Diário Coimbrão 15

Subtítulo: um domingo pra não esquecer!

Começa com o já tradicional (pra mim!) almoço na Tasquinha da Paulita. Comi finalmente, a tal de Chanfana (Prato de origem popular tradicional de Portugal. É um prato à base de carne de cabra velha, que pode levar também carne de porco, cozida dentro de caçoilas – recipientes de barro preto – em fornos a lenha, mergulhada em vinho tinto, alho, folhas de louro, pimenta, coloral e sal). Desmancha na boca. Um acepipe pra comer ajoelhado e chorando de felicidade. O casal é uma simpatia: Paula e Manuel. Duas doces criaturas, jovens e, já, avós. Dois netinhos e um terceiro a caminho. Tive o prazer de ser apresentado a um estudante brasileiro, o Murilo, de Ribeirão Preto. Um sujeito que parece legal. Diz o casal que ele também é um dos clientes costumeiros aos sábados e domingos na Tasca. Se me encontrar com ele de novo, penso que pode render uma amizade legal.

images   A tasquinhaCom a Paulita e o Manuel

Na sequência, meu segundo périplo cultural pela cidade. Cismei com a Torre do Anto. Tem este nome, em homenagem ao poeta António Nobre que, em sua passagem por Coimbra – ele estudou Direito aqui e chumbou (=rodou, foi reprovado) por duas vezes e, irado, se mandou para Paris. Não pude nem chegar perto da tal Torre, por conta da “sagacidade” lusitana manifestada pelo funcionário do SMTUC (Serviço Municipal de Transportes Urbanos de Coimbra). A empresa mantém um funcionário num elevador (como o de Santa Justa, em Lisboa; ou o Lacerda, em Salvador) que leva o transeunte de um nível a outro da cidade. A torre fica no meio da subida. Mas a anta disse que o elevador não pode parar ali… Tem nada não… Valeu pela Rua da Matemática, mais um logradouro que chama a atenção pelo nome. Fica na área da Universidade e abriga uma quantidade enorme de repúblicas… Sim, essa praga existe por aqui também, só que não mantidas pelo erário público. Nisso, os “tuga” superaram os “brasuca”.

À frente da torreNo caminho da torreOutra ruaParte da cidade vista da torre

A chave de ouro foi a visita ao Museu Nacional de Machado de Castro. Um museu instalado num edifício antigo da cidade (data do século IV antes de Cristo) acrescido de uma edificação ultramoderna em torno, em baixo e em cima… Uma verdadeira aula de História da Cultura e da Arte. Desavisadamente, não tirei fotos do exterior. É pena, ainda que a entrada quase se “perca” no meio das edificações da Universidade. Descendo a ladeira por detrás do museu, chega-se à baixa, passando pelas ruelas melancólicas de Coimbra, regadas ao cheiro de vinho e ao som constante do fado coimbrão… Uma viagem! A foto da Pietá, definitivamente, não ficou boa (tentei quatro vezes e todas ficaram tremidas… tenho que aprender como usar o controle que a máquina oferece para isso…). O altar que se vê (branco) foi desmontado e remontado a pedido de um Tesoureiro do governo Português. Um deslumbramento. E não podia deixar de homenagear o meu anjo da guarda: São Miguel Arcanjo, em madeira policromada.

Era pra ser uma pietáO altar demontado e remontado no museuSão Miguel

Um toque final foi a rápida passagem pela Sé Nova. Uma igreja modesta, mas suntuosa. Circunspecta, mas impactante. Um templo sisudo, mas que enche os olhos. Só a foto de um dos altares laterais se salvou dos tremores da minha mão…

Altar lateral da Sé Nova

E assim, mais um domingo se foi. Agora é resistir às temperaturas glaciais do lugar em que vivo. Aquecer bem a cama antes de deitar, sonhar, talvez, e retomar a “normalidade” amanhã… Mais uma vez…

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2 comentários sobre “Diário Coimbrão 15

  1. Vamos ver o próximo, antes do périplo lisboeta.
    O vizinho de cima deu de voltar a fazer barulho, arrastar coisas, deixar cair (não falo de bater as porta porque isso é “conditio sine qua non” por estas bandas, ao que parece…). Vamos ver, vamos ver…beijinho

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