Diário coimbrão 32

Em Matosinhos, finalmente. Lugar simpático, à beira mar. Ligado urbanisticamente à cidade do Porto, mas longe do “centro” da cidade. Essa expressão não faz muito sentido por aqui. A não ser que se tome como critério de centralidade o que a História aponta como sendo a região inicial da cidade. Mas é simpático. Como em todo o território lusitano – até onde eu pude ir até hoje – o povo é acolhedor. Aqui, o calor humano é enriquecido pelas gaivotas que circundam o céu azul. Hoje estava um dia mais que lindo. A viagem de Coimbra até aqui durou pouco mais de uma hora, no autocarro. Estradas bem cuidadas, em alguns trechos com quatro pistas. Os mais cafonas diriam que é “coisa de primeiro mundo”. Valeu a pena chegar aqui. A curta temporada até domingo parece que vai ser legal.

ArcoCasa localMercado

Do nada, numa ruazinha simpática – cheguei a anotar o nome, no café, onde comi um doce chamado “bola de Berlim” – mas perdi o papel. A ruazinha me levou até o mercado e um arco interessante. Mas valeu por passar por uma portinha onde vi uma senhora passando roupa. Dizia o cartaz que ela fazia consertos em roupas. Entrei. Dona Fernanda, ela se chama. Perguntei se trocava o zíper de minha jaqueta que estava “enguiçado”. Ela olhou, respondeu à minha puxada de conversa e, enquanto isso, ia tirando os fios de linha que sobravam. Pegou um alicate, apertou, testou e… pronto! Estava consertado o zíper. Comentei com ela que, em Coimbra, queriam me cobrar até 35 € para trocar o zíper. O blusão custou 26 €!!! Ela sorriu e não me cobrou nada! Dona Fernanda. Vou rezar por ela hoje…

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