Diário coimbrão 23

Voltando aos prélios culturais pelas sendas coimbrãs, aproveitei o intervalo entre nuvens pesadas, acompanhei o sol, brilhante, lavado, exuberante e dei umas voltas depois do almoço, comme d’abitude aos domingos por aqui. Muito frio, muito vento, mas o sol impôs-se, caminhei mais um tanto e descobri um rochedo que me fez pensar em histórias e mais histórias ainda não contadas. É desse tipo de logradouro que “turista” – sobretudo em tempos pós “mudernos” – algum jamais vai por os pezinhos calçados por Lacoste e roçar seu jeans Ralph Laurent pela sebe nativa… Mas o rochedo é lindo…

Rochedo não visitado

Disse, em alguma linha desse diário, bem ao seu início, que havia três ou quatro igrejas pela Rua da Sofia que gostaria de visitar. Numa delas, creio eu, jamais vou pousar minhas “retinas fatigadas” (não é mesmo do Drummond esta expressão?); a Igreja do Carmo está fechada para reforma.

Igreja do Carmo

O outro prédio, que eu julgava ser uma igreja, ao que parece, é um colégio. Pode até ser que a portada e o portão de entrada vão dar numa igreja, a capela do tal colégio. Hoje não pude desfazer esta dúvida. Como nos demais domingos, também hoje – como se deu com as outras duas Igrejas (Santa Justa e uma outra que, creio, seja dedicada a N. Sra. da Conceição) – estavam fechadas. Terei que passar por lá em dia útil. Pode ser que seja abençoado com as portas abertas.

Igreja 1 na Rua da SofiaIgreja 2 na Rua da SofiaSanta Justa

O sol tornou a ser encoberto pelas plúmbeas nuvens carregadas de água e frio. O vento aumentou de novo enquanto eu esperava o 29, que me traria de volta pra casa. Antes disso, aproveitei para gravar outro ângulo desta cidade que me causa surpresas agradáveis a cada momento. Uma visão da UC do ângulo de uma das saídas rodoviárias da cidade, ao fim da avenida Fernão de Magalhães. Mais uma vez, é coisa que “turista” – como os mencionados aí acima – jamais pensarão em conferir. Mas vale a pena o registro. Minha memória afetiva se fortalece…

A torre da UC ao longe

Isso tudo aconteceu depois de uma manhã de sexta-feira inusitada. O dia já anunciava o que ia ser todo o final de semana – e hoje à tardinha, parece, isso se confirma: teremos mais água caindo do céu. Marquei um café com a Nathália Ferraz. Esperava eu por ela, na porta do tal café quando, de repente, me aparece uma moça sorrindo. Cumprimentei-a, “Bom dia, Nathália”. Nos beijamos na face e entramos no café. Ela já começou a procurar por alguma coisa na vitrine interna e eu a procurar uma mesinha para o nosso café. Cheguei a comentar sobre meus dentes quebrados, a prótese, a dificuldade (ainda) de morder com os dentes da frente. E ela a procurar. Finalmente, comprou o que desejava e se despediu de mim. Repeti seu nome: !Que pena Nathália. Então eu telefono para marcarmos outro dia”. Ela correspondeu. Despedimo-nos, de novo, com dois beijinhos. Sentei-me, pedi um galão (=xícara grande) de café com leite e um croissant de alfajor (uma das especialidades da casa…). Começava a tomar o café e o telefone toca. Era a Natháia. Ferraz, de fato, desta vez. Contei-lhe o ocorrido entre irônico e assustado. Ela, muda. Logo, logo, ela chegou e contei mais detalhes. Até agora não sei o que se passou. No entanto, conhecer a Nathália… Ferraz foi uma delícia!

1000887_4841399715446_1267536888_n

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: