Placebo

Como é que faz? Como é que fica. Seis homens. Doze cones de sinalização. Uma máquina. Um homem conduzia a máquina. Os outros cinco olhavam. Na avenida, os cones de sinalização fechavam o trânsito de duas pistas da avenida, por um trecho considerável. A obra não atingia toda a faixa da direita. Eram dez e meia da manhã de uma quinta-feira, da semana de reinício das aulas. Chovia. E alguém ainda duvida que a falta de educação dos espertinhos de plantão e dos azes do volante cria o inferno na terra.

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Faz uns anos, escrevi uma parábola. Ela contava a história de um homem que vendia laranjas. Ele tinha o costume de vender as laranjas em caixas de cinco. De repente, o mercado começou a cobrar que as laranjas fossem vendidas em embalagens com três. O vendedor de laranjas se negava a comprar as embalagens para três laranjas e insistia também em continuar vendendo cinco laranjas na embalagem para três. Explicação desnecessária… As laranjas continuam sendo seguidas. Já não há controle sobre as embalagens. Os vendedores se multiplicaram. Mas a cidade não está nem aí para as laranjas… Não só a população da cidade…

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Diz o adagiário popular que a preguiça é o mesmo grave dos pecados. Se alguém perguntar porque, responda: por que ele evita que o sujeito cometa algum dos demais pecados… ou todos eles, vai saber…

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Por que será que alguém se põe a escrever? Gasta tempo e dinheiro e vontade e esforço e imaginação para escrever? A certeza da leitura inexiste. Mas o sujeito insiste. Ops… uma rima… De brincadeira, costumo dizer que quem faz isso tem um parafuso a menos na cabeça. Há quem ria… Daí, fico pensando em quem lê. Gasta tempo, dinheiro, espaço e vontade para ler (Pra não falar no acúmulo dos volumes, na falta de espaço e no atual e absoluto desinteresse de bibliotecas pelas coleções particulares escolas e faculdades e universidades e instituições afins, por seus bibliotecários – parece que o governo extinguiu essa categoria – chegam a ter alergia quando escutam a palavra “doação”… de livros. O argumento é sempre o mesmo: falta de espaço. Serão dois parafusos a menos? Não encontro explicação plausível…

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A moça cresce, amadurece(?) e sai de casa. Defende o pai na separação. Acusa a mãe de responsabilidade pela situação. Tem uma filha depois de um casamento um tanto apressado. Antes disso, bate a porta de casa na cara da mãe quando esta aparece para presentear a filha no dia de seu aniversário. A filha cresce e a moça muda-se de endereço, de cidade, de estado. A moça proíbe os irmãos a contarem para a mãe o seu paradeiro. A mãe da moça quer conhecer a neta. A moça não deixa. A moça diz pra filha que a avó morreu. Será isso um plot de ficção científica?

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Chega.

 

 

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