Atenção

Ia escrever uma postagem com mais um monte de comentários pretensamente corrosivos para “eufemizar” reclamações, mas vi o vídeo abaixo e resolvi compartilhar.

É para compartilhar, pensar e agir.

https://youtu.be/98Tc-EoSa70

Tomara que gostem!

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De novo

Vamos fazer uma pequena lista do que supostamente se apresenta como novidade produzida pela “vênus platinada” das telecomunicações na terra brasilis. Vênus um tanto balzaquena, diga-e…

1. O milionário em casamento falido, mulherengo e pai de uma adolescente mimada, perturbada e sem senso de nada…

2. A ninfeta virgem e simples, do interior, vinda de um casamento mal acabado

3. A solteirona “rica”, que mantém um gigolô particular, com polpudas e generosas notas azuis…

4. A professora incapaz e se sobrepor ao “alunos” riquíssimos de uma escola particular…

5. As mães viúvas; uma falida e a outra, sempre trabalhadora, em dívida com o condomínio…

6. A mulher separada do marido, depois de descobrir uma segunda família criada e sustentada por ele…

7. A bichinha tresloucada, sempre em busca e um pouco mais de glamour

A lista podia se estender mais, muito mais… Paro aqui. Minha chatice não me permite continuar enumerando aquilo que se anunciou com bombástica campanha publicitária, mas não passa de um desfile melancólico, para não dizer patético, e estereótipos. O mais triste é que este desfile é acompanhado atentamente por magotes e magotes de espécimes de homo sapiens que, acreditam eles, assim se fazem mais “antenados”. Ai que preguiça dessa gíria rasteira e pobre… “Verdades secretas”… eu preferiria continuar com Tapas & beijos ou mesmo Chapa quente, mas…

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Hoje é Dia de Portugal. Dia de Camões. De lambugem, vai um dos sonetos dele (sem certeza absoluta disso…) de que mais gosto:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

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Non sense

Claro que está, que vai ficar arquivada a possibilidade de eu me prestar a descrever o que significa a expressão que dá título a esta postagem. Por conta disso, quem estiver lendo, pode usar o qualificativo que lhe aprouver para me achincalhar ou para designar o que lhe vai no pensamento acerca deste meu desplante. Quem se lembra dos cavalos em paradas militares? Pois é…

Acabo de ver um pequeno videoclipe com um depoimento aviltante de um animal diplomado ao qual tratam por “desembargador”. Não sei quem ele é. De fato, faz-me pouca falta sabe-lo. Aliás, sinto vergonha de habitar o mesmo planeta que um espécime tão baixo, moleque e indecente… Para ter a cara de pau de, “no ar” declarar que um “auxílio moradia” incorporado aos juízes e desembargadores é um “disfarce” para reajustar os seus salários já seria demais… Para completar, o energúmeno justifica-se usando argumentos que seriam engraçados e divertidos, caso não se tratasse de desfaçatez e indecência por parte do locutor dos mesmos: imposto de renda, plano de saúde, sala confortável, carro novo, sapato decente e… pasme… ternos a comprar em Miami!!! Estes são os argumentos que o boçal utiliza para justificar o tal de auxílio. Discutir o “gosto” do verme que fala é perder tempo: terno comprado em Miami? Deus do céu, que critério de “estilo”  esse???

Enquanto isso, percebo certa turbulência no horizonte de expectativas da opinião pública e do direito à livre expressão quando o assunto é a peça publicitária de certa marca de perfumaria brasileira – sobretudo em tempos de “politicamente correto”. Nela, aparecem quatro casais: dois jovens e dois de certa idade. Há um casal e homens e outro de mulheres. O primeiro é de homens mais maduros – nada “sarados”, fashion, descolados, em ambientes de festa, usando os cabelos milimetricamente despenteados, praticando esportes radicais, nem usando gíria corrente (os atores da peça publicitária não falam… e não precisam fazê-lo!). O segundo é de mulheres, uma mais jovem que a outra; como o casal masculino, encontram-se na porta de um apartamento e se abraçam. Só se abraçam! (Digo isso porque tenho, agora, dúvidas, sobre se os demais casais também se beijam… Isso daria um colorido a mais em minhas observações… chatas!). Os outros dois são “normais” demais, tanto, que não merecem comentários… Fico pensando: porque não misturar um pouco? Por que, como já disse alguém por ai, não aparecem casais negros? Eu diria mais, porque não parecem casais com síndrome de Down ou cadeirantes ou… sabe-se lá mais o quê?

Ando com preguiça desses discursos “montados”…

PS: e essa história de “área LGBT” em show de Ivete Sangalo, em Pedro Leopoldo? Até um cego analfabeto percebe que a segregação chegou à produção de eventos…