Ano Novo

Na renovação de tudo, como se costuma acreditar quando se passa do dia 1º de Dezembro de um ano para o dia 1º de Janeiro do ano seguinte, tentei modificar a aparência do blogue. Em vão… Ficou assim, em branco… simples. Com uma caixinha preta dizendo “Mostrar”. Espero que seja mesmo esta a ser acessada quando alguém tiver a curiosidade de ler as “mal traçadas” que aqui deixo…

Desta feita, a primeira postagem do ano que começou na sexta-feira passada vai ser (que pretensão!) um comentário sobre uma notícia que foi publicada na página de um amigo muito querido no Facebook. Segue o texto da matéria:

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09/10/2015 – 20h38

Ensino da Literatura precisa ser reformulado, dizem debatedores

Audiência pública que discutiu a situação da leitura no País indicou que 44% dos brasileiros apresentam dificuldades na compreensão da leitura

Debatedores e parlamentares presentes a audiência pública na Câmara dos Deputados concluíram que o método de ensino da Literatura nas escolas brasileiras precisa ser reformulado. A situação da leitura e do ensino dessa disciplina na educação básica foram o tema do debate realizado na quinta-feira (8) pela Comissão de Educação da Câmara.

Para acadêmicos e parlamentares, as diretrizes dos vestibulares e, principalmente, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), limitam e prejudicam o modo de abordagem da Literatura no Ensino Médio. Hoje, segundo eles, há um acúmulo de teorias.

Utilizada como panorama na audiência, a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada em 2012 pelo Instituto Pró-Livro e pelo Ibope Inteligência, indicou que 44% dos brasileiros apresentam dificuldades na compreensão da leitura, o que caracteriza um índice relevante de analfabetismo funcional.

Dep. Maria do Rosário
Maria do Rosário: Quem não ultrapassa o analfabetismo funcional tem seus direitos democráticos e de cidadania negados

Requerente da reunião, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) considera que todo o processo cultural e de aprendizagem está associado ao livro, à leitura e à Literatura. Para a deputada, esses são fatores que influenciam na formação de identidade e na produção de conhecimento.

“A leitura pode ser considerada um sentido diferenciado, uma outra forma de olhar, conhecer e de se posicionar diante do mundo. Quem, tristemente, não tem acesso a ela como direito básico ou não ultrapassa a condição do analfabetismo funcional, certamente tem seus direitos democráticos e de cidadania negados”.

Metodologia tradicional  x contemporânea
O professor Arnaldo Niskier, integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL) ,defende que esse panorama só mudará quando houver esforços conjuntos para que se trabalhe uma política nacional de educação, e quando a Literatura passar a ser valorizada pelo Enem.

Para ele, o Ensino Médio não estimula o jovem estudante a pensar e necessita passar por uma revolução, começando por mudanças na cultura de leitura e na estrutura de ensino da disciplina.

“A metodologia do ensino tradicional da Literatura como disciplina no Ensino Médio ainda se foca na periodização literária, no acúmulo de teorias”, avalia. Na opinião do acadêmico, textos contemporâneos, mais próximos da realidade dos alunos, romperiam o bloqueio inicial criado ao apresentar a Literatura ao estudante.

“Fazendo um caminho contrário, partindo do texto mais contemporâneo, o professor poderia vir a conquistar o aluno e após certa maturidade de leitura, o estudante teria bagagem para ler uma obra clássica, compreender, apreciar ou renegar, mas já com argumentos sólidos para isso”, acrescenta.

A Comissão de Educação pretende fazer outras reuniões com instituições acadêmicas e governamentais para discutir o Enem e os desdobramentos dele nos métodos de ensino, para realizar um trabalho mais próximo ao Ministério da Educação.

Reportagem – Pedro Lins
Edição – Adriana Resende

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara Notícias
Meus pitacos recaem sobre as seguintes passagens:

“A metodologia do ensino tradicional da Literatura como disciplina no Ensino Médio ainda se foca na periodização literária, no acúmulo de teorias”, avalia. Na opinião do acadêmico, textos contemporâneos, mais próximos da realidade dos alunos, romperiam o bloqueio inicial criado ao apresentar a Literatura ao estudante.

“Fazendo um caminho contrário, partindo do texto mais contemporâneo, o professor poderia vir a conquistar o aluno e após certa maturidade de leitura, o estudante teria bagagem para ler uma obra clássica, compreender, apreciar ou renegar, mas já com argumentos sólidos para isso”, acrescenta.

Estas são as declarações do “acadêmico”, que não conheço pessoalmente e em relação a quem não tenho nada contra, nem a favor, por desconhecido dele que sou. Logo, sinto-me muito à vontade par dar os meus pitacos. Claro está que concordo com o dito acadêmico quando ele menciona “acúmulo de teorias”. Não canso de repetir, já há algum tempo, que conheço “professores de literatura que se gabam em alto e bom som que não precisam mais de ler romances ou poemas para dar alas de literatura. No mesmo “time”, há aqueles “zagueiros da cultura” que dão aulas sobre os mais diversos “autores” – em nome do ensino da crítica literária – sem sequer manusear um texto “literário” sequer. Quanto ao “texto mais contemporâneo” – ponto de partida para a renovação metodológica do ensino de literatura na implícita proposta do “acadêmico” – há que ressaltar a inquestionavelmente evidente relatividade do adjetivo “contemporâneo”, o que faz da declaração tabula rasa para o nada, ou quase. Ninguém resolve uma equação trigonométrica sem ter aprendido as quatro operações básicas. Da mesma forma, em igual medida, no mesmo sentido (and so on…), ninguém será capaz de entender a possibilidade do adultério em Dom Casmurro sem ter aprendido o bê-a-bá nas cartilhas de alfabetização. Penso ser desnecessário explicar o que eu quis dizer com isso, por óbvio. Se dúvida ainda persistir é fácil: perguntem-me!

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