Da terrinha

Jacinto Lucas Pires escreveu, no início de sua carreira, dois livros: Para averiguar do seu grau de pureza e Universos e frigoríficos. Já falei deste rapaz aqui e de alguns de seus livros. O que ocorre é que o prazer de ler sua obra me faz retornar à página em branco para comentar, com elogios, o que li. O primeiro é uma coletânea de treze narrativas curtas que podem ser lidas sob uma mesma perspectiva: a dos sentidos possíveis da palavra “janela”. Essa dica fica por aqui, para não estragar o prazer de quem se dispuser a ler o volume. O segundo é uma peça de teatro. Reli-os hoje. Do segundo, repetiu-se a ideia de ver a montagem dirigida pela Beth Lopes, professor de teatro que conheci em Santa Maria-RS e que hoje, se não me encontro em equívoco, trabalha na ECA-USP. Não sei porque, mas quando das leituras, a imagem dela dirigindo a peça me veio à mente. Talvez seja por conta da aproximação possível do texto do escritor português com a obras de dois outros dramaturgos que causam similar “incômodo”: Beckett e Ionesco. O espírito do absurdo paira sobre os dois. Um espírito comum aos dois estrangeiros, diferente, porém, do incômodo oriundo do absurdo que se lê em O estrangeiro, de Camus. Mas isso já é uma outra história..

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