Palavras

cena

Acabo de rever uma cena de um filme que, a cada vez, causa em mim o mesmo tipo de sensação. Provoca o mesmo sentimento. Conduz minha mente e meu intelecto a um universo inominável, por perfeito… O filme: Il postino (no Brasil recebeu o título O carteiro e o poeta. Faz sentido. Coerente, mas diminui um pouco a delicada poesia da construção da personagem que dá título – no original – ao filme). Filme dirigido por Michael Radford, lançado em 1994, com o impecável Philippe Noiret, personificando Pablo Neruda e o delicadamente icônico Massimo Troisi, dando vida ao carteiro, Mario Ruoppolo. Não falo mais nada sobre este filme. Perdeu quem não o viu. A ligação para a cena que me interessa é o que segue: https://www.facebook.com/prosa.e.verso1/videos/1248093245245415/. Nesta cena, as duas personagens principais do filme trocam ideias sobre a metáfora, depois que Neruda declama um poema. A delicadeza é inquestionável. O desdobramento do diálogo remete a gente a um universo impensável, porque imponderável. No entanto, este mesmo universo é tomado como ponto de partida para a manutenção da soberba e da arrogância de muitos (muitos mesmo!) que se arrogam o direito e o “poder” (ai que falta faz ler algumas páginas de Foucault!) de saber do que se trata, de afirmar que sabe, de pontificar verdades supostamente absolutas e definitivas. Enquanto isso, há quem, depois de hora e meia de falação, no meio da qual usa a expressão “livre arbítrio”, ser interrompido para responder à pergunta daquele que diz querer saber e não sabe: “o que é livre arbítrio?”.

metáfora

Na dúvida, segui o rumo do meu pensamento aleatoriamente. Nada disso foi o que pensei quando vi a cena do filme e decidi escrever. Uma ideia me veio, mas a perdi. E mais uma quarta-feira chega ao meio…

th

Dias

sao jose

Hoje é dia de São José. Não sou santo, mas sou José. Na verdade, José Luiz, mas José. Posso, então, considerar hoje o meu dia. Pretensão… Sei não… Pode ser… E se for… Há que se sentir culpado? Há que ficar fazendo discurso de modéstia e humildade? Há que me vangloriar. Sei não… O que sei é que metade do meu nome ´José. A outra metade, Luiz. Escrevi cinco linhas e disse muito pouco. Há que vá me julgar…

ronaldo

Li ontem, no Estado de Minas (minha mãe resiste à ideia de ter um tablete pra ler o jornal e eu ter que acabar essa irritação com os atrasos do entregador do jornal em papel. Uma chatice. Se bem que jornal velho, às vezes, é muito útil. E chega. Não vou escrever outras cinco linhas dizendo nada). Li no Jornal ontem, na página do Editorial, da Opinião, das cartas dos leitores (Os Diários Associados” ainda não acabaram com esta página, como já fizeram com outras tantas de utilidade indiscutível). Pois bem. Li na tal página um “artigo” (?) de Ronaldo Mota, identificado como reitor da Universidade Estácio de Sá. Conheci o gajo nos idos de 90, do século passado (isso soa tão antigo…), em Santa Maria da boca do monte, lá mesmo, no Rio Grande do Sul, no ponto geodésico zero do Estado. Vivi cinco anos por lá. O gajo era professor de física, tudo e havido como um homem bonito. Bem casado – o que causava alegre e descompromissado ciúme do grupo de mulheres amigo do casal que recebia muito bem. Pois… O atual reitor da Universidade Estácio de Sá escreve, logo no primeiro parágrafo de seu “artigo” (?) o que segue:

“Como pensar o papel do docente nos tempos atuais, em que o aluno é diferente do que ele era há poucas décadas atrás? Ou seja, os educandos já não são os mesmos e tampouco o mundo nos quais os estudantes estão imersos é parecido com antes. Há poucas alternativas ao educador, a não ser se reconfigurar para não se tornar inócuo ou mesmo deixar de existir.”

Antes de continuar, devo advertir a quem me lê que minha preguiça impede que eu continue a comentar o que vou comentar em relação a todo o “artigo” (?) do professor. Para além disso, é necessário acrescentar a este introito o seguinte: sou um chato. Pois bem. Vamos adiante. A primeira pergunta que faço é: apenas o aluno “é diferente do que ele era há poucas décadas atrás”? Penso que a diferença se espraia por campo muito vasto que o restrito escol discente a que se refere o autor. Causa-me espécie qualquer raciocínio que, com tal restrição, eleve esse “corpo” (o discente) à altura de foco e núcleo , absoluto e irrecorrível, de qualquer conjuntura que se construa no campo da educação. O aluno não existe por si só. Ele não é o único envolvido. O corpo discente é concorrente (no sentido de articulação) ao docente. Punto i bata“! A segunda pergunta é: Se a tal “diferença” (implícita, ideológica e tendenciosamente positiva) dos alunos é diferente, um dos motivos desta mesma diferença assenta-se no fato óbvio de que o tempo corre, que as coisas mudam e que as configurações que se apresentam em miríades de possibilidades – todas elas adstritas ao imponderável – também seguem o mesmo fluxo.  Chamo a atenção para um problema de concordância, antes de passar à terceira e derradeira pergunta. O correto, do ponto de vista sintático é: “… e tampouco o mundo no qual os estudantes serão imersos…”. O sujeito é “o mundo” não “os estudantes”. O deslize não chega a ser grave, mas o jornal é mediação pública de leitura. E quem escreve é um “doutor”. Logo… Vamos à terceira pergunta: Existem mesmo “poucas alternativas ao educador, a não ser se reconfigurar”? Ora… “reconfigurar” é verbo que remete à ideia de um mundo digitalizado, algo que toca as ideias de softwares, aplicativos e configuração de sistemas. Para a minha chatice é inapropriado. Ademais, só o professor deve ceder à exigência de novas reconfigurações? Por quê? Não vou me estender e concluo dizendo o seguinte: ninguém aprende sozinho. A experiência pessoa é rica e profícua, mas não determina o cerne do conhecido que EXIGE estudo, leitura, reflexão. Por fim, os estudantes carecem de algo que, no meu tempo (ai que antigo!) se aprendia em casa: respeito, ideia, obediência, limite, possibilidade e responsabilidade, para terminar a lista aqui e deixar a provocação fazer seu efeito…

software

livro

 

 

Margens

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Nise, o coração da loucura. Este é o nome do filme que acabei de ver. Poderia estar passando a limpo as notas do semestre (que já estão passadas a limpo). Poderia estar fazendo contas dos pontos distribuídos pelo semestre. Poderia estar tentando acabar de ler o quinto volume de À procura do tempo perdido. Depois de muitas tentativas malogradas ao chegar ao terceiro volume, terminei, na semana passada, a leitura do quarto volume. Ontem, antes de dormir, como de hábito, comecei a ler o quinto volume. Confesso, sem pudor: que chatice! A expressão, em sua veemência (invisível aos olhos de quem lê), mas palpável quando da leitura – vá se entender um bagulho desses! – justifica-se: é a minha opinião. Uma chatice. Confesso que considero o livro do Proust, uma chatice. Diferentemente de outras duas chatices – no âmbito da leitura – Os lusíadas e Grande sertão: veredas. Estes dois, ao se enfrentar a tal chatice, deságua vislumbradamente numa beleza poética que não encontra limites nem palavras como expressão. Uma chatice que dá prazer, imenso. Prazer de ler. Penso, na minha intimidade, que esta experiência escapa quando da leitura do romance francês. Longe de mim afirmar que tal portentosa obra de escrita e “fabulação” não presta para nada. Jamais! No entanto, repito: o livro de Proust é uma chatice! E hei de vencer os seis volumes da edição brasileira há muito, por mim, comprada. Guardada durante anos e umas três tentativas de leitura. Na altura dos mais de 60, hei de ler todos os volumes. O delírio sobre o romancista francês me leva ao encontro das primeiras linhas de hoje. Falo do impacto que o filme causou. No início, resisti, e deixei aberta página do Netflix, sem coragem de continuar a ver, temendo por cenas corriqueiras, melodramáticas e tendenciosas. Ledo engano. O filme, que conta com desempenho impecável (mais um!) de Glória Pires, narra um intervalo da história de um processo de cura através da arte. Na verdade, a constituição de um método terapêutico no tratamento de “anomalias” psíquicas. Um portento! Ao fim do filme, pensei no Proust e na relatividade absoluta – em que pese a sedutora contradição em termos – de todos os juízos que fazemos. Nise da Silveira ousou pular no abismo, como narra metaforicamente a voz em off no início de Freud, além da alma – filme de 1962, dirigido por John Huston, estrelado pelo legendário e icônico Montgomery Clift. Imperdível! A psiquiatra praticamente erige, sozinha, contra a corrente machista, tacanha, subserviente e interesseira de um hospital que não liga para os !clientes” como diz a médica. Uma história mais que tocante. Uma pedrada – como a que leva o “Lima”, personagem do filme. Uma pedrada na falsa certeza de que podemos afirmar categoricamente alguma coisa, sem reconhecer que, antes de mais nada, somos incapazes de abarcar a totalidade do que tentamos afirmar.Um paradoxo, como a própria existência humana. Vale a pena conferir.

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Para LET874-2

saramago

“Que ilha desconhecida, perguntou o rei disfarçando o riso, como se tivesse na sua frente um louco varrido, dos que têm a mania das navegações, a quem não seria bom contrariar logo de entrada, A ilha desconhecida, repetiu o homem, Disparate, já não há ilhas desconhecidas, Quem foi que te disse, rei, que já não há ilhas desconhecidas, Estão todas nos mapas, Nos mapas só estão as ilhas conhecidas, E que ilha desconhecida é essa de que queres ir à procura, Se eu to pudesse dizer, então não seria desconhecida, A quem ouviste tu falar dela, perguntou o rei, agora mais sério, A ninguém, Nesse caso, por que teimas em dizer que ela existe, Simplesmente porque é impossível que não exista uma ilha desconhecida, E vieste aqui para me pedires um barco, Sim, vim aqui para pedir-te um barco, E tu quem és, para que eu to dê, E tu quem és, para que não mo dês, Sou o rei deste reino, e os barcos do reino pertencem-me todos, Mais lhes pertencerás tu a eles do que eles a ti, Que queres dizer, perguntou o rei, inquieto, Que tu, sem eles, és nada, e que eles, sem ti, poderão sempre navegar, Às minhas ordens, com os meus pilotos e os meus marinheiros, Não te peço marinheiros nem piloto, só te peço um barco, E essa ilha desconhecida, se a encontrares, será para mim, A ti, rei, só te interessam as ilhas conhecidas, Também me interessam as desconhecidas quando deixam de o ser, Talvez esta não se deixe conhecer, Então não te dou o barco, Darás.”

conto

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al berto

pai
decidi partir
não me pergunte para onde nem porquê
partir é o que ressoa na minha cabeça
viajar sem fim e jamais voltar
também é inútil perguntar me as razões de tudo abandonar
este conforto enjoa me esta vida dá me vertigens e diarreia
de resto duvido que existam razões de peso
tenho a certeza de suportar minha mulher
se ainda a amasse
partilharia com ela a loucura que adquiriu pela casa
a semanal mudança de lugar dos móveis
e mais estranho ainda
quando põe a máquina da roupa a trabalhar sem nada lá dentro
diz que adora aquele insuportável ronronar de aço
que lhe faz muita companhia
enfim
se eu ainda a amasse talvez

mas é certo que arranjei outras compensações
a amizade segura de um amigo
talvez seja melhor não revelar grande coisa sobre este assunto
poderia chocar o pai por demasiado íntimo e delicado
duvido mesmo que conseguisse entender a amizade como eu a entendo
que quer
sempre gostei da travessia das noites e das pessoas
e de beber
muitas vezes nem sei quem são as pessoas com quem falo
o pai dir-me-á que tudo isto são simples fugas
é possível
desde que me conheço que me fujo
amo essas fugas esses pedaços doutras vidas cruzando se
com pedaços sombrios da minha
não leve a mal estes desvarios
no fundo teria sido melhor para mim ter ficado aí
onde o tempo parece não avançar e a terra é fértil
provavelmente hoje seria um desses pastores que meditam
sobre as fases da lua mesmo antes delas se iniciarem
é possível que hoje fosse um operário exemplar
trabalharia sem sequer me pôr a questão de que há outro mundo
por descobrir para lá do incessante roncar surdo das máquinas
tudo explodiu dentro de mim e não sei como dizer-lho
vou largar tudo
a mulher o trabalho a cidade onde vivo a casa de que não gosto
a cidade apagou em mim muitos desejos
a única coisa que ainda faço com prazer é vagabundear
o que não é muito
mas sinto me livre e feliz e anónimo

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O primeiro trecho é retirado do conto de José Saramago, “O conto da ilha desconhecida”. O segundo, do livro de Al Berto, Três cartas da memória das Índias. Entre eles há similaridadeS discursivaS por conta de um referente comum: a viagem às Índias. As sutilezas são muitas. Até este ponto, a gente já comentou muitos aspectos plausíveis a partir deste pressuposto: a multifacetada similaridade discursiva entre estes dois textos, no caso, fragmentos deles. Pois bem. Vocês sabem que, acima de tudo e antes de mais nada, interessa-me a SUA opinião, o SEU modo de ler, a SUA conclusão a partir da LEITURA, qualquer que seja. Escreva sobre isso!

Boa leitura!

Viagens “porteñas”

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Há um texto de Borges “Pierre Menard, autor do Quixote”, que sempre me intrigou. De cara, põe-se uma questão relevante: a que gênero pertence este texto. Que fique claro que não sou sócio vitalício do clube que congrega aqueles que não vivem rotular um gênero num texto. As desculpas são esfarrapadas. Os resultados, tendem a ser pífios. Mas a questão é relevante, por mera curiosidade intelectual. Eu não sei dizer! Geralmente, leio que se trata de um conto. Muitos artigos e teses e críticas e resenhas e… e… e… denominam o texto como conto. Talvez seja por conta de sua dimensão. Talvez, por conta de tratar de uma única personagem, Pierre Menard. Talvez por que narra apenas um passus na vida desta personagem. Estas indagações me levam a considerar a segunda questão: quem é Pierre Menard. Logo no início da narrativa, é apresentada, pelo narrador, uma lista de (supostas) publicações desta personagem, o tal Pierre. Com o auxílio do Dr. Google fica fácil. Basta digitar o nome Pierre Menar na barra de endereço e voilá! Claro que já fiz. quem negar que faz isso pode ter vergonha de si mesmo, e apenas de si mesmo… a ninguém mais importa… a vergonha. Voltando à vaca fria, cria-se um clima de dúvida e ambiguidade. Ao mesmo tempo que alguns dos trabalhos citados pelo narrador do texto de Borges são encontrados na linha de pesquisa do dr. Google, outros não aparecem. Fica então a dica: pesquisar se de fato existiu o tal de Pierre. Será que vale a pena?

O segundo passo nestas circunlocuções aqui escritas, vem a passagem abaixo:

Es una revelación cotejar el don Quijote de Menard con el de Cervantes. Éste, por ejemplo, escribió (Don Quijote, primera parte, noveno capítulo):

la verdad  cuya madre es la historia, émula del tiempo, de­pósito de las acciones, testigo de lo pasado, ejemplo y aviso de lo presente, advertência de lo por venir.

Redactada en el siglo diecisiete, redactada por el “ingenio lego” Cervantes, esa enumeración es un mero elogio retórico de la historia. Menard, en cambio, escribe:

la verdad  cuya madre es la historia, émula del tiempo, de­pósito de las acciones, testigo de lo pasado, ejemplo y aviso de lo presente, advertência de lo por venir.

La historia, madre de la verdad; la idea es asombrosa. Menard, contemporâneo de William James, no define la historia como una indagación de la realidad sino como su origen. La verdad histórica, para él, no es lo que sucedió; es lo que juzgamos que sucedió. Las cláusulas finales — ejemplo y aviso de lo presente, advertência de lo por venir —  son descaradamente pragmáticas.

También es vívido el contraste de los estilos. El estilo arcaizante de Menard — extranjero al fin — adolece de alguna afectación. No así el del precursor, que maneja con desenfado el espanol corriente de su época.

a transcrição, no original, é proposital. De um lado pode apontar para minha imodéstia. de outro, para uma certa classe que o idioma de Cervantes impõe por sua elegante sonoridade. Ainda por outro lado (se existir…), pela preguiça de usar a tradução. Pelo sim,m pelo não, o original revela o sabor dos dois trechos em itálico. Percebe-se, de cara, e não com menos espanto (Evoé, Platão!) que trata-se do mesmíssimo texto. sem tirar nem por, com todas as letras. Esquisito, no mínimo. lendo de novo, repete-se a constatação e aumenta a esquisitice. Do alto de minha ignorância, e do fundo de minha incompetência, em sala de aula, nas inúmeras vezes que já tecai comentários sobre este texto, afirmei que não se trata de engano. Não é um truque, muito menso um ato falho. Nem pensar em cogitar de gralha. Não. jamais! Nunca! Costumo dizer, porque é assim que “LEIO” este texto, que se trata de considerar duas perspectivas de leitura. Em outras palavras, no contexto da narrativa de Borges, a primeira citação é devida, evidentemente, a seu autor, Cervantes. A segunda citação, ainda que literalmente idêntica, é devida a Pierre Menard. Este foi leitor daquele. caso contrário não teria conhecimento da passagem que “copia”. Na verdade, o que fica registrado nesta passagem, pela pena de Borges, é que a diferença entre os dois textos – o de Cervantes e o de Pierre – é que o primeiro é lido por seus coetâneos, o segundo, por seus pósteros. Ora, esse intervalo cronológico impõe ao texto uma série de interferências semântico-discursivas que, na perspectiva da LEITURA, estabelecem a diferença, referida pela voz do narrador. Uma sutileza, uma diatribe deste fenômeno cultural ao qual se deu o nome de LITERATURA. Leia. Pare pra pensar. E, então, me diga: não é mesmo possível?!

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Para LET874

Abaixo, leem-se dois poemas que compõem o livro Mensagem, de Fernando Pessoa (ortônimo). São o primeiro e o último, respectivamente. Leia-os com atenção!!

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BRASÃO

  1. Os campos

O dos castelos

A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar ’sfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal

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NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a Hora!

Valete, Fratres.

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Costumo dizer que este livro de Fernando Pessoa pode ser abordado como uma leitura de Os lusíadas, na perspectiva do Modernismo português, levando-se em consideração o “clima” que se instaura em Portugal (porque deu-se o mesmo na Europa) no período da História geralmente reconhecido como “entre guerras”. Tendo este pressuposto como ponto de partida, deixando de lado – por enquanto! – tudo o que você já leu e ouviu sobre a heteronímia, pense no significado de Os lusíadas para a História e a Literatura de Portugal. A partir destes dois elementos destaque alguns versos dos poemas acima e comente-os, ressaltando o “tom” melancólico que se pode depreender da leitura, Não se esqueça de que a mim importa a SUA opinião, o resultado de SEU raciocínio. Seja franco e sincero e objetivo e escreva como se estivesse dando uma explicação a qualquer outra pessoa, que não a mim! Bom proveito!

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Matando o tempo

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ATÉ QUE ENFIM AS RESPOSTAS

Um sociólogo, formado pela UEAC, fez uma coisa que poucas pessoas imaginam ser capazes:
Responder Perguntas!
Sabe aquelas perguntas bestas que algum desocupado fez circular na Net?
Pois é, outro desocupado, ou melhor, um sociólogo, resolveu responder (ACREDITE!!!)

1) Por que laranja chama laranja e limão não chama verde?
PORQUE LARANJA VEM DO ÁRABE “NARANDJA” E LIMÃO VEM DO PERSA “LAIMUM”: SÃO DE ORIGENS DIFERENTES. ALÉM DO MAIS, A COR RECEBEU O NOME DA FRUTA E  NÃO O CONTRÁRIO.

2) Por que lojas abertas 24 horas possuem fechadura?
PORQUE ELAS FECHAM EM FERIADOS E DIAS SANTIFICADOS.

3) Por que “separado” se escreve tudo junto e “tudo junto” se escreve separado?
PORQUE “SEPARADO” É UM ADJETIVO E “TUDO JUNTO” É UM PRONOME INDEFINIDO ASSOCIADO A UM ADJETIVO.

4) Por que os kamikazes usavam capacete? (BOA!!!)
PORQUE NO CÓDIGO DE HONRA DA AERONÁUTICA, O CAPACETE FAZ PARTE DO  FARDAMENTO, QUE É A IDENTIDADE DA CORPORAÇÃO (E DANE-SE O QUE ACONTECE  DEPOIS DA DECOLAGEM…)

5) Por que se deve usar agulha esterilizada para injeção letal em um condenado a morte?
PORQUE OS CONDENADOS À MORTE ESTÃO SOB A SUPERVISÃO DA ANISTIA INTERNACIONAL, QUE CONFERE AO PRESOS CONDIÇÕES HUMANITÁRIAS MÍNIMAS (E QUEM SABE A PENA NÃO PODE SER SUSPENSA NO ÚLTIMO MINUTO, E O ÚLTIMO PRESO FOR UM AIDÉTICO?)

6) Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram, para poder acertá-lo?
ELE FOI ACERTADO ÀS 12:00 HORAS, QUANDO O SOL ESTAVA EM PERFEITA PERPENDICULARIDADE COM A TERRA.

7) Para que serve o bolso em um pijama? (Muito Boa)
PRA GUARDAR A DENTADURA, ESQUENTAR A MÃO ENQUANTO SE VÊ TELEVISÃO…

8) Por que os aviões não são fabricados com o mesmo material usado nas suas caixas pretas?
PORQUE A CAIXA PRETA É FEITA COM UM METAL DE ALTA DENSIDADE (MISTURA DE  FERRO, MOLIBDÊNIO, SÍLICA E TUNGSTÊNIO), E SE O AVIÃO FOSSE FEITO DESSE MATERIAL ELE NEM SAIRIA DO CHÃO, DE TÃO PESADO.

9) Por que o Pato Donald depois do banho sai com uma toalha em volta da cintura, se ele não usa short no desenho?
PARA QUE A ÁGUA DO BANHO NÃO ESCORRA PELO CHÃO, E A MARGARIDA NÃO FIQUE  ENCHENDO O SACO DELE!

10) Se o Super-Homem é tão inteligente, por que usa a cueca por fora da calça?
BEM… COISA DE VIADO, NÃO SE DISCUTE!!!

11) Por que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo?
POR UMA QUESTÃO DE ARQUÉTIPO: QUEM CRIOU OS FLINTSTONES NASCEU DEPOIS DE CRISTO.

12) Por que aquele filme com Kevin Costner se chama “Dança com Lobos” se só aparece um único lobo durante toda estória?
OS LOBOS ANDAM EM MATILHA E DEPOIS DO FILME AQUELE LOBO ENSINOU TODOS OS OUTROS A DANÇAR…

13) Se o vinho é líquido, como pode ser seco?
SECO É A PERCEPÇÃO DO TANINO DO VINHO SOBRE A PORÇÃO MEDIANA DA LÍNGUA, QUE TANTO PODE SER SUAVE OU ADSTRINGENTE (É COMO FALAR QUE O CONHAQUE “ESQUENTA” NO FRIO).

14) Como se escreve zero em algarismos romanos?
EM ROMA NÃO SE CONHECIA O ZERO (POR ISSO AQUELE MONTE DE “PAUZINHOS”).
O ZERO FOI UMA INVENÇÃO DOS ÁRABES (ALGEBAR, ÁLGEBRA) QUE FOI TRAZIDA AO OCIDENTE PELOS MESMOS ROMANOS.

15) Por que as pessoas apertam o controle remoto com mais força, quando a pilha está fraca?
PORQUE O MAU DESEMPENHO DO CONTROLE PODE SER CAUSADO POR UM MAU CONTATO NAS TECLAS, E É UM REFLEXO CONDICIONADO, COMO ACELERAR MAIS QUE O NECESSÁRIO QUANDO SE ULTRAPASSA UMA CARRETA.

16) O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9000 tem qualidade certificada por quem?
PELO “BUREAU VERITAS QUALITY INTERNACIONAL”, QUE TEM NO SEU CONSELHO REPRESENTANTES DE VÁRIAS ENTIDADES QUE ATUAM NA ÁREA DE CERTIFICAÇÃO, É UM MECANISMO REVERSO.

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