Tédio

Houve um tempo em que os estudantes usavam uniforme. Todos iguais nas filas formadas para entrar em sala de aula. Filas imensas, organizadas por altura, começando dos mais baixos. Em colégios confessionais, como o Salesiano, por exemplo, antes de entrar para as salas de aula, um padra fazia uma pequena prédica – geralmente versava sobra […]

Reler Machado II

Na releitura que estou fazendo dos livros de Machado de Assis, algumas coisas se confirmam. Outras passam desapercebidas, como é de se esperar. Há, porém, ideias (para mim) novas. Definir “novo” é de uma dificuldade imensurável, quase impossível. A cada instante, o conceito se renova e se alarga. Pois bem. A primeira ideia que me […]

Reler Machado I

Na tentativa de completar a releitura dos romances de Machado de Assis (na segunda etapa, se conseguir vencer a preguiça, é reler a contística toda), deparei-me com uma ideia que, imagino, está longe de ser original. Nos quatro primeiros volumes Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878). Lívia, Guiomar, Helena e Iaiá são as protagonistas incontestes. […]

Do ouro lado

Eu bem que poderia escrever sobre o congressista que se diz perseguido e ameaçado de morte e que vai embora de Pindorama. Ou então, poderia falar do recente acontecido em Brumadinho. Poderia, ainda, juntar minha voz, uma vez mais ao alarido contra a votação secreta no senado, quando da eleição de seu novo presidente – […]

Margarida

O que é que, em nome de Deus, pode vir a significar a expressão “exigir que os governos tenham paredes de vidro”? Escutei esta assertiva numa entrevista de uma moça. Já não lembro do nome dela. Não me lembro ou meu inconsciente me impede de lembrar e de verbalizar o tal nome? Pode ser que […]