Diário coimbrão 29

Estranho, muito estranho, estranho mesmo. Faltam pouco mais de dois meses para eu retornar ao Brasil e este diário só chegou à sua vigésima nona anotação. Que coisa mais esquisita: um diário que não é escrito todos os dias. Não sei se é esta a ideia… Se for, não sou obrigado… Depois que dei sequência […]

Diário coimbrão 28

Subtítulo: tertúlias dominicais Mais uma semana… Mais um domingo… sem pé de cachimbo… Os eflúvios do álcool passam, lentamente, sem deixar rastros… A torporformização da melancolia de mais um dia cinzento e molhado vai tomando conta do ambiente que ainda insiste em se alimentar das risadas, das palavras, dos pensamentos e do afeto partilhado entre […]

Diário coimbrão 27

Subtítulo: paralelos Por aqui é paragem; no Brasil, parada. Faz sentido. Parada é o ato, a ação de parar. Paragem é o lugar. Aqui é autoclismo. No Brasil, descarga. Sem comentários. No Brasil, eu saco dinheiro do caixa eletrônico. Aqui, eu levanto dinheiro do multibanco. Rapariga, aqui. Mulher, moça, menina, no Brasil.  O folclore está […]

Diário coimbrão 26

Hoje não houve prélio cultural. Hoje não houve foto. Hoje houve só fantasia. “Se fosse conto ou romance, seu nome seria Murilo. Do sorriso claro e luminoso. Do cabelo rente e brilhante. Do semblante clamo, doce e sorridente. Fantasia. Murilo na beira do rio, do inusitado coincidente passo. Das coincidências que não aconteceram. Uma tarde […]

Diário coimbrão 25

Subtítulo: o que nos espera Uma feliz coincidência: acabei de ler um livro de Walter Hugo Mãe que, sem a menor chance de o autor ter se dado conta, dialoga com o filme que vi hoje. O livro de chama A desumanização. O filme, no original, Still Alice. Traduzido aqui na terra de Garrett, Meu […]

Diário coimbrão 24

Subtítulo: banais prazeres Parece coisa combinada. Depois de um agradável almoço com Carlos Reis numa churrascaria local – chama-se Gauchão, mas os atendentes vieram de todas as partes do Brasil e o conceito de rodízio é um tanto peculiar…  – algo aconteceu, inesperadamente. Mas o almoço foi agradável. Carlos Reis é um conversador nato, tem […]

Diário coimbrão 23

Voltando aos prélios culturais pelas sendas coimbrãs, aproveitei o intervalo entre nuvens pesadas, acompanhei o sol, brilhante, lavado, exuberante e dei umas voltas depois do almoço, comme d’abitude aos domingos por aqui. Muito frio, muito vento, mas o sol impôs-se, caminhei mais um tanto e descobri um rochedo que me fez pensar em histórias e […]