Projetos, sonhos e chatices outras

download (24)

Trinta e seis linhas. Por que trinta e seis e não cinquenta? Ou outra quantidade qualquer de páginas. Toda decisão tem um motivo e uma consequência, no mínimo. Toda determinação obedece a certo impulso, talvez criativo, talvez copiativo. Pode ser, no entanto, que não haja sequer um impulso, que a coisa seja, assim, gratuita. Trinta e seis página. Trinta e seis é múltiplo de seis. Seis é o número da besta, se repetido três vezes… 666. Xô capeta! Trinta e seis é múltiplo de seis. Seis é o número de versos de uma aldravia. Seis versos univocabulares. Uma forma novíssima de poesia. Forma novíssima inventada numa cidade nada nova. Forma inventada em Mariana, cidade tricentenária. Inventada por uma mulher que faz parte de um grupo de quatro poetas. Carinhosamente, alcunhei o grupo de “meus quatro cavaleiros do apocalipse”. Assim mesmo, com minúsculas, sem desrespeito algum. A aldravia é a forma poética que deseja legar ao futuro da Literatura Brasileira uma contribuição. O legado, se assim o for, vai valer bem mais que o das histórias desse rapaz de quem leio o primeiro livro. Tão celebrado. Tão incensado. Estou quase a acabar o “romance”. Quando isso acontecer, volto a falar dele. E duvido que esta volta vai trazer alguma novidade ou alguma mudança na impressão que em mim vai se consubstanciando a respeito dessa obra…. Retomando o trinta e seis. Este número me veio, assim, sem razão aparente, intrigar-me a criar um romance com trinta e seis personagens. Trinta e seis personagens que se organizam no enredo em seis grupos de seis. Os seis grupos também tentariam estabelecer elos entre si. Cada capítulo teria exatamente trinta e seis linhas. O número de personagens é trinta e seis. O número de pares de personagens é dezoito, considerando uma única possibilidade de se formar pares. Logo, é o número mínimo de pares. Esta possibilidade pode ser mais elevada se se fizer o cálculo de análise combinatória, como num estacionamento. Imaginando que haja um e estacionamento com seis lugares. Quantas são as possibilidades de se alocar cada carro em cada uma das vagas. Perguntei ao doutor google – minhas aulas de matemática se perdem nas “calendas gregas”! – e ele me respondeu com este exemplo dizendo que “o primeiro carro tem 6 opções para estacionar, o segundo 5, o terceiro 4, o quarto 3, o quinto 2 e o sexto apenas 1. Logo as possibilidades são em número de 6! = 6. 5. 4. 3. 2. 1 = 720.” Imagina! Setecentas e vinte combinações diferentes! Será que eu dou conta? Será que sou capaz? Será que tenho talento? Sinceramente, sei que não posso, in advance, responder a estas três perguntas. Só sei, de certeza, que, sinceramente, não me importo. Na verdade, posso tentar. Quero tentar. Quando isso vai se dar, só Deus sabe. Só sei, de novo, sinceramente, que tentarei fazer o melhor que puder e já sei que há de ser melhorzinho que o romance do escritor “revelação” de quem estou a ler o primeiro romance. Não vou me repetir. Volto a falar dele… outra hora. Por hoje é só!

images

PS: queiram me desculpar aqueles que acreditam que um blogue é obrigatoriamente uma peça literária de acabamento refinado, aqueles que acreditam que um blogue deve ter “conteúdo”,  que deve apenas divulgar trabalhos “sérios”, que tem que instituir modelos e formar opinião. Para mim, um blogue funciona como espaço em que escrevo o que eu quero, na que me dá na cabeça, falando sobre o que o acaso indicar. Punto i basta!

download

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s