Frivolidades histriônicas

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Leio o Jornal Racunho faz um algum tempo. Sou assinante. Não sei se muito ou pouco. Pra que calcular? Como calcular? Muito ou pouco quer dizer alguma coisa? Bem… O fato é que leio e gosto. O jornal é instigante, apesar de, confesso, não gostar de muitas das opiniões aí expostas. Mas isso não interessa. O que conta, hoje, é que há uma secção do jornal que muito me diverte, por que a leio com cinismo e sarcasmo, pela quase total inocuidade, apesar de o que ali vai escrito ainda importar para miríades e miríades de pessoas em território nacional e, até, alhures. Resolvi, então, dirigir a mim mesmo as perguntas do tal “Inquérito”. Este é o nome da secção a que me refiro. Sei que não sou famoso – não ganhei nenhum concurso literários, não fi “descoberto” por algum “agente” literários, não fui entrevistado nem pelo judeu do caldeirão, nem pela Ana Maria Brega; o Pedro não me conhece e jamais serei chamado pelo antipático e grosseiro ex-obeso, porque não aceitaria o convite. Ainda assim, ouso fazer o inquérito a mim mesmo, por puro divertimento…

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  • Quando se deu conta de que queria ser escritor?
    Nunca me dei conta disso. 
  • Quais são suas manias e obsessões literárias?
    Carimbo os livros com dados de propriedade, com um ex libris e rabisco os livros, conversando com eles. 
  • Que leitura é imprescindível no seu dia-a-dia?
    O livro que estiver lendo no momento. 
  • Quais são as circunstâncias ideais para escrever?
    Uma mesa, uma cadeira e o computador.
  • Quais são as circunstâncias ideais de leitura?
    Aquelas em que eu me encontrar.
  • O que considera um dia de trabalho produtivo?
    Defina trabalho produtivo. Isso parece coisa de linha de produção de automóveis…
  • O que lhe dá mais prazer no processo de escrita?
    Escrever.
  • Qual o maior inimigo de um escritor?
    Outro escritor.
  • O que mais lhe incomoda no meio literário?
    A fogueira de vaidades estereotipadas.
  • Um autor em quem se deveria prestar mais atenção.
    Aquele que se lê.
  • Um livro imprescindível e um descartável.
    O dicionário e os paradidáticos, necessariamente nesta ordem!
  • Que defeito é capaz de destruir ou comprometer um livro?
    A diagramação feia encapada sem cuidado estético.
  • Que assunto nunca entraria em sua literatura?
    Aquele que o tal de mercado pedir…
  • Qual foi o canto mais inusitado de onde tirou inspiração?
    Ih…!
  • Quando a inspiração não vem…
    Eu suspiro de preguiça.
  • O que é um bom leitor?
    Aquele que “”!
  • O que te dá medo?
    Perder totalmente a autonomia física e mental.
  • O que te faz feliz?
    Ficar à toa.
  • Qual dúvida ou certeza guia seu trabalho?
    Dúvida? Todas as possíveis. Certeza? Nenhuma! De nada!
  • Qual a sua maior preocupação ao escrever?
    Não ser capaz de escrever.
  • A literatura tem alguma obrigação?
    Sim. Ser SUPERIOR a qualquer outro registro escrito.
  • Qual o limite da ficção?
    E ficção tem limite? Não fui avisado…
  • O que lhe dá forças para escrever?
    Não preciso de forças, preciso de vontade.
  • Se um ET aparecesse na sua frente e pedisse “leve-me ao seu líder”, a quem você o levaria?
    Para minha casa.
  • O que você espera da eternidade?
    Será que ela existe mesmo? Só acredito (mesmo) vendo!

PS: não se esqueça que me diverti escrevendo isso, com muito sarcasmo… pois foi brincadeira…

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6 comentários sobre “Frivolidades histriônicas

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