Diário Coimbrão 10

Vai dando um calundu, assim, mágico, pintado a azul e dourado Um azul que eu só vi até hoje nos céus portugueses. será efeito da luz solar sore o oceano e o Tejo? Mas hoje foi assim, com um ventinho ais forte que o habitua nos dias que correm e a luz do dia morrendo em tons de azul que vão desmaiando em dourados, carmins e pratas… até ficar escuro de vez. É a noite. Chegando em casa, leio um poema que está no último livro de António Arnaut, oferecido a mim, por ele, na noite de Natal: mais um dos presentinhos adoráveis que vou levar comigo pra sempre, mesmo em memória, mais que afetiva. Vai o poema:

Ofício do poeta

 

Demanda da palavra

decifração da esperança

 

o poeta redime

o erro de Deus

por ter criado o Homem

à sua semelhança

            *

Tanto depurei

o poema

que dele restou

a sangrar

a palavra

por achar

Gostei, tanto que o reproduzo aqui, mesmo sem pedir autorização do autor. Penso que ele não vai se chatear. O livro se chama Cavalos de vento. A capa reproduz um quadro de Bual, que o Dr. Arnaut na única parede livre de seu escritório, em seu apartamento, em Santa Clara. Estantes de livros, mais quadros e a janela dividem espaço nas/das outras paredes. Um aconchego que só podia ser dele, como ele, delicado, inteligente…

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