A moeda

Vai se enganar quem está esperando por um texto que fale de dinheiro, de numismática ou de economia e quejandos… Engano redondo. Redondíssimo. A metonímia aqui é por conta de expressão popular já há muito desgastada, em que pese sua permanência no sentido prático de quase tudo: “toda moeda tem dois lados”. Cara ou coroa, […]

Ainda uma vez

Ainda não acabei de ler o livro de Martim Vasques da Cunha. Um cartapácio de 628 páginas de puro deleite para os olhos e o cérebro de qualquer leitor interessado. Ele leva o título de A poeira da glória: uma (inesperada) história da literatura brasileira. Atenção: só usei “cartapácio” por soar bem, me agrada, é uma […]

Retorno

         Faz algum tempo, numa aula sobre Eça de Queirós (ou será Queiroz?) comecei a falar sobre uma leitura comparativa que eu tinha feito entre dois textos do autor português – A cidade e as serras e “Civilização” – a partir do fato de que primeiro poderia ser  lido como um desenvolvimento do segundo. Neste sentido, […]

Passado

Na minha proverbial e incorrigível vibe de preguiça (ai como eu abomino essa gíria…) resolvi colocar aqui um texto que escrevi nos anos 90 do século passado. Nossa! Parece uma coisa tão antiga… Nem verificar nos arquivos do blogue pra ver se já tinha sido postado eu verifiquei. Então aí vai, para aproveitar eu falei […]

Missão

  Na maré de desânimo e falta de incentivo em que me sinto imerso, o texto que segue me faz respirar e acreditar que alguma coisa faz sentido. Digo isso porque se afirmasse que sou obrigado a fazer determinadas coisas estaria dizendo apenas parte da verdade. Ainda há espaço, na minha cabela pelo menos, para […]

Aprendizagem

Houve um tempo em que, para se comer uma pamonha de milho verde, levava-se quase um dia todo. Primeiro colher as espigas ou, se já colhidas estivessem, descascá-las – tomando cuidado para preservar as palhas melhores, para embrulhar as pamonhas -, limpá-las – tirar aquele “cabelinho” era muito custoso -, lavá-las e raspá-las “até o […]