Diário coimbrão 30

Por alguns breves momentos, o céu ficou azul e cheguei a escutar canto de passarinho na minha janela, aberta, para renovar os ares do quarto e da sala. Foi por pouco tempo… Na virada do dia, apesar da temperatura em elevação e de um breve movimento de limpeza do céu acinzentado e úmido, a tarde ficou mais branca. Mais branca ainda (são 18:05 aqui) agora, com a chuvinha melequinha, mais parecida com neve rala, coisa rara (oh… uma rima!). Deve ser  a terra portuguesa se despedindo desse brasileiro que já se vai preparando para retornar. Quatro meses já se passaram, assim, como um corisco. Agora faltam dois. Hoje começa a contagem regressiva… 60. Nada melhor, então, que estar com amigos, sobretudo os novos, ainda que voltando a lugares conhecidos como Fátima. Sempre uma renovação de energia, uma dinamização espiritual. Tudo começou na sexta-feira com um jantar mais que simpático. Maria Regina Bettiol, Natália Ferraz e Ricardo, seu filho; Roberto Loureiro,Orquídea e seu marido. O restaurante é o Alfredo. A dona, Márcia, uma simpática portuguesa que tem a paciência de Jó e a afabilidade de uma amiga de longa data.

Jantar sexta 1Jantar sexta 2Jantar sexta 3

Sábado foi a vez de retornar a Fátima. Desta feita, visitando a basílica nova e uma sala de exposições com algumas coisas interessantes a comemorar os 200 nos da aparição de Nossa Senhora de Fátima na cova da Iria, para Francisca, Lúcia e Jacinta. O aniversário é apenas em 2017, mas as comemorações já começaram. O comércio local agradece…

A basília 2A basílica 1Atar basílica novaDe joelhosMaria Regina e euNa basílica novaNatália e Maria ReginaNatália e RicardoOs quatroRicardo e eu

Amanhã começa tudo de novo, como toda segunda-feira, mas tem show de Adriana Calcanhoto à noite. Eu vou. Ouvir o sotaque levemente gaúcho dessa mulher que canta lindamente e tem olhos lindíssimos. Vou ouvi-la como ouvi Caetano, em Lisboa, em 1998, na EXPO98, emocionado. Vou ouvi-la na terra em que a maré não sobe nem desce, fica cheia e vazia. Na mesma terra em que não há cegos ou deficientes visuais, mas invisuais; onde os times não empatam, ficam iguais. Mais uma segunda-feira, mais uma semana, mais um início de mês… todos indelevelmente gravados na memória afetiva de um comum cidadão do mundo… Um final de semana diferente…

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