Limbo

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Eles estão lá. Desfilam seus estereótipos em palavras que quase nada dizem, mas muito aparentam. Eles estão lá, acreditando na seriedade do que fazem, na qualidade do que produzem, na utilidade do que proclamam. Eles estão lá.

Do outro lado, há outros. Outros quase sempre anônimos. Tratados como anônimos: números, estatísticas, doses e avaliações: a distância do olhar “profissional” que dita normas, prescreve e ensaia um exercício que beira o divino sem se deslocar um milímetro de sua humana falibilidades. Eles também estão lá, ainda que do outro lado.

No meio, em outro lugar, numa terceira via, suspenso em meta existência imponderável resta o resto. Não a escória. O resto. O que resta, vítimas da semântica. Sim, da semântica. Haja vista que mediocridade, etimologicamente identifica apenas e somente o estado mediano, o que está no meio, na média: o comum. Talvez seja esta a ponto léxica que foi estabelecida como suficiente para arrastar multidões de falantes e ouvintes e escreventes para a falácia do status quo… que continua a inexistir. Do latim mediocritas: medida, moderação, mediania, meio. Só isso…

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