Contradições voláteis

Em 2005, Alejandro Almenábar lançava o seu Mar adentro. O rapaz que pula e fratura a coluna ficando tetraplégico e, depois de muitas décadas de uma sobrevivência exitosa, ainda que atroz (o que inferido da narrativa fílmica), resolve que a vida não vale mais a pena (em que pese a decantada recíproca poética do ortônimo). […]

De ler e de ver

Li, hoje, na edição de Março do jornal Rascunho, um comentário que me fez pensar. O sujeito, dito escritor de sucesso, afirma que o escritor tem que estar no centro da vida, dos acontecimentos, do momento, para poder, daí mesmo, retirar elementos para a sua “obra”. Ao mesmo tempo, ele afirma que para saber o […]

Três livros e três mulheres: Capitu

Agora é a vez de Machado de Assis. O que escrevo sobre o romance dele que aqui me interessa – Dom Casmurro – vai ao encontro das ideias de Silviano Santiago a que me referi ontem. Claro está que não vou me pautar por uma abordagem aproximativa entre textos ficcional e texto crítico. Longe disso. […]

Três livros e três mulheres: Luíza

Ou seria Luísa? A seguir os parâmetros da Língua Portuguesa falada na península, bem que poderia ser com “s” e não com “z”. Firulas… Desta vez, o romance vai para Portugal, contemplar o mar com os pés na terra, a sonhar, delirar, imaginar e perceber, como Eça o autor. De começo, faço referência um sujeito […]

Três livros e três mulheres: Ema

Ah… o exercício da leitura. Não fosse ele… Sei não… Uma personagem de novela “global”, vivida por Nathália Timberg, fala, numa de suas meteóricas aparições no “folhetim”: os livros me fazem voar. Ou qualquer parecida. Mas a ideia está aí, explícita. Os livros. Esses objetos indecifráveis, apesar e sua materialidade concreta e óbvia, ainda assim, […]