Tag: Amizade

  • Retorno a um “Howard’s End” particular

    Toda vez eu tinha vontade de chorar. Exatamente quando o ônibus começava a descer a longa avenida que vai dar na estação rodoviária, aquele aperto no peito se anunciava e angustiava e ficava ali remoendo, morno, mole, quente. Eu não conseguia chorar, mas a vontade… ah., a a vontade… esta ficava ali sempre, dizendo presente. […]

  • Cartas da memória das Índias – final

    Com o devido pedido de desculpas a quem me lê (imagino que sejam pouquíssimas pessoas…), segue a terceira e última parte do poema de Al Berto. Não à toa, a mais longa e para o meu gosto, a mais instigante e igualmente bonita. 3  CARTA DA FLOR DO SOL  (a meu amigo)  Há ainda outra […]

  • Do possível desejo de entender…

    O texto de hoje é parte da conferência que fiz no lugar em que trabalho. Faz parte do livro que vai ser lançado em breve – ele está pronto, em Coimbra, aguardando a conclusão de pequenas tramitações burocrático-jurídicas. Ao fim da leitura, de intervenções minhas à leitura e de outros comentários, alguém levanta o braço […]

  • Cravos

    Ana Cristina e Vítor. Ana Paula e Francisquinho. Dr. Arnaut e Dona Ermelinda. Tonecas e Çãozinha e Manoelito. Paulita e Manuel. Natália, seu marido (que ainda não conheço pessoalmente) e Ricardo. António Lara e Segismundo Pinto. Ana Aurora e José Colaço. Dom Miguel. Graça e Armando. Ana Paula. José Filipe.  Dona Laurinda, da FLUC. Davi e […]

  • Gêmeos

    Terminou ontem a série “Dois irmãos”, construída “a partir” de obra homônima de Milton Hatoum. Faz um tempo que li o livro, mas ficou na memória que eu tendia a acreditar que o pai de Nael, o principal narrador do romance, é Yakub. Na televisão, o diretor resolveu deixar no ar a possibilidade – aparentemente […]

  • Outra carta

    Agora, a carta resposta de Aberto de Oliveira. Sem a leitura da totalidade das cartas de António Nobre, fica um tanto difícil perceber, de fato, a diferença de tom a que me referi ontem. Mas vale a intenção… António Nobre                                                                                               Matosinhos                                                                                               [?] Julho 1893  À sua carta devo responder que a correspondência uma […]

  • Cartas

    António e Alberto se conheceram em Coimbra, no finalzinho do século 19. Eram ambos nascidos no Porto, mas foram se conhecer na cidade sede da universidade mais antiga de Portugal. Mero acaso (?). Estudaram Direito. Alberto acabou por se formar em Coimbra António, foi duas vezes reprovado e, desgostoso, mudou-se para Paris onde veio a […]

  • Nobre

    António Pereira Nobre (Porto, 16 de agosto de 1867 — Foz do Douro, 18 de março de 1900), mais conhecido como António Nobre, foi um poeta português cuja obra se insere nas correntes ultrarromântica, simbolista, decadentista e saudosista (interessada na ressurgência dos valores pátrios) da geração finissecular do século XIX português. A sua principal obra, Só (Paris,1892), é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjectivismo, mas simultaneamente suavizada pela presença de […]

  • Instantes

    Eu ainda não tinha ouvido falar dele, ainda que seu nome não fosse totalmente desconhecido. Pelos inúmeros passeios entre as veredas da Literatura Brasileira, palmilhadas nas páginas de muitas de suas “Histórias”, seu nome ocorreu aqui e ali, na minha desatenta aventura de leitor. Um dia, assim, do nada, veio um convite de uma amiga […]

  • Memórias e desencontros

    A bem da verdade, devo dizer que essa história começou bem antes de sua materialização. Já tinha ouvido falar de António Nobre. Foi em 1996, quando me inscrevi para o concurso de provas e títulos para o provimento de uma vaga de professor (então) adjunto da universidade federal de outro planeta, popularmente conhecida como UFOP. […]