Ossos (ócios?) do ofício

Na falta do que dizer, muita gente fala bobagem, repete asneira, cria estupidez. Isso é muito triste. Outra coisa que é muito triste é a incontrolável vontade – para muita gente, é mesmo incontrolável – de saber de tudo, sobre tudo e para tudo. Você comenta sobre os benefícios de uma planta e há quem diga que já tomou chá dela e que não foi eficaz. Ou comenta sobre um problema de saúde e a solução encontrada por qualquer um, e ela diz que passou pelo mesmo, mas teve outra solução. Fala de um prato gostoso e desconhecido experimentado assim, meio sem querer. E lá vem ela dizer que já comeu e que “achou” muito amargo e que deu dor de barriga ou que não viu graça… Uma chatice. Antes que comecem a telefonar para mim ameaçando-me, antes que me cerquem na rua para me dar uma sova, antes que abram um processo por calúnia e difamação, devo dizer que o “ela” que usei acima, refere-se a “gente”. Não há de sexismo, nada de tendencioso e/ou misógino… Fico cansado d éter que fazer tal observação, mas o adagiário está mais que certo: antes prevenir que remediar. De mais a mais, anda tão chato falar qualquer coisa… Parece que “pensar” é crime e que mais vale a cópia, o estereótipo, o raso, o convencional, o que todo mundo “acha”… Uma chatice… Ai que preguiça… A mesma preguiça que senti ontem ao tentar ver, um pedacinho que fosse do que convencionaram chamar de “debate” entre os presidenciáveis… Essa gente perdeu a noção completa de um monte de coisas básicas, como sinceridade, compromisso, inteligência, bom senso… Não vi. Não vou ver. Como li hoje em vários lugares: o mais do mesmo. Num momento como esse gostaria de já ter 70 anos para não mais ser obrigado a votar… Nem pagar a multa por não comparecer não vale a pena. Segundo li por aí, o dinheiro arrecadado com o pagamento destas multas é revertido para o tal de “fundo partidário”. Um desses fundos sem fundo… que só servem para alimentar a ganância humana que, ao que parece, tornou-se conditio sine qua non para ser “político”. Taí uma palavrinha que não diz quase nada de tão usada, vilipendiada, desgastada, usurpada em seu sentido, rota, violentada. Se a palavra assim está, os indivíduos que acreditam poder usá-la impunemente estão com os dias contados, Só não vou ser capaz de ver quantos dias serão, mas tenho certeza de que contados estão. E mais não digo!

WIN_20180810_19_15_01_Pro

Uma resposta para “Ossos (ócios?) do ofício”.

  1. O olhar da foto é de dar medo. Rsrs Este ano será particularmente difícil votar, porque parece que nos sentimos na obrigação de mudar o que está aí e já saturou, datou, venceu. Na verdade, isso não acontecerá; sobrará tão-somente a grande frustração de continuar tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: