Retorno

Um passeio de barco pelo rio ao som de música barroca. A vidraça a emoldurar o ocaso durante um passeio por uma exposição de pinturas. Um verdadeiro bosque artificial acondicionado em prédio moderno a imitar um antigo. Ruas e parques e jardins limpos. Trânsito sem semáforos. A ducha de prata. O morro do elefante. O trenzinho. A fábrica de cerveja. O piso aquecido da “casa de banho” na/da pousada: um must! Montanhas. Ciprestes, eucaliptos, araucárias e pinheiros. A temperatura muito próxima de zero. Um paraíso? Não. Campos do Jordão na última semana do festival de inverno que a engrandeceu ainda mais. Uma experiência inolvidável para um turista de primeira hora ali. Comida excelente, bons vinhos, tratamento mais que educado e cortês. Simpatia e acolhimento. De novo, uma experiência inolvidável. Tanto que a o chegar ao aeroporto de São Paulo, a sensação era a de ter entrado de novo no rincão nacional. Choque. A balbúrdia, com exceção do calmo ambiente indiretamente iluminado do Cortés, restaurante ainda não conhecido. Balbúrdia. Magotes de crianças. Miríades de animais. Muitos idosos. E uma nova leva de gente “descolada: três ou quatro malas pequenas levadas a bordo e enfiadas nos compartimentos. Mochilas e sacolas e bolsas pendurados aqui e ali. A empáfia de quem pensa que voar é a experiência mais “chique” que pode existir – até experimentar uma cerveja numa sessão de degustação, em que o mau gosto e a falta de finesse deixam sua marca indelével. Isso para não falar das “vestimentas”. Ah… um detalhe crucial: aquelas almofadinhas enroladas no pescoço para ajudar no sono reparador de um voo de 50 minutos. Sim, cinquenta minutos e a pose para beber um copo com água ou suco ou refrigerante ou café, para amaciar o amendoim industrializado ou umedecer o biscoito água e sal disfarçado de snack. Sim, falar a língua do tio sam é chique… eles pensam… E os cabelos, meu Deus; as roupas. Ai. Voltando ao que interessa: a gastronomia internacional em ambientes sofisticados e regionais, a escolher. O tratamento aos comensais, irrepreensível. Os preços… salgados. Mas fazer o quê? Tudo tem seu preço. Assim como o chocolate local, o vinho quente… e a simpatia. Valeu muito a pena o “batismo de fogo”. Hei de voltar!

6 respostas para “Retorno”

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