Diário coimbrão 40

Pois é… Éramos poucos naquela tarde e domingo, esperando a composição do metrô passar. Cada vez mais turistas usam os transportes públicos. Cada vez mais gente, cada vez mais confusão, cada vez mais… Cada vez mais feliz fiquei eu em Lisboa, cidade que me encanta. desta feita, breve retorno a Cascais. Conhecer Alcochete e Montijo, atravessando o Tejo. Descobrir detalhes interessantes em Caldas da Rainha e em Óbidos.

O congresso foi o que eu esperava que fosse. Não bastasse o conferencista da abertura “reetir” que a repetição é o que te tirado o interesse dos estudos de Literatura Portuguesa e, naquela ocasião, da Revista Orpheu… a gelada recepção da plateia na sessão de que participei e a falta de tato do coordenador da mesa foram determinantes para uma constatação (ainda que já conhecida): não dá mais. Estavam lá as figurinhas carimbadas, lá estavam também os “papagaios de pirata”. E havia novidade: queles que “performatizam” a leitura de trechos de poemas, como se isso fosse aumentar a dose de seriedade de sua “investigação”. Patético. Enquanto isso, a cidade continuava colorindo-se com o azul e o verde e o arco-íris vegetal que a Primavera começou a trazer uma vez mais ao solo do planeta… tão desolado, tão desrespeitado, tão negligenciado…

Houve surpresas, é claro: o reencontro com Eunice. Ser reconhecido por antigo membro de banca de concurso e não ser aborddo em Inglês ou Alemão pelo comércio do Freeort, um conuunto de lojas “pontas de estoque” que, de ontas, não tinha nada. Os preços nas alturas. deve ser efeito da crise que assola o país e parte da Europa, pra não dizer do mundo. Surpresa financeira também: um restaurante que reputava como bom e barato, simplesmente dobrou seus preços, assim… Até parece o Brasil que se mede o “valor” e a “qualidade” de qualquer coisa pelo preço. “Se é caro, é bom”. Santa ignorância…

O pelicano e o camaroeiro (espécie de rede para pegar camarão) são os símbolos da rainha Dona Leonor (ou Lianor, como no Trovadorismo e sua época). Rainha caridosa, intelectualizada e ativa. Foi na capela de um hospital por ela mandado construir (se não me engano) que foi representada pela primeira vez o Auto de São Martinho de Gil Vicente. Pisei no mesmo piso em que isto aconteceu. Isn’t it something? No piso da rua de pedestres, em Caldas da Rainha, os símbolos da rainha. estilizados, mas lá, presentes. No mesmo espaço em que se podem ver esculturas em cerâmica e em chocolate ou massa comestível (pastelaria) com símbolos fálicos. Uma delícia. Em Óbidos, a exposição sobre a Semana Santa, espetáculo que deve encher os olhos e o coração quando vivenciado de corpo presente. E, acima de tudo, a grande revelação lisboeta da temporada (só pra mim, claro…): o museu do azulejo. Uma COISA! Depois de circular por uma Lisboa absolutamente desconhecida para os “turistas” de plantão (aqueles que saem do navio e vão direto para o El corte inglés. Como se isso fosse sinal de status.

Dessa vez, a correria (chegada de Lisboa e partida para Sevilha) associou-se à minha proverbial preguiça. As fotos estão aí À disposição de quem quiser gastar empo vendo-as. A imaginação de cada um vai ser o guia!

A cúpula Admirando azulejos Altar lateral 1 Altar lateral 2 Altar Mor Altar visto do coro Detalhe escultura 1 Detalhe escultura 2 Entre azulejos Escultura 1 Escultura 2 Imaculada Inscrição Jardim interno do museu Lisboa panorâmica 1 Lisboa panorâmica 2 Lisboa panorâmica 3 Madre de Deus Materiais e técnicas 1 Materiais e técnicas 2 O claustro O fundo da capel O teto Presépio Retábulo 1 Retábulo 2 Retábulo... de ouro! Sala do capítulo Santo António

Doces 1 Nome de rua O início de tudo N.Sra do Carmo N.Sra do Carmo 1 Doces 2 Cmões no Gordão Cerâmica erótica A primeira casa

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5 comentários sobre “Diário coimbrão 40

  1. Esta leitura me levou à uma bela viagem. Eu também acho que os turistas de plantão desperdiça tempo e dinheiro, sendo que em muitos lugares, muitas riquezas estão nos lugares mais (aparentemente) simples. Me lembro de um fotógrafo que registrou Paris sob a ótica de pessoas do dia a dia. O padeiro, o vendedor, o artesão em fim, e o resultado foi ótimo…

  2. Legal Eurico. Partilhamos, então, de certas posições. O que é uma surpresa boa. Encontrar pessoas que pensam sobre as mesmas coisas é uma experiência gratificante. Mais ainda quando isso se dá por visitas (mesmo que intermitentes, como as minhas) aos bogues que circulam pela “websfera”. Hoje, este é o instrumento mais comum… Gosto do que leio em seu blogue também, nas vezes a que ele me dirijo.
    Já ouvi falar em Trindade-GO, mas faz muito tempo. Foi nos anos 70 do éculo passado, quando fui noviço jesuíta em Campinas e havia um outro noviço que, se não me falha a memória, era de lá. Como não conheço, in loco, não posso fazer comparações, mas que a experiência sevilhana ainda me deixa atordoado (no melhor dos sentidos), ah… isso me deixa sim. Ainda vou “vibrar” muito até que o tempo faça decantar essas memórias… Abraço.

  3. Vim visitar seu BLOG indicado pelo Eurico, numa TAG, e gostei muito. É muito interessante mesmo este mundo de blogagens. Estou inciando, mas é muito bom ver como as coisas vão acontecendo e conforme disse o Eurico num post dele, o importante é deixar que fluam. Este é o segundo BLOG que ele indicou que estou visitando, e está valendo muito a pena! Grande abraço, meninos!

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