Lembrando

Mexendo em algumas coisas no computador, para matar o tempo e tentar vencer o tédio desse dia bobo, o domingo… Nessa modorra abissal, escutando o baticum de uma tal de Ludmila a quem chamam de cantora… Deparei-me com o texto que li no dia de minha posse na Alacib… Vale pelo dia…

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Ler Caio Fernando Abreu é como abrir um diário que nunca escrevemos, mas que reve­la tudo que sentimos e pensamos, tudo que queremos esconder dos outros e de nós mesmos. Esta é a marca registrada de Caio: seus contos jogam na cara da gente coisas que não sabemos sobre nós mesmos, obrigam-nos a fazer uma limpeza interna, pensar sobre o que realmente somos e o que representamos ser. Terrivelmente crua e ao mesmo tempo lírica e delicada, a obra de Caio Fernando nos captura justamente por essas contradições:

Mas quando saíram pela porta daquele prédio grande e antigo, parecido com uma clínica ou uma penitenciária, vistos de cima pelos colegas todos postos na janela, a camisa branca de um, a azul do outro, estavam ainda mais altos e mais altivos. Demoraram alguns minutos na frente do edifício. Depois apanha­ram o mesmo táxi, Raul abrindo a porta para que Saul entrasse. Ai-ai, alguém gritou da janela. Mas eles não ouviram. O táxi já tinha dobrado a esquina.Pelas tardes poeirentas daquele resto de janeiro, quando o sol parecia a gema de um enorme ovo frito no azul sem nuvens no céu, ninguém mais conse­guiu trabalhar em paz na repartição. Quase todos ali dentro tinham a nítida sen­sação de que seriam infelizes para sempre. E foram.(ABREU, Caio Fernando. Aqueles dois. In: Morangos mofados. 8 ed. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 132-142.)

Um dos primeiros textos de Caio que li foi o conto “Aqueles dois”, publicado num livro emblemático Morangos mofados. O titulo desse livro é muito sugestivo e lírico, apesar de, aparentemente e apenas aparentemente, causar sensação de nojo. Mas não, todos os textos constantes do volume são exemplo acabado do mais puro lirismo trágico, marca registrada do autor. O trecho que acabo de ler é a conclusão do conto. O processo de conhecimento, que se desenvolve durante a narrativa, é por demais contundente para deixar dúvidas sobre a pro­fundidade do pensamento de Caio. A humanidade salta aos olhos através dos passos incertos e cambiantes dos dois protagonistas. Caio Fernando Abreu é considerado um dos mais importantes contistas do Brasil, no­me basilar da expressão homoerótica na/da Literatura Brasileira. Referência para jovens es­critores, por seu niilismo poético e por sua visão de mundo sem tantos compromissos formais, o autor gaúcho comove e incomoda, questiona e delata, faz poesia e imagem com a palavra. É, da mesma forma, considerado autor pesado e afeito à melancolia, com uma escrita passional e intertextual. Isso se deve ao fato de o escritor ter dado um grande espaço, em sua obra, a te­mas considerados “pesados” e/ou “não-literários”. Temas que podem ser identificados como sua marca registrada: explicam, em parte, certo silêncio da crítica universitária, hoje mais alerta e interessada. Sua ficção se desenvolve acima de convencionalismos de qualquer ordem, com linguagem fora dos padrões convencionais, em seu tempo. Em seus contos, percebe-se certa velocidade na/da escrita, associada tanto à construção de imagens rápidas, instantâneas, substantivadas, quanto à forma com que estas imagens interagem, se complementam ou se chocam. Há quem diga que sua narrativa é cinematográfica, como é bem o caso de “Sargento Garcia”, conto publicado no mesmo volume, Morangos mofados: 

Queria dançar sobre os canteiros, cheio de uma alegria tão maldita que os passantes jamais compreenderiam. Mas não sentia nada. Era assim, então. E ninguém me conhecia. Subi correndo no primeiro bonde, sem esperar que parasse, sem saber pa­ra onde ia. Meu caminho, pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde. Pedi passagem, sentei, estiquei as pernas. Porque ninguém esquece uma mulher como Isadora, repeti sem entender, debruçado na janela aberta, o­lhando as casas e os verdes do Bonfim. Eu não o conhecia. Eu nunca o tinha \is-to em toda a minha vida. Uma vez desperta não voltará a dormir. O bonde guin­chou na curva. Amanhã, decidi, amanhã sem falta começo a fumar. (ABREU, Caio Fernando. Sargento Garcia In: Morangos mofados. 8 ed. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 74-90.) 

Há que destacar a preferência do autor por certos tipos humanos, inseridos no rol dos socialmente excluídos: prostitutas, travestis, michês, entre outros. O autor procura integrá-los à “realidade”, através de sua ficção. “Sargento Garcia” foi escrito e dedicado à memória de Luiza Felpuda, travesti conhecido em Porto Alegre que, no período militar, era responsável por um bordel que soldados frequentavam para se prostituírem. O autor insere, em sua narrativa, a personagem de Isadora Duncan, outro travesti. A criação dela é uma homenagem à Luiza Felpuda. Embora Isadora seja um travesti, em nenhum momento da narrativa de Caio perce­bemos a intenção de ridicularizar a imagem do homossexual; não o reduz à caricatura, mas o integra à narrativa, sem intenção de ridicularizá-la.

Nascido em 12 de setembro de 1948, em Santiago do Boqueirão onde quem não rouba é ladrão (hoje apenas Santiago), Caio Fernando Loureiro de Abreu começou precocemente sua carreira. Segundo ele, o primeiro conto de ficção foi escrito aos seis anos, logo que aprendeu a ler e escrever. Alto, magro, de voz fina e com olhos enormes e expressivos, o menino Caio teve muita dificuldade em fazer amizades em sua cidade natal. Aos 15 anos, mudou-se para Porto Alegre, como faziam todos os jovens do interior em busca de melhor qualificação. Sozinho na cidade grande, leu com fervor as obras de Guimarães Rosa, Fiódor Dostoiévski, Mareei Proust, Katherine Mansfield, Graciliano Ramos, Friedrich Nietzsche, Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre, J.D. Salinger, Herman Hesse, Virgínia Woolf e Clarice Lispector, sendo que as duas últimas seriam sua grande inspiração durante toda a rida.

Em 1967, entra para o Instituto de Letras da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Logo começa também um curso de direção teatral, passando a estudar literatura pela manhã e artes dramáticas à noite. Nessa época conhece o futuro escri­tor João Gilberto Noli, o jornalista Valdir Zvvetseh, a pintora Maria Lídia Magliani, parceira de toda vida, e Lya Luft, que foi sua professora e amiga.

Em Março de 1968, é selecionado em um concurso para integrar a equipe de jornalistas de uma nova revista da Editora Abril, no qual havia inscrito o conto O príncipe sapo. Abando­na a faculdade em Porto alegre e vai para São Paulo ocupar sua vaga no 1° Curso Abril de Jor­nalismo. Em setembro é lançada a revista, que se chamou Veja (e leia), e da qual acaba demi­tido meses depois. Procurado pelo DOPS (Departamento de ordem política e social, órgão de repressão do governo) por participar de algumas passeatas de esquerda, vai pela primeira vez para o sítio da escritora Hilda Hilst, em Campinas. Os dois tornam-se amigos e parceiros em seu amor pela literatura. Hilda teve grande influência na vida de Caio. Convivendo com ela e lendo Rainer Maria Rilke, Thomas Mann e Léon Tolstói, o escritor refinou cada vez mais sua sensibilidade na escrita.

Durante a estada de um ano com Hilda, organiza material para editar seu primeiro li­vro, Inventário do irremediável. Em 1969, vai para o Rio se hospedar na casa da amiga Maria Helena Cardoso e tem muito contato com a cultura hippie. Recebe, então, a notícia de que seu 1í\to ganhara o Prémio Fernando Chinaglia e mil cruzeiros, mas que o autor teria que arcar com a edição. O livro é publicado em 1970 pela Editora Movimento. Enquanto isso, Caio es­creve para o Correio do Povo, O Estado de São Paulo, O Jornal e no Suplemento Literário de Minas Gerais. Dois contos seus saem na coletânea Roda de fogo, uma antologia de contistas gaúchos, ao lado de, dentre outros, Moacyr Scliar. Novamente morando em Porto Alegre, par­ticipa como ator do grupo de teatro Província, do amigo Luiz Arthur Nunes.

Em 1971, o romance Limite branco é lançado pela Editora Expressão e Cultura. Nesse ano muda-se novamente para o Rio de Janeiro, indo morar em uma comunidade hippie. Lá escreve grande parte de seu terceiro livro, O ovo apunhalado, publicado anos depois por não passar pela censura da época. Nessa passagem pelo Rio de Janeiro conhece Henrique e Vera Antoun, de cuja família vira amigo e hóspede. É preso por porte de maconha e volta então pa­ra a casa dos pais em Porto Alegre.

Trabalha todo o ano de 1972 no jornal Zero Hora e continua colaborando com o Su­plemento Literário de Minas Gerais, no qual publica A visita, um dos contos de O ovo apu­nhalado. O livro ganha o prémio do Instituto Nacional do Livro, e Caio manda então a obra para concorrer ao Prémio Nacional de Ficção. Com o dinheiro do primeiro prémio, parte para a Europa, em abril de 1973, tentando achar um lugar onde houvesse menos repressão e mais liberdade. Passa por Madri, Barcelona, Paris e para em Estocolmo, onde encontra a amiga gaúcha Sandra Laporta. Visita rapidamente a Holanda e a Bélgica. Indo sempre atrás do so­nho de virar um grande escritor, completa seus 25 anos morando em Londres, a cidade em que sempre quis estar. Com dificuldade de subsistência no frio britânico, junto com alguns amigos começa a invadir e morar em casas abandonadas, de onde logo eram expulsos.

Em 1974, volta ao Brasil. Seu livro O ovo apunhalado ganha menção honrosa no Prémio Nacional de Ficção. Caio decide cuidar da edição do livro, que é publicado em 1975 numa co-edição do Instituto Estadual do Livro e Globo. O ovo apunhalado sofre cortes da censura, mas tem boa crítica. Caio sai da casa dos pais e vai morar com o Luiz Arthur Nunes, dramaturgo e diretor teatral. Juntos criam o espetáculo Sarau das 9 às 11. Transfere se logo para uma co­munidade no Jardim Botânico, em Porto Alegre, onde reside com dois amigos do tempo de Londres.

Em 1977, é publicado Pedras de Calcutá, com o material produzido na época em que es­tava no exterior e com o que escreveu logo após sua volta ao Brasil. Contos do livro já liariam sido publicados nas antologias Assim escrevem os gaúchos, Teia e Histórias de um novo tem­po. Muda-se novamente para São Paulo em 78 para trabalhar como editor da revista Pop, a convite de Valdir Zwetsch, e começa a escrever Morangos mofados. Trabalha ainda nesse pe­ríodo nas revistas Nova e Leia livros.

Em 1982, Morangos mofados, seu livro de maior sucesso até então, é lançado pela edi­tora Brasiliense. O início do ano seguinte, marca a terceira tentativa de Caio em morar no Rio de Janeiro. A decisão foi motivada pela jovem Ana Cristina Cesar, com quem manteve amiza­de intensa e conturbada até o suicídio dela em outubro do mesmo ano. No final de 83, Caio vai a Porto Alegre lançar Triângulo das águas na Feira do Livro. A obra ganha o prémio Jabuti. Começa também a colaborar com a revista Galiery Around de São Paulo, para a qual envia resenhas, reportagens e assina uma coluna sobre livros. A revista muda o nome para Around e Caio vai novamente para São Paulo trabalhar na redação. O conto “Beatriz, ou o destino desfo­lhou” é publicado na antologia Ritos de passagem, em 1984. Quando o Estadão cria o Cader­no 2,em 1986, Caio é convidado a fazer parte da nova equipe e aceita assumir a editoria de cultura. Em 1987 pede demissão do jornal e passa a trabalhar novamente na revista Around, que já havia mudado novamente o nome (para AZ), mas continua a enviar suas crónicas para o Estadão. Em 1988 faz críticas literárias no programa Leitura livre, da TV Cultura. Nesse ano lança o livro Os dragões não conhecem o paraíso, com o qual ganha seu segundo prémio Jabuti. Em 1990 o romance Onde andará Dulce Veiga? é lançado pela Companhia das Letras.

Caio não gostava de ser visto como um escritor homossexual. Quando assim era rotula­do, dizia: “Se o que eu faço é literatura gay, o que o Veríssimo faz é literatura heterossexual? Literatura é literatura, ponto final.” Neste mesmo ano, Os dragões não conhecem o paraíso é o primeiro de seus livros a ser publicado no exterior. Vai à Inglaterra para o lançamento e es­toura na mídia. Dá entrevistas para a BBC, para a revista Time Out e para o jornal The inde-pendent. Para poder ficar na Europa até o lançamento do livro em francês, Caio lava pratos, trabalha como garçom e faxineiro, como já havia feito em 73. Em março do ano seguinte, vai a Paris para o lançamento da edição francesa. Volta ao Brasil em julho e fica em São Paulo tra­balhando na revista Qualis, onde permanece apenas três meses. No começo do ano de 1992 é convidado para fazer crítica literária na revista Playboy e começa a trabalhar na reedição de Limite branco. Em novembro ganha uma bolsa da Maison des Écrivains Étrangers para pas­sar três meses em Saint Nazaire. Nesse tempo, tem que escrever um conto e ceder os direitos autorais à editora Arcane 17.

Em 1993, a novela O leopardo dos mares sai em edição bilíngue pela Arcane. Em mea­dos de 93 volta à Europa para lançar as edições italiana e francesa de Onde andará Dulce Vei­ga?. Caio visitou, entre 1992 e 1994, a Inglaterra, a Holanda, a França, a Itália, a Alemanha, a Suécia, a Espanha e Portugal, não necessariamente nessa ordem. Participou de leituras e di­vulgou seus livros em Amsterdã, Utrecht e Haia. Esteve no Congresso Internacional de Litera­tura e Homossexualismo em Berlim, em Erlangem; em Milão, para lançar Dov’é Finita Dulce Veiga?, e em Paris para autografar Quest devenue Dulce Veiga?.

Em 1994, Onde andará Dulce Veiga? foi indicado ao prémio Laura Battaglion como melhor romance estrangeiro, ao lado de nomes como Philip Roth. Durante esses anos, Caio deu entrevistas para televisão, revistas e jornais, principalmente da França. Um escritor brasi­leiro que falava do lado obscuro de um povo que ama samba, mar e futebol encantou os fran­ceses e a Europa, fazendo-os imaginar como era o Brasil real. Muitos artigos sobre a obra de Caio Fernando Abreu foram escritos também lá, e sua obra, como no Brasil, vem sendo estu­dada desde então. Em junho desse ano, Caio voltou da Europa com uma mancha que aparece­ra em seu rosto. Estava em São Paulo quando fez o exame: HIV positivo. Após alguns dias in­ternado em São Paulo, Caio volta para Porto Alegre e para a casa da família Abreu no Menino Deus, onde decide passar seus últimos dias, e é recebido de braços abertos pelos pais, então já idosos, e pelos irmãos.

Caio Fernando Abreu assumiu publicamente a doença em crónicas para os jornais O Estado de São Paulo. Transformado em celebridade instantânea pela doença, faz uso da noto­riedade até o fim para denunciar a falta de remédios a preços acessíveis e a forma como eram tratados os pacientes com HIV. Tornou-se porta-voz dos soropositivos que, além de não terem tratamento médico adequado, eram tratados com preconceito. Como Caio nunca juntou di­nheiro durante sua vida, foi ajudado por amigos. Alguns contribuíam com remédios, como Marcos Breda e Graça Medeiros, que até o fim esteve em contato com hospitais do mundo in­teiro e médicos que tentavam descobrir uma forma de amenizar a doença. Outros amigos de São Paulo juntaram dinheiro para dar-lhe um laptop, sonho antigo do escritor.

Em outubro de 1994, o Brasil era o país-tema da Feira Internacional do Livro de Frank­furt, na Alemanha, e Caio foi um dos convidados. Em sua última passagem pela Europa, parti­cipou de debates ao lado de Chico Buarque de Hollanda, dentre outros. Quando voltou da Eu­ropa, no final de 94, passou em São Paulo para participar de uma festa em sua homenagem organizada por amigos. Despedia-se então da cidade que amou e odiou com a mesma intensi­dade e na qual passou a maior parte de sua vida: só voltaria a São Paulo rapidamente para lançar seu último livro. Em Porto Alegre, doente, Caio Fernando Abreu aprendeu a amar a vida como nunca, como anunciou em entrevistas. Caio e o pai, Zaél, cuidaram juntos de um jardim, encerrando assim os desentendimentos do passado e iniciando uma nova etapa, de compreensão e apoio. Nesse período foi o tradutor de Assim vivemos agora, de Susan Sontag e A arte da guerra, de Sun Tzu, com Miriam Paglia. Mudou também o nome de seu primeiro livro na reedição: Inventário do irremediável passou a chamar-se Inventário do Ir­remediável.

Caio voltou a Porto Alegre para cuidar da vida e da obra com igual fervor, pois não que­ria que, postumamente, remexessem em suas gavetas e publicassem o que não deviam. Em 1995 Ovelhas negras é publicado pela editora Sulina. O livro é uma reunião de contos rejeita­dos pelo autor em um primeiro momento. Caio analisou cada um, reescreveu alguns e lançou esse que seria seu último livro: cheio de ovelhas negras, como ele foi da família e de grande parte do mundo, que não conseguiu compreendê-lo. O livro lhe rendeu seu terceiro prémio Jabuti. O conto “Linda, uma história horrível” é incluído no The penguin book of internatio­nal gay writing, organizado por David Leavitt, e Molto lontano de Marienbad é lançado na Itália, pela editora Zanzibar. Em outubro é patrono da 41a Feira do Livro de Porto Alegre. No final do ano, José Márcio Penido, então editor do Globo Repórter, fez um especial sobre Aids e o entrevistou. Meses antes de morrer, Caio participa da reportagem e diz “Adoro estar vivo, gosto de viver”, e encerra a entrevista decretando: “Agora estou muito ocupado, não tenho tempo para morrer.” Caio Fernando Loureiro de Abreu faleceu em 25 de fevereiro de 1996, aos 47 anos, no Hospital Moinhos de vento, em Porto Alegre, vítima de uma pneumonia. Dei­xou para os sobrinhos, numa carta-testamento, o computador, a impressora, o aparelho de som, alguns CDs e sua coleção de frangas de argila e louça, os bens que acumulou durante sua vida.

Em certo sentido, é o signo da margem o que marca e identifica a literatura de Caio Fernando Abreu. Daí a pensar em inversão, é um pulo. Desse modo, termino fazendo o que protocolar e tradicionalmente se faz no começo, subvertendo a ordem, invertendo a sequência sem deixar perder-se o sentido. Assim é que agradeço a presença de todos que aqui estão: fa­miliares, amigos, confrades, confreiras e demais convidados. Outros agradecimentos, em nada e por nada protocolares, vão para Cláudia Gomes Pereira, quem me saudou e a quem nos la­ços da amizade aprendi a admirar e respeitar; para Águeda Santos, presidente da Academia Marianense infanto-juvenil de Letras, aluna matriculada em uma das disciplinas que leciono neste semestre, aqui mesmo no ICHS; para Hebe Rola, Promotora de eventos culturais da ALB-Mariana, que já foi colega de departamento e hoje é exemplo; para Gabriel Bicalho, se­cretário geral da ALB-Mariana, a quem também admiro; para José Sebastião Ferreira, vice-presidente da ALB-Mariana, um sujeito que com que simplicidade me conduziu até aqui, cuja poesia é um exercício de mineiridade; para José Benedito Donadon Leal, presidente executivo da ALB-Mariana, que também já foi colega de departamento, que continua amigo, com quem divido angústias, alegrias, sonhos e delírios e para Andréia Aparecida Silva Donadon Leal, presidente fundadora da ALB-Mariana, ex-aluna, amiga que me recebe em sua casa e que ago­ra me recebe aqui, a quem admiro por demais e a quem devo momentos de inspiração, ainda que ela não saiba. Muito obrigado!

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2 comentários sobre “Lembrando

  1. Eu estava lá, junto com Alice, Renato, Anunciata, Aparecida, Romeu, Katia, Bianca e Tuty. E lembro-me de ter ficado muito emocionada com seu discurso, pelo amor que sempre tive por seu patrono, escritor contundente, mas, sobretudo, amoroso. Muito bom revisitá-lo. Beijinho.

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