Tag: Al Berto

  • Cartas da memória das Índias – final

    Com o devido pedido de desculpas a quem me lê (imagino que sejam pouquíssimas pessoas…), segue a terceira e última parte do poema de Al Berto. Não à toa, a mais longa e para o meu gosto, a mais instigante e igualmente bonita. 3  CARTA DA FLOR DO SOL  (a meu amigo)  Há ainda outra […]

  • Cartas da memória das Índias 2

    Segue a segunda carta, um pouco menos longa! 2  CARTA DA REGIÃO MAIS FÉRTIL  (a meu pai)  É a região mais fértil em frutas que há no mundo, as quais são mui boas e excelentes; e todo o país é coberto de árvores de fruto, laranjas doces e azedas, limões de gosto mui suave e […]

  • Memórias

    TRÊS CARTAS DA MEMÓRIA DAS ÍNDIAS 1  CARTA DA ÁRVORE TRISTE  (a minha mulher)  lápide  a contínua escuridão torna se claridade iridescência lume  que incendeia o coração daquele cujo ofício  é escrever e olhar o mundo a partir da treva  humildemente  foi este o trabalho que te predestinaram  viver e morrer  nesse simulacro de inferno  […]

  • Revisitações

    Tomado que estou da mais absoluta ausência de ânimo para o que quer que seja, resolvi postar algumas linhas escritas numa primeira tentativa de escrever um artigo sobre um poeta português de quem gosto imenso: Al Berto, pseudônimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares, nascido em Coimbra a 11/1/48 e falecido em Lisboa a 13/6/97, do […]

  • Das cartas

    Escrever cartas. Uma prática que pode beirar o inusitado para algumas gerações. Escrever cartas é prática que não encontra mais espaço no horizonte de expectativas de muita gente, sobretudo se se considerar as quatro últimas décadas – isso para ser bastante generoso. Certa feita, em casa de uma amiga, pedi papel de carta e envelope […]

  • Para LET874-2

    “Que ilha desconhecida, perguntou o rei disfarçando o riso, como se tivesse na sua frente um louco varrido, dos que têm a mania das navegações, a quem não seria bom contrariar logo de entrada, A ilha desconhecida, repetiu o homem, Disparate, já não há ilhas desconhecidas, Quem foi que te disse, rei, que já não […]

  • Um poeta

    Al Berto Assim mesmo, separado. Não é Alberto. É Al Berto. Um poeta português. Já falecido. Escreveu muito. Uma editora portuguesa fez uma edição “completa” de suas poesias e colocou tudo num volume de capa preta. As páginas tingidas de roxo em suas bordas. Algo sinistro. Quando ouvi falar dele por primeira vez – lá […]

  • Poesia

    “Hoje estou com preguiça de escrever. Quando é que não estou com preguiça? Quando… Hoje eu estou com preguiça de escrever.” O texto que segue é fragmento de outro, maior, chamado “Três cartas da memória das Índias”, de um poeta português conhecido como Al Berto. Assim mesmo, separado. Esse é o psudônimo de Alberto Raposo […]