Voltando

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Todos os dias, à mesma hora: fechar as janelas da casa. Pode ser prática que revela ume espírito recluso, um misantropo. Simultaneamente, pode revelar apenas espírito calmo e igualmente recolhido, mas não como isolamento, mas como cuidado, prazer de si. Fechar as janelas da casa, todos os dias, à mesma hora. Mais que rotina ou vício revela sensibilidade. E o desenho do perímetro semântico deste último substantivo poderia encerrar um tratado da mais refinada filosofia. E o que seria possível com ela? As janelas fechadas sempre me seduziram, pela curiosidade que me causam. O primeiro sintoma desse interesse peculiar ocorreu no inverno de 2014, na úmida e ventosa Coimbra. Os miasmas oriundos do rio que segue seu rumo, chamaram a minha atenção. Mesmo nos dias ensolarados e sem vento, ainda que com a temperatura baixa, as janelas ficavam fechadas, sempre, todos os dias. O frio se foi. Com ele a chuva. Os miasmas voltaram para sua morada fluvial, no fundo, e as janelas permaneciam fechadas. Raríssimas vezes foi possível ouvir mais que um sussurro, mesmo quando a imaginação inventava festividades domésticas de domingo à tarde, a hora mais boba. Uma hora que em nada se destaca pela funda melancolia que causa, pelo imenso perder-se em devaneios sem solução, um portal aberto para outras vicissitudes de alma para quem se acostumou a fechar as janelas da casa sempre à mesma hora do dia.

Fora do solo lusitano, em terras escandinavas e mesmo em solo alemão, a mesma percepção toma conta do espírito acidentam do turista que, na falta de mais museus e igrejas e sítios arqueológicos ou históricos, prefere caminhas pelas ruelas, avenidas, alamedas de cidade desconhecida como a procurar uma explicação para o que não se pode esclarecer. O verão já começa a dar sinal de fraqueza. Manhãs e finais de tarde competiam com as madrugas pelo recorde temperaturas em franca queda. O vento, em nada soturno, mas brincalhão, sopra, cada vez mais intermitentemente como a avisar, precavido e precavendo o que está por vir, em mais um ciclo natural. E mesmo assim, esta não é suficiente explicação para as janelas que se mantiveram fechadas, como alhures. Na planura quase rural da cidade escandinava e no riscado urbano da acolhedora urbe alemã, as janelas, das casas sobretudo, permaneceram fechadas pelos quase doze dias de observação curiosa e admirada de um turista acidental.

Hoje foi só pra tentar iniciar um aquecimento para um retorno mais efetivo, sem os efeitos da diferença de fuso horário…

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Pausa pequena

Pra não dizerem que saí sem “abanar o rabo”… Volto em dez dias!

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Intervalo

Quem te disse ao ouvido esse segredo
Que raras deusas têm escutado —
Aquele amor cheio de crença e medo
Que é verdadeiro só se é segredado?…
Quem te disse tão cedo?

Não fui eu, que te não ousei dizê-lo.
Não foi um outro, porque não sabia.
Mas quem roçou da testa teu cabelo
E te disse ao ouvido o que sentia?
Seria alguém, seria?

Ou foi só que o sonhaste e eu te o sonhei?
Foi só qualquer ciúme meu de ti
Que o supôs dito, porque o não direi,
Que o supôs feito, porque o só fingi
Em sonhos que nem sei?

Seja o que for, quem foi que levemente,
A teu ouvido vagamente atento,
Te falou desse amor em mim presente
Mas que não passa do meu pensamento
Que anseia e que não sente?

Foi um desejo que, sem corpo ou boca,
A teus ouvidos de eu sonhar-te disse
A frase eterna, imerecida e louca —
A que as deusas esperam da ledice
Com que o Olimpo se apouca.

Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”

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Três leituras – final

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Hoje, o terceiro livro. Trata-se de obra portuguesa, de autoria de Mario Claudio, um sujeito super simpático – que tive o prazer de conhecer pessoalmente em 2014 – que já tem obra mais consolidada e, a passos largos, vai se fazendo independente deste ou de outras opiniões. O livro se intitula Astronomia. Uma única palavra e miríades de possibilidades semânticas e discursivas. O que dizer deste livro. Na falta de inspiração em que me encontro agora, reproduzo o que vai escrito na página eletrônica “Goodreads”:

“Dividido em três partes – Nebulosa, Galáxia, Cosmos –, este é o romance da vida do Mário Cláudio, um livro sobre três fases da vida de um homem, que não por acaso é o próprio escritor. Começamos com o «velho» que recorda a infância (a vida de um menino filho único e superprotegido, dos seus temores e fantasmas) e terminaremos com um «menino», que é muitas vezes aquilo que os velhos voltam a ser. Pelo meio, a zona mais densa, que conta a parte fulcral da vida de um homem, de jovem a maduro, desde a sua passagem pela guerra colonial, a universidade, a função pública, a escrita e o reconhecimento, até à descrição de factos polémicos e pessoais, que têm que ver sobretudo com o amor, a sexualidade e a forma como a cultura, com o passar do tempo, se tornou pouco mais do que um espectáculo (haverá muita gente – garanto – que se reconhecerá nestas páginas.)”

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É preciso dizer que não encontrei qualquer resquício de identificação da autoria deste parágrafo, o endereço eletrônico da mesma é: https://www.goodreads.com/book/show/26876827-astronomia. Deste mesmo parágrafo, já um pouco mais “inspirado” comento o que segue. Um: dizer que “não por acaso é o próprio escritor” pode ser a expressão escrita da mais pura, cristalina e inquestionável verdade e, por outro lado, ser a mera explicitação de uma conjectura, uma ideia possível – e plausível também” – que se pode tomar como verdadeira. Num e noutro caso, é preciso ter cuidado. No entanto, o que não escapa da faceta absoluta de certas verdades é que a felicidade dos títulos de cada parte do “romance” é insofismável. A associação de cada parte com uma fase da vida do protagonista que se pulveriza na escrita de Mario Claudio é mais que direta e inarredável. Invertendo o enigma da esfinge que levou Édipo a conhecer a “verdade”, o texto do escritor português põe a nu certas verdades inescapáveis do sujeito que sobrenada o universo das letras, da escrita, da leitura. Dois: em decorrência deste detalhe, outra característica da persona ficcional do autor é a associação e sua escrita a certo exercício historiográfico que coloca em cena o período que vai do final das guerras coloniais, a ditadura salazarista e o processo de “renascimento” da lusitanidade depois “dos cravos”. Três: não me furto à possibilidade de comentar a seguinte passagem: “descrição de factos polémicos e pessoais, que têm que ver sobretudo com o amor, a sexualidade e a forma como a cultura, com o passar do tempo, se tornou pouco mais do que um espectáculo”. Na verdade, a polêmica que poderia caracterizar o grau de pessoalidade da descrição referida leva a pensar na identificação do autor, ele mesmo, como o sujeito cartorial que assina a obra. No entanto, ainda que haja plausibilidade nesta abordagem, prefiro apostar na dúvida. Fico com o time que admira mais a engenharia ficcional do autor que completa lacunas biográficas – inclusive, possivelmente, a sus própria – com ilações, definições e encaminhamentos que, antes de explicações concludentes, buscam averiguar o grau de sensibilidade do leitor na perseguição de pistas e rastros que o texto vai deixando ao longo de seu relato. E, por fim, quatro: este livro só faz reforçar a admiração e o gosto que a leitura dos livros de Mario Claudio provocam neste humilde leitor. Claro está que, em lançando mais um volume, continuarei a ser seu leitor dedicado! Quem me acompanhará?

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Três leituras II

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O segundo livro da série é de um escritor gaúcho. Creio que já escrevi sobre ele no meu blogue por duas vezes. Já não me lembro. O que me lembro bem é de um imbroglio que envolveu a ele, a mim e a uma senhora portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian. Incidente um tanto desagradável. Lembro-me dele, mas declino da possibilidade de a ele voltar. Muito incômodo. No entanto, este mesmo incômodo fez ficar mais apertado o laço de respeito e admiração que já nutria pelo autor do livro a ser comentado hoje. Gosto dele desde que descobri que é de sua autoria um cartapácio, de deliciosa leitura, intitulado História da Literatura Brasileira. O livro se desenvolve a partir das leituras das obras que o autor fez e que, a partir dela, constrói o fio historiográfico que desenvolve em ais de 600 páginas.  A linguagem fluida e poética do autor fazem da leitura uma delícia. Estou a falar do poeta Carlos Nejar. O imbroglio que me referi acima refere-se a um livro de poesias intitulado Odysseus, o velho. Belíssimo projeto estético sofisticado e luminoso que retoma o mito e faz dele uma leitura mais que sui generis, amalgamada na verve poética do autor gaúcho. O que me traz aqui hoje é, entretanto, um outro livro: carta aos loucos. Difícil dizer do que se trata – no que concerne à famigerada mania de encontrar rótulos e generalizações taxonômicas que facilitam as estatísticas, mas em quase nada contribuem para a LEITURA dos livros. A ficha catalográfica da obra diz que se trata de um romance. Há controvérsias, para dizer o mínimo. A linguagem, marca identitária da obra de Carlos Nejar, revela-se plena e soberba neste livro. O título induz o leitor a uma espécie de experiência cuja frustração em nada é pejorativa ou condenatória. Os parágrafos, muitas vezes constituídos de mais espessa e profunda poesia, acabam por chamar a atenção de quem lê para as nuances, as inter-relações implícitas e explícitas, as referências, as citações, a ironia. Assombro é, às vezes mulher, amante da voz da narrativa que assina Israel Rolando. Por outras vezes é nome da cidade em que se passa o relato. O texto faz lembrar as gestas medievais, pelo uso da didascália e pela erudição nas referências e citações. O cariz poético da frase sobressai, fazendo com que o relato mais se parece (com leveza) aos relatos historiográficos dos cronicões. O Trovadorismo, o romanceiro cavalheiresco, as narrativas medievais fazem par a sofísticos diálogos intertextuais como que há de melhor na poesia clássica, para não falar antiga, o que poderia induzir algum leitor meu a erro de interpretação. Nada há de antigo nesta carta. Da galeria de escritores canônicos, filósofos de matriz, personagens de outras gestas e demais “personagens” que perambulam pela crônica de Israel Rolando cria-se o dramatis personae de que se serve Carlos Nejar para escrever aos loucos. Estes destinatários de uma carta poeticamente inesperada e instigante somos nós e não há necessidade de nos prenderem amarrados a camisas de força em instituições mais que preparadas para evitar fugas indesejadas. O movimento poético do texto é que liberta a loucura que há em cada sintagma, em cada parágrafo, em cada nova reviravolta do relato de Israel Rolando, o que mantém o foco da narrativa com sua voz. Carta aos loucos (2008) é mais velho que Odysseus, o velho (2010). Ainda assim a soberba carpintaria poética de ambos é inigualável. O primeiro pela surpresa e pelo inusitado do exercício narrativo; o segundo, pela beleza da revisitação oferecida em versos. Acrescento para finaliza que a leitura deste livro é mais que prazerosa. Muito, mas muito mesmo!

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Três leituras

São três os livros sobre os quais quero falar esta semana… Mas antes, uma nota para acalmar minha sanha de chatice… neste final de semana comecei a ler uma matéria no Estado de Minas sobre Literatura. Não dei conta de continuar a leitura até o fim. As fotos eram cópias uma da outra (na expressão e na “atitude” dos fotografados). O lead chamava a atenção para a “juventude” que parece ser conditio sine qua non para consideração de terceiros. Por fim, a matéria falava de pessoas que falam sobre literatura no youtube. De certo, são pessoas que ganham dinheiro com os cliques alheios pois mantêm “canais” e produzem “conteúdo” que, de acordo com a matéria jornalística é fenômeno que chama a atenção de editores. Minha chatice não me deixou ler até o final por conta da superficialidade e da estereotipia das “ideias” ali exaradas… Essa gente tem que andar muito ainda…

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Como eu disse, os livros sobre os quais quero falar são três: Carta aos loucos, Carlos Nejar (1998), Astronomia, Mário Cláudio (2015) e Poemas para o coveiro, Fernando Sales (2018). Começo pelo último, por uma série de motivos. Um: o autor foi meu aluno e, se não me engano, chegou a fazer inciativa científica sob a minha orientação (não tenho certeza disso!). Dois: li sobre o livro na página do autor e fui mordido pela mosca da curiosidade – comprei-o. Três: gostei do conteúdo. Quatro: gosto de escrever sobre quem começa, apesar de morrer de medo de não ser compreendido sobre o que digo. Cinco: trata-se de autor iniciante sobre o qual jamais falei, nos termos em que o farei aqui. Seis: ah… deixa pra lá. Bom, pra começo de conversa, devo dizer que não sou obrigado a elogiar nada, a priori, só por ter mantido algum tipo de contato/relação com o ator. Por isso, começo com uma negativa: não gostei nada da diagramação do livro. Desmerece muitos dos poemas, prejudica, em alguns casos, a subliminar proposta estética que se depreende dos textos que ali estão encerrados. Depois de ler o livro, vi uma entrevista que Fernando fez com o coveiro que, pelo que entendi, foi o motivador da composição do volume. Como soe acontecer – e aqui não vai nenhuma intenção pejorativa, pelo contrário… – os poemas são irregulares. Há que considerar que esta afirmativa está respaldada pelos efeitos da “minha” leitura, o que pode, obviamente não coincidir com outras alheias… Os poemas, em alguns casos, carecem de revisão, sobretudo no que diz respeito a um aspecto que muito me incomoda, a rima. A cada dia que passa, ando mais avesso a ela. Não a considero inimiga pública número um do fazer poético, mas para iniciantes, como eu, em alguns casos, ela pode ser abolida como oportunidade que se abre para o desenvolvimento da coreografia vocabular que o poético exige como expressão. Neste caso, a preocupação com a rima pode ser um desserviço (Isto pode ser matéria para outras considerações). Os poemas falam de morte, de vida, de tempo, de melancolia, de medo, de apreensões, de constatações que beiram o niilismo. O reflexo eu se lê, faz jus ao que se ove na entrevista (https://www.facebook.com/terradomandu/videos/652620288449678/UzpfSTEwMDAwMDA1NzAwOTU3MToyMzQ1NDEwMzc1NDcwODQw/) a que me referi. Salvo engano, a última estrofe do poema intitulado “No meu tempo”, diz: No espetáculo da Existência / Ninguém me disse o que fazer / Nesse breve intervalo / Em que as cortinas / Já subiram / E uma hora vão descer. A percepção da passagem do tempo e da impossibilidade de se abarcar todo o seu sentido, é percebida na sequência dos versos desta estrofe. Do terceiro ao quinto versos, a métrica diminuta faz representar o movimento da cortina que desce no palco, em ritmo cadenciado, até que chega ao piso de uma só vez, como na extensão do ultimo verso em sua sonoridade que ecoa o verbo “fazer”, no segundo verso. Outro poema que demora a verve filosófica que alimenta o fazer poético de Fernando é o que se chama “Amor”: Quando o real e o sonho se tocam / Sem que um destrua a realidade do outro”. O que poderia ser uma comparação banal e desgastada pela obviedade, ganha colorido mais instigante por conta da inserção do sintagma “realidade” que materializa a experiência amorosa que não prescinde de uma realidade da qual, com honrosas exceções se quer escapas a experiência amorosa, como no Romantismo – esta, por sua vez, matriz genética que produz os cromossomas poéticos que se podem ler aqui e ali no livro de Fernando. Ouso afirmar, neste breve e superficial comentário, que alguma memória da Literatura Portuguesa – disciplina que definiu meu perfil profissional na universidade em que Fernando se graduou em Letras – é percebida em dois momentos, mais explícitos do livro. Um está no poema sem título que diz: “Sou a reminiscência / da distância, / desando de mim.”. Outro, no poema, igualmente sem título que diz: “Todos os dias tateio no escuro / As paredes do labirinto / Da identidade que não sinto”. O segundo demonstra mais amadurecimento de ideia, mais elaboração personalíssima do poeta, quando, em seus versos, leio ecos do tresandar “existencialista” que se percebe em Sá de Miranda e em Mário de Sá-Carneiro e, para completar, em alguns sonetos de Camões. O primeiro destes dois parece-me mais explícito nesta relação intertextual que mito convém ao espírito multifacetado de elucubrações que os poemas propõem, em seu conjunto. O livro de Fernando é um convite ao pensamento, ao degustar de ideias e de possibilidades de compreensão da existência, do amor e da morte. O futuro a Deus pertence, diz o adagiário. Fernando Salles está imerso neste futuro. Parabéns, Fernando, Obrigado por seus poemas!

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Edição extra!

Acebei de ler (https://www.revistapazes.com/sozinhas-caractaristicas-superiores/). Gostei. Não resisti.

Texto Editorial CONTI outra

Muitas pessoas preferem a própria companhia do que estar ao lado de quem quer que seja. Para essas pessoas, os seus pensamentos e emoções são mais importantes e elas acabam não gostando de jogar conversa fora, ou até não possuem muita paciência para contatos sociais frequentes. Elas são vistas como solitárias e depressivas, mas isso está longe de ser um julgamento correto. Na verdade, elas gostam mesmo é de pensar e se concentrar nas suas próprias vidas em um processo limpo de autoconhecimento e amor interior.

  1. Elas impõem limites claros
    Uma pessoa que gosta de ficar sozinha sempre fica com o pé atrás com uma pessoa que não gosta da própria companhia, ela acredita que se a pessoa não consegue, nem gosta de estar com ela mesma ela não pode ter algo bom para oferecer, por isso ela coloca limites claros nas relações e não deixa que ninguém ultrapasse.
  2. Tem poucos amigos, mas amigos leais
    Elas são bons amigos, fieis e leais, mas possuem poucos, sabem selecionar e não precisam ficar recebendo atenção demasiada. Elas gostam mesmo de se fazer presente apenas quando existe real necessidade de afeto e companheirismo verdadeiro. Aqueles que são escolhidos como amigos, são realmente privilegiados e podem contar com elas para qualquer assunto.
  3. Estão sempre querendo novas aventuras que instiguem a mente
    Sim, elas gostam mais de estar sozinhas do que com outras pessoas, e daí? Mas elas possuem a mente aberta e querem sempre estar inovando e fazendo novas aventuras para nutrir suas mentes de coisas interessantes e de uma adrenalina saudável.
  4. Autorreflexão
    O gostar de estar sozinho lhes dá uma grande vantagem quando precisam tomar decisões e passam por momentos de estresse e pressão. A autorreflexão constante os colocam na frente para fazer as melhores escolhas em prol de si próprio e dos outros.
  5. Se conhecem muito bem
    Elas buscam o autoconhecimento o tempo todo e por isso, não se demoram em momentos de tristeza e depressão, sabem os canais que devem buscar alimento dentro de si mesmos para atingir um nível de equilíbrio e satisfação.
  6. O tempo para elas é precioso
    O tempo é o seu melhor amigo, elas querem ter seu próprio tempo respeitado e respeitam o tempo dos outros. Não gostam que invadam seu espaço e que desperdicem o seu tempo com coisas inúteis e também não fazem isso com os outros.
  7. São honestas consigo mesmas
    Elas sabem que nunca encontrarão ninguém perfeito nesse mundo e que também não são, por isso não cobram perfeição de ninguém e são bem tolerantes quanto as falhas das pessoas que as cercam. Mas não possuem muita paciência para ignorantes, mas isso todo mundo, não é mesmo?
  8. Conseguem sentir o sentimento do mundo
    A maioria dos solitários são empáticos, sensitivos ou até paranormais, isso mesmo, eles sentem o que os outros estão sentindo com mais facilidade, conseguem perceber a falsidade alheia de longe e até por isso, gostam da reclusão, para não sentirem tantas emoções e não se apegarem a elas por serem uma espécie de esponja.

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Ossos (ócios?) do ofício

Na falta do que dizer, muita gente fala bobagem, repete asneira, cria estupidez. Isso é muito triste. Outra coisa que é muito triste é a incontrolável vontade – para muita gente, é mesmo incontrolável – de saber de tudo, sobre tudo e para tudo. Você comenta sobre os benefícios de uma planta e há quem diga que já tomou chá dela e que não foi eficaz. Ou comenta sobre um problema de saúde e a solução encontrada por qualquer um, e ela diz que passou pelo mesmo, mas teve outra solução. Fala de um prato gostoso e desconhecido experimentado assim, meio sem querer. E lá vem ela dizer que já comeu e que “achou” muito amargo e que deu dor de barriga ou que não viu graça… Uma chatice. Antes que comecem a telefonar para mim ameaçando-me, antes que me cerquem na rua para me dar uma sova, antes que abram um processo por calúnia e difamação, devo dizer que o “ela” que usei acima, refere-se a “gente”. Não há de sexismo, nada de tendencioso e/ou misógino… Fico cansado d éter que fazer tal observação, mas o adagiário está mais que certo: antes prevenir que remediar. De mais a mais, anda tão chato falar qualquer coisa… Parece que “pensar” é crime e que mais vale a cópia, o estereótipo, o raso, o convencional, o que todo mundo “acha”… Uma chatice… Ai que preguiça… A mesma preguiça que senti ontem ao tentar ver, um pedacinho que fosse do que convencionaram chamar de “debate” entre os presidenciáveis… Essa gente perdeu a noção completa de um monte de coisas básicas, como sinceridade, compromisso, inteligência, bom senso… Não vi. Não vou ver. Como li hoje em vários lugares: o mais do mesmo. Num momento como esse gostaria de já ter 70 anos para não mais ser obrigado a votar… Nem pagar a multa por não comparecer não vale a pena. Segundo li por aí, o dinheiro arrecadado com o pagamento destas multas é revertido para o tal de “fundo partidário”. Um desses fundos sem fundo… que só servem para alimentar a ganância humana que, ao que parece, tornou-se conditio sine qua non para ser “político”. Taí uma palavrinha que não diz quase nada de tão usada, vilipendiada, desgastada, usurpada em seu sentido, rota, violentada. Se a palavra assim está, os indivíduos que acreditam poder usá-la impunemente estão com os dias contados, Só não vou ser capaz de ver quantos dias serão, mas tenho certeza de que contados estão. E mais não digo!

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