Retomada, mais uma

A terceira semana do primeiro mês de 2019 está a se acabar. Uma semana inócua, em lugar de dizer inútil, para as minhas leituras. Não li uma linha sequer. Não comecei a narrativa da escritora portuguesa recentemente conhecida. Não terminei a leitura dos contos de minha querida ex-professora e orientadora de mestrado. Não consegui avançar muitas linhas no/do livro que estou tentando terminar para, finalmente, tentar escrever o famigerado livro de cartas que cismei que tenho de escrever, desde que voltei de Coimbra, ainda em 2015. Procuro não me apoquentar com isso. Pode ser que consiga escrevê-lo. Pode ser que não. O tempo é que vai deixar claro o encaminhamento dos fatos em sua sequência. Mas da inocuidade desta semana, resta uma pequena luminescência de bom gosto: The wife, filme dirigido por Björn Runge (Björn L. Runge), 2017. Um tour de force de dois atores mais que impecáveis; Glenn Close e Jonathan Price. Não vou fazer um spoiler. Apenas uma afirmação: o filme diz sim à expectativa que se se criou em mim depois da leitura de algumas resenhas/sinopses/críticas do filme. Nada que tirasse o prazer de ficar os 140 minutos numa sala escura. Rindo quando era preciso. Ficando tenso quando necessário. Gratificado, quando os créditos fiais aparecem em sequência na tela. A performance de “La Close” é alguma coisa – como lido alhures – estupenda. O texto dela é relativamente curto, mas ela o amplia com as ênfases do olhar do sorriso de Gioconda, dos esgares, dos ademanes. Uma ATRIZ. Punto i basta. O filme não deixa a desejar e escapa incólume às diversas possibilidades de derrapar (feio) no melodrama ou no maniqueísmo aparentemente moral que a história insinua. O troteiro é adaptado de uma “novela”. Não a li. Penso que, diferentemente de outras situações similares, não o farei, quero ficar com as impressões gravadas pela sequência de fotogramas que tanto me impressionou. O plot do filme gira em torno de uma situação – infeliz e tristemente – que não pode ser classificada como não usual. Uma coisa que se repete e a própria História é testemunha. No entanto, a maneira como o núcleo dramático da narrativa fílmica é apresentada, faz do resultado uma demonstração de talento em estado puro, cristalino, contundente. Não há muito mais o que dizer. Gostei e recomendo. Com mais esta repetição, encerro meu retorno ou, pelo menos, mais uma tentativa de mantê-lo. Assim, concluo, ainda que inexplicavelmente, indicando uma ligação para um pequeno trecho de um dos muitos discursos de Barack Obama. Não sei dizer o porquê, exato, de coloca-lo aqui. Estava ouvindo/vendo o tal videoclipe quando um estalo mental me fez as linhas que aqui encerro…

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