Non sense

Claro que está, que vai ficar arquivada a possibilidade de eu me prestar a descrever o que significa a expressão que dá título a esta postagem. Por conta disso, quem estiver lendo, pode usar o qualificativo que lhe aprouver para me achincalhar ou para designar o que lhe vai no pensamento acerca deste meu desplante. Quem se lembra dos cavalos em paradas militares? Pois é…

Acabo de ver um pequeno videoclipe com um depoimento aviltante de um animal diplomado ao qual tratam por “desembargador”. Não sei quem ele é. De fato, faz-me pouca falta sabe-lo. Aliás, sinto vergonha de habitar o mesmo planeta que um espécime tão baixo, moleque e indecente… Para ter a cara de pau de, “no ar” declarar que um “auxílio moradia” incorporado aos juízes e desembargadores é um “disfarce” para reajustar os seus salários já seria demais… Para completar, o energúmeno justifica-se usando argumentos que seriam engraçados e divertidos, caso não se tratasse de desfaçatez e indecência por parte do locutor dos mesmos: imposto de renda, plano de saúde, sala confortável, carro novo, sapato decente e… pasme… ternos a comprar em Miami!!! Estes são os argumentos que o boçal utiliza para justificar o tal de auxílio. Discutir o “gosto” do verme que fala é perder tempo: terno comprado em Miami? Deus do céu, que critério de “estilo”  esse???

Enquanto isso, percebo certa turbulência no horizonte de expectativas da opinião pública e do direito à livre expressão quando o assunto é a peça publicitária de certa marca de perfumaria brasileira – sobretudo em tempos de “politicamente correto”. Nela, aparecem quatro casais: dois jovens e dois de certa idade. Há um casal e homens e outro de mulheres. O primeiro é de homens mais maduros – nada “sarados”, fashion, descolados, em ambientes de festa, usando os cabelos milimetricamente despenteados, praticando esportes radicais, nem usando gíria corrente (os atores da peça publicitária não falam… e não precisam fazê-lo!). O segundo é de mulheres, uma mais jovem que a outra; como o casal masculino, encontram-se na porta de um apartamento e se abraçam. Só se abraçam! (Digo isso porque tenho, agora, dúvidas, sobre se os demais casais também se beijam… Isso daria um colorido a mais em minhas observações… chatas!). Os outros dois são “normais” demais, tanto, que não merecem comentários… Fico pensando: porque não misturar um pouco? Por que, como já disse alguém por ai, não aparecem casais negros? Eu diria mais, porque não parecem casais com síndrome de Down ou cadeirantes ou… sabe-se lá mais o quê?

Ando com preguiça desses discursos “montados”…

PS: e essa história de “área LGBT” em show de Ivete Sangalo, em Pedro Leopoldo? Até um cego analfabeto percebe que a segregação chegou à produção de eventos…

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