Cartas

Faz (já!) mais de um ano, conclui um segundo estágio de pós-doutoramento em Coimbra. Foram seis meses recheados de coisas/momentos inesperadas, revisitações, lembranças e experiências. Tudo muito instigante e absolutamente gratificante, com o devido pedido de perdão pela involuntária rima pobre… Seis meses inesquecíveis. Já de volta aos trópicos, fiquei sabendo do lançamento de mais […]

Outra carta

Agora, a carta resposta de Aberto de Oliveira. Sem a leitura da totalidade das cartas de António Nobre, fica um tanto difícil perceber, de fato, a diferença de tom a que me referi ontem. Mas vale a intenção… António Nobre                                                                                               Matosinhos                                                                                               [?] Julho 1893  À sua carta devo responder que a correspondência uma […]

Cartas

António e Alberto se conheceram em Coimbra, no finalzinho do século 19. Eram ambos nascidos no Porto, mas foram se conhecer na cidade sede da universidade mais antiga de Portugal. Mero acaso (?). Estudaram Direito. Alberto acabou por se formar em Coimbra António, foi duas vezes reprovado e, desgostoso, mudou-se para Paris onde veio a […]

Memórias e desencontros

A bem da verdade, devo dizer que essa história começou bem antes de sua materialização. Já tinha ouvido falar de António Nobre. Foi em 1996, quando me inscrevi para o concurso de provas e títulos para o provimento de uma vaga de professor (então) adjunto da universidade federal de outro planeta, popularmente conhecida como UFOP. […]

Diário Coimbrão 13

E as janelas permaneceram mais um dia cerradas, com raríssimas e honrosíssimas exceções. E o dia, mais uma vez, foi claro, com sol ardente, numa temperatura que rondou os 8 graus Celsius, durante todo o dia, emoldurado por céu azul pálido, quase desmaiado, riscado ali e acolá pela fumaça dos pilotos que estavam a velocidade […]

Cartas

Entre as muitas agruras que podem ser lidas diariamente, é possível encontrar um oásis de poesia, sinceridade e delicadeza nas palavras de um ser humano. Nesses dias recheados de tragédias, incidentes vergonhosos, superficialidade, escrever passou a ser uma espécie de terapia. Neste rol, inclui-se a carta, a esquecida carta. Houve uma vez que, em casa […]

Para LET874 – 6

Fernando Pessoa [Carta a Adolfo Casais Monteiro – 20 Jan. 1935] [Carta a Adolfo Casais Monteiro – 20 Jan. 1935] Caixa Postal 147 Lisboa, 20 de Janeiro de 1935. Meu querido Camarada: Muito obrigado pela sua carta. Ainda bem que consegui dizer alguma coisa que deveras interessasse. Cheguei a duvidar de que o fizesse, pela […]