Idiossincrasias

Muito irritante a maneira como os famigerados condutores de veículos automotores de duas rodas, vulgarmente conhecidos como motoqueiros, se esgueiram por entra os automóveis, em ruas e avenidas, sobretudo quando superlotadas. São de uma desfaçatez que impressiona. Sentem-se no direito de se enfiar em labirintos que põem em perigo os automóveis e ainda se dizem proprietários de um “direito” supostamente amparado por lei regulamentar. Vai vendo… É de notar que, quanto mais estúpido e pobre, mas fina é a roda do tal veículo de duas rodas e mais sujo o par de sandálias havaianas branco que os condutores, com canelas finíssimas, insistem em usar… vai vendo.

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Uma escola pequena tem dez turmas de trinta alunos cada, que funcionam em dois turnos. Esta escola vai aplicar um teste para quantificar qualquer coisa que interesse a qualquer organismo institucional para financiar o que quer que seja do interesse de um político geralmente populista e vagabundo. O teste é aplicado em duas das dez turmas de um dos turnos de funcionamento da escola. Feitos os cálculos, a notícia é publicada. A porcentagem encontrada que sustenta a qualificação negativa da escola é encontrada através de cálculos estatísticos que levam em consideração o número total de estudantes da escola e não apenas o número totalizado pelas duas turmas que participaram do teste. A pergunta que fica é: isso está certo?

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Um sujeito contrata os serviços de uma prestadora de serviços de saúde, vulgarmente conhecida como “plano de saúde”. O médico desse sujeito pede um exame de imagem. A prestadora de serviços de saúde considera este exame como sendo de “alta complexidade”. Quais os critérios para essa “altitude”? Ninguém sabe… Para se submeter ao exame por conta da prestadora, o sujeito tem que pedir uma autorização à prestadora. É bom lembrar que o sujeito paga mensalmente pelos serviços supostamente prestados pela… prestadora! Então. O sujeito faz o pedido de autorização. Imediatamente, este sujeito recebe a informação de que a prestadora tem “até” dez dias úteis para aprovar ou não o pedido de autorização, segundo uma tal “resolução 259”. Alguém, de fato, sabem o que é isso? Alguém, em sã consciência, já leu a tal resolução? Pois é. Passados os dez dias, o sujeito recebe a informação de que a autorização ainda não foi dada porque o ‘setor clínico” ainda não concluiu a análise para determinar qual o “material” o paciente deverá apresentar para a realização do exame. Mas o exame é de imagem… Pois é…

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Alguém liga para o serviço de transporte. O carro chega. O motorista, educado, pergunta se o passageiro que que feche as janelas e ligue o ar-condicionado O passageiro diz que não. Passa álcool em gel nas mãos compulsivamente. A corrida é aparentemente tranquila. O carro chega a seu destino. O passageiro agradece e desce do carro. Minutos depois, o passageiro avalia o motorista com o nível mais baixo. Acrescenta um comentário dizendo que o motorista não ligou o ar-condicionado e deixou as janelas abertas. O que é que se faz com um animal desses?

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Fulano quer comprar um apartamento. Procura uma imobiliária. Um funcionário da imobiliária o acompanha, por duas visitas, em visita ao apartamento desejado. Desiste da compra. O proprietário do apartamento desiste de vender o imóvel. Vai à imobiliária e pega as chaves de volta. O dono da imobiliária entrega as chaves, mas não lavra o documento comprobatório do encerramento da relação comercial. O possível comprador entra em contato com o proprietário. Estabelecem uma relação de compre e venda entre eles e dão andamento ao processo, três meses depois da retirada das chaves da imobiliária. O proprietário não sabe que o possível comprador tinha ido visitar seu apartamento. A venda se consolida. O proprietário recebe o dinheiro do comprador. Caso encerrado. Ledo engano. Meses depois, o dono da imobiliária abre processo contra o proprietário e o comprador, alegando conluio e má fé de ambos. Reclama a “comissão” a que julga ter direito. O dono da imobiliária, surpreendentemente, ganha o processo. O proprietário é “obrigado” a pagar a comissão acrescida de juros, correção e uma taxa mensal de um por cento sobre o valor inicial, retroativo ao dia do início do processo. Outra pergunta que continua irrespondida: existe mesmo “justiça”?

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