Momices

Em início de curta temporada de preguiça institucionalizada, resolvi partilhar mensagem que recebi pelo telefone. Chega a ser engraçadinho, mas vale pela postagem do dia. Evoé Momo…

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Carnaval 2018

 *Marchinhas que estão CANCELADAS !*

 Me dá um dinheiro aí – *ASSALTO;*

O Teu cabelo não nega – *RACISMO;*

Cabeleira do Zezé – *HOMOFOBIA;*

Você pensa que Cachaça é Água – *Alcoólicos Anônimos reagiu;*

Bandeira Branca – *TRÁFICO*;

Máscara Negra – *BLACK BLOCKS;*

Vou Beijar-te Agora – *ASSÉDIO*;

A Turma só me Chama de Palhaço – *BULLING;*

Você tem que me dar seu coração – *CRIME PASSIONAL;*

Maria Sapatão – *APOLOGIA GAY FELICIANA;*

Índio quer apito, se não der, pau vai comer – *EXTORSÃO*;

Cidade Maravilhosa – *CALÚNIA !!!*

A Pipa do Vovô não sobe mais – *BULLING COM OS IDOSOS*  

Assim fica difícil😂😂

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Tempo

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1º de Março de 2017. Faz 33 anos que isso não acontecia. A ordem do mundo não mudou tanto por conta deste evento. O sistema solar continua o mesmo. A inflação mundo afora pode ter mudado um pouco, mas continua ativa, em suas multifacetadas manifestações. As reações entre as pessoas passaram por dois ou três estágios de modificação, mas, basicamente, continuam no mesmo lugar. Ainda não havia os telefones “espertos”. O computador era um pouco mais leto. A televisão já era colorida e em algum lugar do mundo a alta definição já era experimentada. Muitos filmes foram exibidos. Modelos de carros, inventados. Literatura de montão, produzida. Nenhuma língua morreu (que eu saiba). Nenhuma outra foi inventada – na mesma medida. Parece que tudo está na mesma, quando a gente tem certeza de que nada continua na mesma. Naquele ano, o dia de hoje caiu numa Quinta-feira. “Data para as Diretas fica sem definição”, foi a manchete da Folha de São Paulo que, na primeira página da “Folha Ilustrada”, ao lado da coluna do Paulo Francis, havia a notícia de que Michael Jackson havia recebido oito premiações do Grammy. Que sucesso! A insustentável leveza do ser, do Milan Kundera e Viva o povo brasileiro, do João Ubaldo Ribeiro foram lançados neste ano. Rio doce, poema considerado de autoria de Carlos Drummond de Andrade foi publicado em 1984 no jornal Cometa Itabirano. “Bete Balanço”, de Cazuza e Frejat e “Brejo da cruz”, de Chico Buarque de Holanda foram duas músicas lançadas em 1984. Muitos modelos de carro foram lançados neste ano. Muita gente nasceu e morreu no dia 1º de Março de 1984 mundo afora. Nesta data, eu vivia meu vigésimo oitiva ano de vida e ainda cursava Edificações no então CEFET, em Belo Horizonte. Pois é… Hoje, 33 anos depois, a Portela, 22 vezes campeã do carnaval do Rio de Janeiro, voltou a ocupar o lugar de primaz desta manifestação “cultural” brasileira. Dizem que para bom entendedor um pingo é letra. Assim, as aspas ficam explicadas. Evoé Momo! Viva a Portela!!!

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Diário coimbrão 27

Subtítulo: paralelos

Por aqui é paragem; no Brasil, parada. Faz sentido. Parada é o ato, a ação de parar. Paragem é o lugar.

Aqui é autoclismo. No Brasil, descarga. Sem comentários.

No Brasil, eu saco dinheiro do caixa eletrônico. Aqui, eu levanto dinheiro do multibanco.

Rapariga, aqui. Mulher, moça, menina, no Brasil.  O folclore está cheio de piadas com esta palavra…

No Brasil, o estudante roda, toma bomba, é reprovado. Aqui, ele chumba.

Aqui é gabinete de prova. Lá, provador (de roupas..).

Autocarro para ônibus, comboio para trem, metro para metrô, bica para café, rato para mouse rebuçado para bala (de comer, não de matar…), broa de milho para pão de milho, camisola para camiseta, relvado para gramado (no futebol), redonda para bola (idem), guarda redes para goleiro (idem), golo para gol (idem), estrada para rua, hospedeira para comissária de bordo, urgências para pronto socorro e por aí vai…

Clique aqui, diz o brasileiro (que imita quase tudo dos norte-americanos…). Carrega aqui, diz o português.

Muitas diferenças, muita graça, mas muita coisa igual sem muita graça: gente com menos de vinte anos de idade sentada nas cadeiras preferenciais olhando com desdém para os velhotes (como esses velhotes andam de ônibus por aqui! Deve ser por conta da debandada da juventude. Eles ficam sozinhos, daí têm que usar o transporte público que é muito razoável!); muita gente andando sem olhar por onde anda por conta do maldito celular (ah… aqui é telemóvel). Rapazes usando aquelas calças cinco números maior, com cós bem baixo, os bolsos traseiros batendo na parte de trás do joelho, os cabelos despenteados, a barba por fazer, falando alto, fumando, em bandos e olhando para o resto da humanidade como se nada pudesse ser melhor que aquilo… Moças usando sapatos com saltos altíssimos ou botinas mais parecidas com coturnos, sem ter noção do que é ANDAR. Mais parecem potrancas no cio… batendo as patas no chão…

De quebra, algumas imagens do início do reinado de Momo em Coimbra. Só com crianças… e poucas… Imagina… Vou dar aulas na terça-feira gorda. Já imaginaram uma coisa dessas no Brasil?

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