância triunfou sobre a Burocracia. A espuma de poliuretano, quando queimada, libera uma mistura letal de cianetos, ácido clorídrico e monóxido de carbono. Nem os executores de Auschwitz fariam melhor.

A mesma ganância impulsiona os donos dessas arapucas a admitirem a entrada de quantas pessoas couberem no recinto. No caso da Kiss, a boate tinha uma área de 615 m2. E, segundo as estimativas havia no seu interior entre 1.500 e 2.000 pessoas. Façam a conta, por baixo: 615:1500 = 0,41, ou seja, cada pessoa dispunha de 0,41m2 para “divertir-se”. Quer dizer um quadrado de 64 cm de lado Se fossem 2.000 pessoas, o quadrado baixaria para 55 cm de lado.

Longe de mim criminalizar as vítimas, mas, pelas barbas do Profeta, o que leva alguém a frequentar um lugar onde dispõe de menos de meio metro quadrado, no escuro, sem poder falar, ter a audição lesionada por decibéis incontáveis, sem saída de emergência, respirando ar viciado e pagando 15 reais pela vagabunda e quente cerveja nacional?

A consumação da tragédia deu-se por mais um ato de idiotice sem precedentes: acender um sinalizador num ambiente fechado. O resultado final foi o que se viu.

Na contramão da tragédia, a petezada não se fartou de faturar.

Dilma veio ao Rio Grande com a respectiva comitiva de sicofantas e apaniguados e exigiu “providências urgentes” no atendimento aos feridos. Imediatamente apareceram como por milagre respiradores, oxigenadores, médicos, enfermeiros, leitos hospitalares e tudo o mais que falta rotineiramente aos pacientes do SUS, bem como grana grossa à bolapé. Dilma não conteve abundantes lágrimas ao lado de Tarso et caterva, ao ver os até então 231 corpos atirados no chão de um estádio. Dilma é assim, tri-emotiva. Dilma choraria até desidratar-se em lágrimas se visse alinhados como os imolados de Santa Maria:

Os 50.000 cidadãos que morrem por ano em acidentes de trânsito.

Os 40.000 brasileiros que morrem por assassinato.

E os 8.000 jovens que morrem por overdose.

Aí apareceriam verbas para as estradas, cadeias e pena de morte para os traficantes.

Enquanto nada acontece, só resta dizer triplo putz.