Carona

Pego carona no texto (veja abaixo) publicado por minha amiga querida, Elaine, para fazer a postagem de uma visita que fiz a Restinga Seca (cidade em que ela mora), para matar minha curiosidade. desde os tempos de Santa Maria, quando eu fui professor dela, tinha vontade de conhecer sua cidade natal. Vivi lá por cinco anos e não conheci a tal cidade. Neste ano, por conta da defesa de doutoramento dela, fui visitá-la e matei a curiosidade. O interessante é que o texto que ela escreveu em seu mural no Facebook, traduz exatamente as sensações que experimentei nas horas que por lá passei com ela, andando pelos sítios mais interessantes e escutando-a contar as histórias. Aqui, a minha homenagem a esta amiga querida, pessoa mais que especial!

Saudades de Restinga
A principal esquina da cidade já “hospedou” a estação rodoviária. Você lembra? Havia um grande prédio (pelo menos para a criança, que eu era, aquele era um enooorme prédio) que contornava a esquina entre a rua Borges de Medeiros e a avenida. Ali, os ônibus chegavam e partiam; ali, o “rancho” chegava embalado em sacos de farinha e seguia para a Guardinha, o Araçá, Jacuí, Colônia Borges; ali, era o reino do “seu” Waldy Raddatz, um alemão bonachão, que vendia as passagens para as longas e desconfortáveis viagens feitas em ônibus, cujos bancos não eram reclináveis (os famosos bancos “duros”), em estradas muito mal pavimentadas, em que se “comia” muito pó no verão e, no inverno, rezava-se para chegar “vivo” ao destino, não precisando pernoitar em algum atoleiro se a viagem fosse ao final da tarde. Destemidos motoristas que manobravam “caminhões queixo duro”!
Viajar, naqueles tempos, era uma aventura. Uma das minhas tias residi…a na Fazenda do Sobrado e a gente sabia o dia da ida, a volta era sempre uma incógnita, nem sempre o ônibus passava no dia previsto – e o dia previsto era uma vez por semana, se o ônibus não viesse, a visita prolongava-se por mais uma semana e a saudade de casa, claro, “apertava”. Outra tia morava em São Sepé – adrenalina pura! Não havia ponte para atravessar o rio Vacacaí e, por isso, a empresa de ônibus deixava um carro em cada margem do rio, a travessia era feita em pequenas canoas, inclusive em época de enchente… A tecnologia maior estava em Jacuí – havia uma balsa que, geralmente, funcionava. Lembro que o ônibus para Cachoeira saía em torno de 6h, mas a chegada à antiga capital do arroz…bom…com sorte, chegava-se antes do almoço.
Não sei se a gente era mais feliz, mas, certamente, a vida era mais divertida.”

Agora… as fotos!

A matriz de Restinga Seca     Antiga estação

A matriz e a antiga estação ferroviária.

Casa da Elaine

A casa da Elaine.

Elaine e eu nas tunas

Elaine e eu na “praia das tunas” (Diz a lenda que foram alemães a dar nome ao lugar, daí a “surda” no lugar da “sonora”… entenda quem sabe!)

Elaine e eu 1

Na varanda da casa da Elaine

Elaine no camping

Elaine, querida, na praça principal.

Rodoviária de Restinga Seca

A estação rodoviária local.

Na margem do Vacacaí

Com o rio Vacacaí como cenário…

Pontilhão antigo

Pontilhão antigo sobre o Vacacaí.

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