Cartas

António e Alberto se conheceram em Coimbra, no finalzinho do século 19. Eram ambos nascidos no Porto, mas foram se conhecer na cidade sede da universidade mais antiga de Portugal. Mero acaso (?). Estudaram Direito. Alberto acabou por se formar em Coimbra António, foi duas vezes reprovado e, desgostoso, mudou-se para Paris onde veio a […]

Nobre

António Pereira Nobre (Porto, 16 de agosto de 1867 — Foz do Douro, 18 de março de 1900), mais conhecido como António Nobre, foi um poeta português cuja obra se insere nas correntes ultrarromântica, simbolista, decadentista e saudosista (interessada na ressurgência dos valores pátrios) da geração finissecular do século XIX português. A sua principal obra, Só (Paris,1892), é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjectivismo, mas simultaneamente suavizada pela presença de […]

Memórias e desencontros

A bem da verdade, devo dizer que essa história começou bem antes de sua materialização. Já tinha ouvido falar de António Nobre. Foi em 1996, quando me inscrevi para o concurso de provas e títulos para o provimento de uma vaga de professor (então) adjunto da universidade federal de outro planeta, popularmente conhecida como UFOP. […]

Decepção–segunda parte

Segue a segunda parte do texto que comecei a publicar ontem… Bom final de semana para quem ler! Momento 2 António Nobre escreve a Alberto d’Oliveira, em 24 de Outubro de 1890. Ele está a caminho de Paris a bordo do navio Britannia. Vale lembrar que o estado de espírito de Nobre não era dos […]

Decepção

Era 25 de Março. Não a famigerada rua da cidade de São Paulo. A equivalente da “Saara” carioca… Não. Era a data mesmo um mês antes do dia de comemoração da Revolução dos cravos. Era 25 de Março, em Lisboa, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian (lindas!). Tudo parecia correr bem. Eu tinha escrito o […]

Diário coimbrão 34

O périplo pelas “origens” está chegando à sua conclusão. As origens não são minhas, mas da história de amor entre António Nobre e Alberto de Oliveira. Por que é tão difícil a aceitação desse fato: os dois viveram uma história de amor? A cidade de Leça da Palmeira, onde eu estive hoje pela manhã, é […]

Diário Coimbrão 13

E as janelas permaneceram mais um dia cerradas, com raríssimas e honrosíssimas exceções. E o dia, mais uma vez, foi claro, com sol ardente, numa temperatura que rondou os 8 graus Celsius, durante todo o dia, emoldurado por céu azul pálido, quase desmaiado, riscado ali e acolá pela fumaça dos pilotos que estavam a velocidade […]