Diário coimbrão 19

Subtítulo: tríduos afetivos

“Não vou mais me ater a atenções fluidas que se perdem com o tempo, no próprio tempo, no momento mesmo em que se cometem. Não vou mais atentar em cores desmaiadas ou em obscurescências que nada acrescentam. Vou prestar atenção no som das palavras, no ciciar das letras que escorregam entre frases, preenchendo linhas e esvaziando minha alma de tédios, alegrias, desejos e sonhos. Não. Não vou mais.”

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Uma vez mais, Lisboa. Colorida. Sob um céu azul luminoso e lavado. Gente na rua. Barulho. Gente nervosa no trânsito (a crise não está brincadeira por aqui e os ânimos se alteram muito facilmente). O clima de frateria foi renovado. Vitor e Ana Cristina me recebem de braços mais que abertos, de alma mais que generosa, de sorriso mais que sincero. Uma delícia, o tríduo.

Vitor abre os trabalhos   Falando 2   Falando 1   A mesa   Ana Aurora e Zé Colaço   Plateia 2

A conferência correu bem, sorrisos distraídos e incontroláveis e apreensões um tanto desescondidas: quase reveladas. A inumerável plateia parece ter gostado. Ninguém saiu antes de eu terminar. Uma tarde agradavelmente fria, coroada com jantarzinho austríaco comme il faut: salsicha apimentada, mostarda, batatas e cerveja de trigo. Erdinger, natürlich!

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No domingo, uma revelação Fundação Calouste Gulbenkian. O prédio é um estupor de bem pensado. Os jardins, luxuriantes, as coleções em exposição, mais que instigantes. A comida simples, mas correta, assim como o vinho. Uma parte do dia pra também guardar na memória, enquanto o cérebro nada nos eflúvios de uma meia garrafa de tinto à espera do comboio a Santa Apolónia: pra tentar copiar o sotaque que tanto me encanta… Ó alfacinha!

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Escultura no jardim CG No Jardim CG Patos no jardim CG

“De tudo resta um sonho: o de repetir, sempre, o mesmo sonho de satisfazer o desejo: sonhar!”

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Ah… uma curiosidade: passeando entre as estantes da Fnac, no Chiado, sábado à noite, com a Ana Cristina, encontrei um livro cujo título é 50 sombras de Grey. Comecei a rir porque a tradução no Brasil, do mesmo livro, tem como título 50 tons de cinza. O título original é Fifty shades of Grey. Parei de rir quando a minha amiga chamou minha atenção para o fato de que “Grey” é, ao que parece, o nome de uma personagem do romance – o homem com quem a protagonista se envolve. Se li corretamente a sinopse… Logo, traduzir nome próprio não parece boa cisa… Além disso o sentido do título muda completamente. Pare. Olhe para o título. Leia-o. Pense em sua tradução…

 

 

 

 

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