Tout si ennuyeux…

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Assim, como quem não quer nada, sem pensar e sem compromisso, você resolve comer num shopping center. Coisa chatinha, dado que a exibição, a pose, o estereótipo, infelizmente, imperam. Vá lá. Uma vez ou outra não mata. É fazer ouvidos moucos, ou de mercador, pagar sua comida, comer e pronto. Daí, no final, você se levanta e leva a bandeja a uma daqueles pontos de recolha de lixo. Claro que há funcionários – dos restaurantes e do próprio shopping center – que fazem isso. Mas você é educado, foi educado em casa a limpar e guardar o que usa – na cama e na mesa –, então, se levanta e sai. Muitos olhares voltar-se-ão pra você. Ora com desdém, ora jocosos, ora críticos e “superiores”. Pode até ser que você escute alguém dizer que fazer isso é errado pois, agindo assim, você estaria tirando o emprego de alguém. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, né?! Vamos e venhamos. Não custa nada. Você mostra um tanto de civilidade e não tira, em hipótese alguma, o emprego de alguém. Você está sendo apenas EDUCADO!

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Muito bem. Terminado o almoço, você dá umas voltinhas pra espairecer e, antes de ir embora, decide ir ao WC. Digamos, utilizando expressão popular, que você vai tirar água do joelho… Você entra numa das “casinhas” – essa palavra, nesta acepção, me leva de volta à infância. Desde o jardim de infância aprendi a usar este termo, nesta acepção. Você entra na casinha e levanta a tampa e o assento do vaso sanitário – em Portugal, eles chamam de “sanita”… tão bonitinho…” – e, oh, decepção. O vaso está imundo e cheio de urina velha, guardada sabe-se lá por quanto tempo. Quem utilizou aquele vaso não deu a descarga. Será por que? Custa acabar de fazer o xixi e dar a descarga? Dá muito trabalho apertar o botão ou puxar a alavanca ou acionar o trubisco que seja pra dar a porcaria da descarga? Custa? Não contente, você ainda observa aqueles que saem sem lavar as mãos ou, talvez pior, os que lavam fazendo muito barulho sobretudo na hora de tirar as toalhas de papel. Sempre aos montes, com movimentos bruscos, usando um monte de folhas e jogando no chão, bem “macho”… Será que você é muito chato?

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Então, na saída, quando vai se dirigindo a um daqueles totens de pagamento automatizado do estacionamento, você se lembra de umas coisinhas que precisa em casa e, voilà, você está diante de um supermercado! Pega seu carrinho, faz suas comprinhas e se dirige a um dos caixas. Prepare-se, geralmente, supermercados grandes têm um sem número de caixas e, regra geral, apenas um décimo – se tanto! – deles está “funcionando”. Prepare-se também para a má vontade e/ou o mau humor do funcionário que opera a máquina registradora: a exceção é serem sorridentes e atenciosos. Honrosa exceção! Isso pra não falar daqueles “espertos” que entram na fila dos caixas prioritários, sem se dar conta de quem está na fila, ou entram na fila dos caixas rápidos (para, no máximo 15 volumes) com dois carrinhos cheios e baixam a cabeça para o maldito celular, como se nada mais estivesse acontecendo na face da terra. Você consegue se controlar, paga sua conta, paga o estacionamento e vai em direção a seu carro. Nisso, você se depara com aqueles espetáculo grotesco de estupidez, ignorância e desfaçatez. As madames e os garotões deixando os carrinhos em qualquer lugar, preferencialmente atrás de outros carros ou entre espaços que vão, claro que vão atrapalhar a manobra do outro motorista… – e eles sabem disso, mas são “superiores”…, mas fazem isso mesmo, e fazem de novo, e mais uma vez.

Eu pergunto: o chato sou eu?

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