Poema insólito

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E o mimimi  naquele lugar, aquele em que as pessoas se dizem “de respeito”, continua.

Eu fico com vontade de escrever, mas titubeio porque pode ser que não consiga. Há de haver alguém que goste e alguém que não, dizendo, num e noutro caso, que não sei dizer o que digo, que não sei escrever.

E a bienal “do livro” começou e a “celebridade” vai para aqueles que, mal saídos dos cueiros, são elevados à enésima potência do estatuto de “escritores”, apenas por atrair milhares de “jovens” com sua litania movida a hormônios e ilusões.

Cadê os livros? Cadê as reedições dos clássicos? Cadê o incentivo à leitura de “LITERATURA”…

Ai que preguiça das oficinas de escrita criativa. Isso existe mesmo?

O tempo passa. A vida passa. A morte chega. Três vérticeo de um triângulo, perímetro irrecorrível, inevitável, inexplicável. E pensar que o homem produziu fogo lascando uma pedra na outra… até prova em contrário.

Há quem acredite que o senado é um local próximo ao poder e que, por isso, a quem dele faz parte, é concedido o direito (divino?) de dizer o que pensa, sobre qualquer coisa, sem considerar com quem fala, de quê fala, de quem fala. “Sou um senador!… Machado de Assis já ensinou esta lição.

Então é assim mesmo: você faz, eu faço, e ninguém mais faz. Está instalada a impunidade e o parâmetro de correção e conduta. Dane-se o resto.

Se você não “malha”, se você não veste roupa de etiqueta, se você não usa as “mídias” mais “mudernas”, se você não fala mal da esquerda, se você não “frequenta”, se você não aplaude as bestas desemplumadas que correm atrás de uma bola como quem, com sede, busca água; se você não “aparece”… o mundo se acaba e pronto: tudo vira pó.

E lá vão os seis. Seis livros, doze mãos, seis cérebros, seis objetos. Vão ser esquecidos no tempo, encobertos pelo pó da desmemória e, ainda assim, anseiam por aplauso, por elogio fácil, por reconhecimento e por nota em jornal. Ah, a vaidade, a vã cobiça. Camões, que saudade…

Parodiando o poeta, o ortônimo, a origem: não sou nada!

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6 comentários sobre “Poema insólito

  1. Ao seu questionamento, responderam que a ABL contempla os “notáveis” em suas áreas de atuação, Então por que Academia Brasileira de LETRAS? Daqui apouco os “famosos instantâneos” – os que vemdem muitos livros, é o critério… – serão acadêmicos e os verdadeiro literatos serão condenados ao ostracismo. Pobre país… Pobre mundo… 😖

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