Divulgando

Quando um texto me interessa e a preguiça não me deixa, gosto de partilhar… Segue mais uma dessas oportunidades…

Olhe-se no próprio espelho antes de julgar alguém

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“Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”. Em tempos de tribunais virtuais, esta frase de Jesus Cristo deveria tornar-se um mantra

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Mais uma vítima do tribunal da internet

“Entro em uma loja, escolho um produto e negocio o valor. Logo um conhecido me diz: “deixe de ser judeu e pague logo”. Seria este meu conhecido antissemita?

Tenho amigos queridíssimos de origem árabe. Basta estarmos juntos para que comecem os comentários: “hoje a Faixa de Gaza está vazia, todos estão aqui”. Seriam estes comentários xenófobos?

Um amigão do peito, Márcio Salomão, pechincha até cafezinho em boteco. Quando lhe digo: “turco não tem jeito mesmo”, estaria eu sendo preconceituoso?

Cláudio é quase um irmão. Perto dele Pelé se torna Branca de Neve. Só lhe chamo de “negão”. Vivo lhe dizendo — quando faz alguma besteira — que “se não caga na entrada caga na saída”. Racismo?

No nordeste, para onde viajo com muita frequência a trabalho, sou chamado de galego, bicho de goiaba, Sivuca dentre outros. Sou vítima de racistas que odeiam brancos? Como também sou careca já fui chamado de Pinto Albino, hehehe. Sensacional!! Isso é engraçado, não ofensa, pô. Não sou nem um nem outro afinal.

Tenho vários amigos gays. Amigos mesmo! Uns há mais de 20 anos, outros há quase 40 anos. Todos casados ou com companheiros constantes. Saímos juntos, jantamos juntos, viajamos juntos, bebemos juntos. A quantidade de piadas (nós héteros) que fazemos sobre eles não cabe em um livro. A recíproca é verdadeira. Somos homofóbicos ou heterofóbicos?

Num jogo de futebol, quando o juiz erra contra meu time, acho que ele rouba. Para mim é um ladrão! Se for careca, é um careca FDP. Ser for barrigudo, é um rolha de poço FDP. Se for preto, é um tição FDP. Se for mulher, é uma vagabunda FDP. Se for gay, é uma bicha FDP. O que sou quando penso assim? Racista, homofóbico, intolerante?

William Waack não é racista. Preconceituoso no máximo. E não creio que o seja também. É apenas um branco externando (privadamente) um xingamento — aí, sim — preconceituoso. Tal qual como fazem pretos em relação a brancos, héteros em relação a gays, gays em relação a outros gays e quaisquer outros seres humanos em momentos de raiva. Frases ou pensamentos preconceituosos, quando não externados publicamente, não transformam o autor em um ente do mal.

“Racista” é aquele que odeia e não convive harmonicamente com outro ser humano diferente, seja pela cor da pele, etnia ou mesmo condição sócio-econômica. Comparar William Waack a alguém que estoura uma lâmpada na cabeça de um gay, por exemplo, é tão moralmente condenável quanto sua frase infeliz. O pior é que 99.99% dos comissários virtuais já pensaram coisas piores. Já disseram barbaridades ainda mais imorais. Só não tiveram a infelicidade de serem vítimas de um vazamento como foi Waack.

Não acho que a Globo errou ao afastá-lo. Não é compatível com a imagem de um jornalista a frase dita em privado e tornada pública. Assim como não é compatível cuspir na cara dos outros, como fez o ator Zé de Abreu. Ou chamar leitores de “coxinhas”, como fez Chico Pinheiro no Twitter. Infelizmente, no caso dos dois, a emissora nada fez a respeito. Talvez Waack tenha mexido com o grupo errado. Tivesse maldito brancos, conservadores, cristãos, judeus, ricos e heterossexuais e sua vida não sairia dos trilhos. Me recuso a taxar o jornalista como racista. Muito menos a condená-lo ao limbo eterno.

Lula disse que as “brucutus” do PT têm o grelo duro. Disse que gaúchos de Pelotas são gays. Eduardo Paes disse que Lula é rico com alma de pobre. Petistas disseram que Joaquim Barbosa é negro com alma branca. Exemplos de comentários grotescos contra mulheres, pretos e pobres não faltam. O que difere a reação não é o conteúdo, mas o porta-voz. A Jean Wyllys tudo é permitido; a Jair Bolsonaro nada é permitido. Marisa Letícia, por exemplo, a onipresente álibi de Lula, desejou que os “coxinha” fossem tomar no cu.

De minha parte, uma certeza: ao ser fechado por um idiota no trânsito lhe dedicarei um pensamento adequado. E que Papai do Céu não me ouça ou me mandará direto para o colo do capeta. Se o idiota for preto, gay, pobre, japonês, judeu, turco, gordo, manco, aleijado, careca, desdentado ou feio, tanto pior. O pensamento será impublicável! E até o “coisa ruim” se recusará a me receber.

Outro dia, uma mulher preta, ministra de alguma coisa, disse que ganhar R$ 30 mil por mês é coisa de escravo. Caraca! Ainda que não fosse uma descendente de escravos, a fala é de um desrespeito imperdoável. O que lhe aconteceu mesmo? Nada, né? Imaginem se fosse homem e branco. Pior: imaginem se fosse um desafeto das esquerdas. Pois é. O mundo lhe cairia na cabeça. O tribunal do Facebook lhe condenaria à morte. Dias estranhos estes, não é verdade?

 

Entro em uma loja, escolho um produto e negocio o valor. Logo um conhecido me diz: “deixe de ser judeu e pague logo”. Seria este meu conhecido antissemita?

Tenho amigos queridíssimos de origem árabe. Basta estarmos juntos para que comecem os comentários: “hoje a Faixa de Gaza está vazia, todos estão aqui”. Seriam estes comentários xenófobos?

Um amigão do peito, Márcio Salomão, pechincha até cafezinho em boteco. Quando lhe digo: “turco não tem jeito mesmo”, estaria eu sendo preconceituoso?

Cláudio é quase um irmão. Perto dele Pelé se torna Branca de Neve. Só lhe chamo de “negão”. Vivo lhe dizendo — quando faz alguma besteira — que “se não caga na entrada caga na saída”. Racismo?

No nordeste, para onde viajo com muita frequência a trabalho, sou chamado de galego, bicho de goiaba, Sivuca dentre outros. Sou vítima de racistas que odeiam brancos? Como também sou careca já fui chamado de Pinto Albino, hehehe. Sensacional!! Isso é engraçado, não ofensa, pô. Não sou nem um nem outro afinal.

Tenho vários amigos gays. Amigos mesmo! Uns há mais de 20 anos, outros há quase 40 anos. Todos casados ou com companheiros constantes. Saímos juntos, jantamos juntos, viajamos juntos, bebemos juntos. A quantidade de piadas (nós héteros) que fazemos sobre eles não cabe em um livro. A recíproca é verdadeira. Somos homofóbicos ou heterofóbicos?

Num jogo de futebol, quando o juiz erra contra meu time, acho que ele rouba. Para mim é um ladrão! Se for careca, é um careca FDP. Ser for barrigudo, é um rolha de poço FDP. Se for preto, é um tição FDP. Se for mulher, é uma vagabunda FDP. Se for gay, é uma bicha FDP. O que sou quando penso assim? Racista, homofóbico, intolerante?

William Waack não é racista. Preconceituoso no máximo. E não creio que o seja também. É apenas um branco externando (privadamente) um xingamento — aí, sim — preconceituoso. Tal qual como fazem pretos em relação a brancos, héteros em relação a gays, gays em relação a outros gays e quaisquer outros seres humanos em momentos de raiva. Frases ou pensamentos preconceituosos, quando não externados publicamente, não transformam o autor em um ente do mal.

“Racista” é aquele que odeia e não convive harmonicamente com outro ser humano diferente, seja pela cor da pele, etnia ou mesmo condição sócio-econômica. Comparar William Waack a alguém que estoura uma lâmpada na cabeça de um gay, por exemplo, é tão moralmente condenável quanto sua frase infeliz. O pior é que 99.99% dos comissários virtuais já pensaram coisas piores. Já disseram barbaridades ainda mais imorais. Só não tiveram a infelicidade de serem vítimas de um vazamento como foi Waack.

Não acho que a Globo errou ao afastá-lo. Não é compatível com a imagem de um jornalista a frase dita em privado e tornada pública. Assim como não é compatível cuspir na cara dos outros, como fez o ator Zé de Abreu. Ou chamar leitores de “coxinhas”, como fez Chico Pinheiro no Twitter. Infelizmente, no caso dos dois, a emissora nada fez a respeito. Talvez Waack tenha mexido com o grupo errado. Tivesse maldito brancos, conservadores, cristãos, judeus, ricos e heterossexuais e sua vida não sairia dos trilhos. Me recuso a taxar o jornalista como racista. Muito menos a condená-lo ao limbo eterno.

Lula disse que as “brucutus” do PT têm o grelo duro. Disse que gaúchos de Pelotas são gays. Eduardo Paes disse que Lula é rico com alma de pobre. Petistas disseram que Joaquim Barbosa é negro com alma branca. Exemplos de comentários grotescos contra mulheres, pretos e pobres não faltam. O que difere a reação não é o conteúdo, mas o porta-voz. A Jean Wyllys tudo é permitido; a Jair Bolsonaro nada é permitido. Marisa Letícia, por exemplo, a onipresente álibi de Lula, desejou que os “coxinha” fossem tomar no cu.

De minha parte, uma certeza: ao ser fechado por um idiota no trânsito lhe dedicarei um pensamento adequado. E que Papai do Céu não me ouça ou me mandará direto para o colo do capeta. Se o idiota for preto, gay, pobre, japonês, judeu, turco, gordo, manco, aleijado, careca, desdentado ou feio, tanto pior. O pensamento será impublicável! E até o “coisa ruim” se recusará a me receber.

Outro dia, uma mulher preta, ministra de alguma coisa, disse que ganhar R$ 30 mil por mês é coisa de escravo. Caraca! Ainda que não fosse uma descendente de escravos, a fala é de um desrespeito imperdoável. O que lhe aconteceu mesmo? Nada, né? Imaginem se fosse homem e branco. Pior: imaginem se fosse um desafeto das esquerdas. Pois é. O mundo lhe cairia na cabeça. O tribunal do Facebook lhe condenaria à morte. Dias estranhos estes, não é verdade?”

A “fonte”: http://blogs.uai.com.br/opiniaosemmedo/2017/11/10/espelho/

 

 

Uma resposta para “Divulgando”

  1. Ando com uma preguiça transatlântica do que seja “politicamente correto ou incorreto” neste país de merda – ui, que perigo! – em que vivemos. Aqui é contrário do que disse Jesus. É petardo voando pra todo lado, por coisicas de nada, tostões de besteira. Aqui não é terra de santos, é território do “diabo que os carregue”. Muito barulho por nada, já disse o poeta inglês. Gosto bastante do William Waack e considero-o um jornalista competente e respeitado para ser cassado pelo tribunal da inquisição que virou o Brasil. Até parece…

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