Inexplicável

Dessas coisas que a lógica mais sofisticada não consegue explicar. Vinte e dois indivíduos que gastam tempo e esforço para correr atrás de uma bola, com o objetivo de coloca-la dentro de um quadrado com uma rede e, ó estupidez, ganham fortunas para tanto. A generalização aqui é permitida, o que não quer dizer que […]

Tédio

Houve um tempo em que os estudantes usavam uniforme. Todos iguais nas filas formadas para entrar em sala de aula. Filas imensas, organizadas por altura, começando dos mais baixos. Em colégios confessionais, como o Salesiano, por exemplo, antes de entrar para as salas de aula, um padra fazia uma pequena prédica – geralmente versava sobra […]

Reler Machado II

Na releitura que estou fazendo dos livros de Machado de Assis, algumas coisas se confirmam. Outras passam desapercebidas, como é de se esperar. Há, porém, ideias (para mim) novas. Definir “novo” é de uma dificuldade imensurável, quase impossível. A cada instante, o conceito se renova e se alarga. Pois bem. A primeira ideia que me […]

Reler Machado I

Na tentativa de completar a releitura dos romances de Machado de Assis (na segunda etapa, se conseguir vencer a preguiça, é reler a contística toda), deparei-me com uma ideia que, imagino, está longe de ser original. Nos quatro primeiros volumes Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878). Lívia, Guiomar, Helena e Iaiá são as protagonistas incontestes. […]